Carmopolitando

Carmopolitando Nosso ponto de encontro. Carmopolitar é se deixar levar por uma caminhada na cidade. É reviver his Os programas estão hospedados no site www.brasilpodcast.com.

O Carmopolitando é um programa radiofônico de sensibilização cultural, para a cidade de Carmópolis de Minas. O projeto original contém quatro programas de rádio realizados no primeiro semestre de 2013, como trabalho de conclusão de curso da carmopolitana Olívia Resende, para o curso de Comunicação Social da UFMG. Hoje. a página no facebook mantém a proposta de convocar os sujeitos carmopolitanos a refletirem sobre suas práticas, a fim de valorizar os modos de vida da cidade.

Como é formada a população de Carmópolis de Minas? A estimativa realizada pelo IBGE em 2016 contabiliza uma população de...
24/08/2017

Como é formada a população de Carmópolis de Minas? A estimativa realizada pelo IBGE em 2016 contabiliza uma população de 18. 812 pessoas, sendo que mais de 11 mil carmopolitanos residem na cidade. Do total, cerca 15 mil pessoas são alfabetizadas. Veja as informações detalhadas pelo site: http://cod.ibge.gov.br/ULB

  na  6ª festa do Carreiro.“Manhê, olha quanto carro de boi, ah lá: 1, 2, 3...  Olha o chifre daquele outro! Nuh! Quero ...
24/08/2015

na 6ª festa do Carreiro.

“Manhê, olha quanto carro de boi, ah lá: 1, 2, 3... Olha o chifre daquele outro! Nuh! Quero subir, mãe... deixa eu, deixa!” Algumas crianças nem piscavam pra poder ver por mais tempo a imponência e beleza dos bois grandes, coloridos, chifrudos e quase que brilhantes, quando sob o sol do meio da tarde. Para os mais grandinhos, a curiosidade era descobrir como as rodas de ferro dos carros produziam uma melodia tão ruidosa e aguda. Uns, mais curiosos, subiam na plataforma e experimentavam a emoção da instabilidade do passeio, o medo da alternância no humor dos animais e o desejo de saber como seria ver o mundo dali de cima.
Cada carro era comandado por dois criadores, ou mais. Um ia à frente ditando o ritmo, o outro era responsável por manter os bois em sintonia, ou seja, era necessário que todos caminhassem juntos, sem interferência de imprevistos externos que viessem a deixá-los irritados. Os fazendeiros e pequenos criadores de Carmópolis exibiam com orgulho os animais parrudos: 1, 2... 5, 6 pares de bois cangados, que na longa fileira formada no desfile dividiam espaço com alguns mini-carros, puxados por carneiros, cabras ou ovelhas.
A reunião de tantas famílias para celebrar a tradição do carro de boi, um dos mais antigos e importantes meios de transporte da cultura brasileira, nos faz pensar sobre a dedicação e o espaço que o evento ocupa no calendário da administração de Carmópolis. Por exemplo, devido à falta de desvio de rotas na área do desfile, a festa foi várias vezes atravessada por veículos, ameaçando a segurança dos animais e do público.

Largo e Capela do Rosário, no centro de Carmópolis. A fotografia de Cledson Simião, ressaltando as cores da nossa cidade...
04/09/2014

Largo e Capela do Rosário, no centro de Carmópolis. A fotografia de Cledson Simião, ressaltando as cores da nossa cidade encanto!

O senhor que dá nome a uma das principais ruas de Carmópolis,  Luiz Alves de Moura Costa, conhecido como Tio Nhô (ou Tin...
22/07/2014

