22/01/2020
"A razão-de-ser de geografia seria então a de melhor compreender o mundo para transformá-lo, a de pensar o espaço para que nele se possa lutar de forma mais eficaz" - José William Vesentini na apresentação da 3a edição de "A Geografia - isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra"
Cidades são zonas de guerra e toda guerra é uma questão de poder. Pessoas lutam desesperadamente por sua sobrevivência enquanto poucos lutam por mais em ambições vazias, dessa forma cada conhecimento é relevante na eterna guerra travada nas ruas. A geografia, enquanto ciência que estuda o espaço e as relações sociais nele presentes, se torna arma indispensável para traçar estratégias na busca por direitos, não é uma ciência neutra, mas extremamente política e munida de significado. José William Vesentini, ao sintetizar alguns pensamentos do geógrafo Yves Lacoste, diz "a razão-de-ser de geografia seria então a de melhor compreender o mundo para transformá-lo, a de pensar o espaço para que nele se possa lutar de forma mais eficaz". Num país em que conhecimento é luxo e não direito, usaremos nossos conhecimentos para levarmos nossas bandeiras às mais diversas populações procurando entender, dentro do espaço, as necessidades de cada realidade. Conhecimento é poder e defendemos que o povo seja cada vez mais poderoso. Na geografia, nada é feito por acaso e, sim, com um motivo. Nenhuma geografia é ingênua, assim como nenhuma arte. E nossa arte não tentará ser ingênua nem por um segundo, será resistência, luta, guerra, força e munição e esperamos que ela seja sempre usada como arma.
Dália 🌷