Manas - Artes Urbanas

Manas - Artes Urbanas Seremos a esperança em meio ao caos da cidade. Seremos revolução através das nossas intervenções. Ser

22/01/2020

"A razão-de-ser de geografia seria então a de melhor compreender o mundo para transformá-lo, a de pensar o espaço para que nele se possa lutar de forma mais eficaz" - José William Vesentini na apresentação da 3a edição de "A Geografia - isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra"
Cidades são zonas de guerra e toda guerra é uma questão de poder. Pessoas lutam desesperadamente por sua sobrevivência enquanto poucos lutam por mais em ambições vazias, dessa forma cada conhecimento é relevante na eterna guerra travada nas ruas. A geografia, enquanto ciência que estuda o espaço e as relações sociais nele presentes, se torna arma indispensável para traçar estratégias na busca por direitos, não é uma ciência neutra, mas extremamente política e munida de significado. José William Vesentini, ao sintetizar alguns pensamentos do geógrafo Yves Lacoste, diz "a razão-de-ser de geografia seria então a de melhor compreender o mundo para transformá-lo, a de pensar o espaço para que nele se possa lutar de forma mais eficaz". Num país em que conhecimento é luxo e não direito, usaremos nossos conhecimentos para levarmos nossas bandeiras às mais diversas populações procurando entender, dentro do espaço, as necessidades de cada realidade. Conhecimento é poder e defendemos que o povo seja cada vez mais poderoso. Na geografia, nada é feito por acaso e, sim, com um motivo. Nenhuma geografia é ingênua, assim como nenhuma arte. E nossa arte não tentará ser ingênua nem por um segundo, será resistência, luta, guerra, força e munição e esperamos que ela seja sempre usada como arma.

Dália 🌷

“Todas as cidades que nasceram na maquete do arquiteto e do engenheiro são fascistas. Uma cidade tem que nascer sozinha,...
15/01/2020

“Todas as cidades que nasceram na maquete do arquiteto e do engenheiro são fascistas. Uma cidade tem que nascer sozinha, em espontâneo brotar.” Paulo Leminski estava certo.
O urbanismo tem como objetivo “organizar” a cidade, traçar as melhores rotas a serem seguidas de um ponto ao outro, onde cada coisa vai ficar e onde cada pessoa vai ficar. Essa é a questão mais problemática. Grandes urbanistas se focam em bairros nobres e no centro da cidade e traçam estratégias para que as populações pobres concentrem-se nas periferias. Como dizia Leminski, “todas as cidades que nasceram na maquete do arquiteto e do engenheiro são fascistas. Uma cidade tem que nascer sozinha, em espontâneo brotar.”
Acreditamos que o urbanismo sirva para criar uma cidade segura e inclusiva para todos com cada vez menos paisagens do medo e fora da lógica fascista. Acreditamos num novo urbanismo, feito pelo brotar natural da cidade pelas transformações advindas das vontades da população, e por ele lutamos.
“Não há sinônimo para cidade. Cidade não tem substituto nem alternativa.” (Paulo Leminski)

Um Estudante de Arquitetura e Urbanismo desconte com a forma como se faz a Arquitetura e a forma de (des)ocupação do esp...
08/01/2020

Um Estudante de Arquitetura e Urbanismo desconte com a forma como se faz a Arquitetura e a forma de (des)ocupação do espaço urbano curitibano e brasileiro. Assim como vi num pixo em pleno Bairro São Francisco: “tanta gente sem casa, tanta casa sem gente”.
No sistema atual, onde arquiteto se rende ao mercado e Minha Casa Minha Vida vira foco das grandes empresas porque dá lucro,o papel primordial da arquitetura foi esquecido: a arte de morar, de habitar. Se ensina de tudo na academia - rodoviária, aeroporto, galeria de arte, escola - e não excluindo a necessidade desses espaços, mas a habitação se tornou algo “simplório”, projetada como se numa receita de bolo.
Não que não seja digno comprar seu Minha Casa Minha Vida, com parcelas que duram quase sua vida inteira, mas pessoas de baixa renda têm direito a conforto, estética e tecnologia como Kenneth Frampton coloca no livro História Crítica da Arquitetura Moderna: “Em sua forma mais abstrata, a arquitetura certamente desempenhou um certo papel no empobrecimento do ambiente, em particular onde foi importante a racionalização dos tipos e métodos de construção e onde o acabamento material e a forma de projeto foram reduzidos ao menor denominador comum, a fim de baratear a produção e otimizar o uso.”
Com o advento da verticalização exagerada, seríamos nós reduzidos apenas a poucos metros quadrados para a Arquitetura e para o Estado?

Bromélia 🌸

Endereço

Curitiba, PR

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