06/10/2020
As décadas de 20 e 40 marcaram o setor hoteleiro brasileiro. Verdadeiros palácios, como o Quitandinha em Petrópolis, no Rio de Janeiro, eram erguidos para receber apostadores e grandes estrelas nacionais e internacionais.
Carmen Miranda, Dalva de Oliveira e Grande Otelo realizaram shows memoráveis no palco da Cassino da Urca – que também recebeu Josephine Baker e Bing Crosby. Com mais de 20 cassinos e fora do eixo turístico comum, Poços de Caldas chegou a ser conhecida como a “Las Vegas” brasileira.
Tudo isso mudou do dia para a noite. Supostamente influenciado por sua esposa católico, o então presidente Eurico Gaspar Dutra assinou um decreto-lei proibindo a exploração de jogos de azar em todo o Brasil no final de 1946. Pegos de surpresa, milhares de envolvidos na indústria viram suas carreiras acabarem e seu dinheiro se esvair.
Pouco a pouco os jogos de azar perderam seu glamour e passaram a ser explorados por criminosos. Bandidos notórios como Castor de Andrade criaram verdadeiros impérios através da corrupção e violência. Se antes existiam empresários legítimos, décadas de proibição nos legaram apenas foras-da-lei no comando de um mercado bilionário.
Para piorar, seu poder econômico é capaz de colocar grandes autoridades da república dentro do seu bolso. Carlinhos Cachoeira, famoso bicheiro em Goiás, teria mantido durante anos relações com o senador cassado Demóstenes Torres.
Hoje, dos 193 países membros da ONU, apenas 37 continuam proibindo a exploração de jogos de azar. Não é difícil imaginar o porquê. Além de desviar preciosos recursos que poderiam ser investidos na investigação de homicídios, estupros, e roubos, a proibição fortalece criminosos, e impede que empreendedores legítimos assumam o controle desta atividade.
O SFLB - Students For Liberty Brasil acredita que todo indivíduo deve ser livre para gastar como bem entender o seu dinheiro, desde que isto não impeça outrem de fazer o mesmo.