O senhor que dá nome a uma das principais ruas de Carmópolis, Luiz Alves de Moura Costa, conhecido como Tio Nhô (ou Tinhô), era um artífice humilde e espécie de curador. Carmópolis ainda era Japão quando ele chegou ao arraial com sua tenda de ferreiro. Um grande problema da época era a falta de médicos na região. Alguns eram trazidos de Oliveira, mas muitos coitados morriam antes de o socorro chegar.
Curioso, o Tio Nhô estava sempre de butuca, observando o que os doutores receitavam e como procediam. Não demorou muito para se tornar curador e a salvação pra muito doente. Nas horas mais aflitas ele fazia o possível; os “benzedores”, o impossível. O resto f**ava nas mãos de Deus.
O farmacêutico prático fez história curando pneumonia com ventosas. Alguns o chamam até hoje de "charlatão", por ter praticado a medicina sem habilitação formal, ainda que não o acusem de ter sido incompetente ou agido de má-fé.
Ele morava na rua que hoje tem seu nome, ali onde f**a o Banco do Brasil. Quando não estava socorrendo um sofredor, era possível encontrá-lo malhando o ferro em sua tenda. Consertava máquinas de costura, roda de fiar lã de algodão e construía foice, facão, machado, bico de arado, ferradura e até peça de carro de boi.
Fontes principais: “Memorial Carmopolitano” e “Carmópolis de Minas, sua história e suas histórias”

Vovó Olívia é resistente como uma oliveira, árvore da força e da vida. Numa terra produtiva os frutos vieram com fartura...
30/04/2014

Vovó Olívia é resistente como uma oliveira, árvore da força e da vida. Numa terra produtiva os frutos vieram com fartura. 12 filhos. As raízes se multiplicam através dos 48 netos, 52 bisnetos e 2 tataranetos.
O tempo moldou os seus galhos. Lindos! Mas apesar do tronco vigoroso e das folhas persistentes, vem o vento, chega a chuva, sai o sol, deita o dia... São oitenta e nove anos de histórias guardadas nas marcas, nas manchas, nas mechas.

Eu quero um dia ser também Dona Olívia.

São 14 estações até o Monte Calvário. A sexta-feira da Paixão é o dia em que os cristãos reconstituem mentalmente a cruc...
18/04/2014

São 14 estações até o Monte Calvário. A sexta-feira da Paixão é o dia em que os cristãos reconstituem mentalmente a crucif**ação e morte de Jesus. Em Carmópolis, a Praça Senhor dos Passos já estava cheia às seis da manhã para o início da caminhada e celebração da Via Sacra. Os fiéis carmopolitanos sentiram o peso da cruz e se emocionaram com as cenas de dor e sofrimento, em meio às mensagens de fé e esperança.
As crianças que acompanharam a peregrinação driblaram as pernas dos gigantes adultos para ver tudo de pertinho. Enquanto isso, o sr. Geraldo, o Caizé e a Dona Maria f**aram por último, porque estavam trabalhando. Agentes da limpeza urbana, eles caminharam atrás de toda encenação, rezando e limpando ao mesmo tempo. Sr Geraldo exibia um crucifixo no peito e estava todo orgulhoso por ter uma missão ali "De alguma forma a gente faz parte disso tudo. Eles vão sujando e a gente vai deixando tudo em ordem atrás, neh!?".

Dona Landa... não deixa a Olívia ir lá pra longe não, sá!  Iiih... Ela vai arrumar marido lá e não vai nem lembrar do Pi...
23/02/2014

Dona Landa... não deixa a Olívia ir lá pra longe não, sá! Iiih... Ela vai arrumar marido lá e não vai nem lembrar do Piau mais.
(…)
Se a Olívia for pra quês ladilá, Olívia traz uma noiva pro Piau?
Oh: Piau tem casa ajeitadinha! Faz cumida com fartura danada!
Levanta cedo, arruma a casa... Piau varre o terreiro!
Piau tem dois butijão de gás!
Mas mesmo assim, oh, tá difícil viu! Piau é muito sozinho, bobo... As moça num liga, nem óia, pro Piau!
(...)
Piau vai na missa e num gasta nem foieto. Piau sabe rezar tudo, até parece o Padre Sebastião!
Mas oh, Piau senta no banco da igreja e as moça num senta do lado do Piau...
E o Piau, sabe?! Piau gosta quando as moça pega na mão dele! E aí nois dá a mão pra rezar o “Pai Nosso”, dá “Paz de cristo”...

O inventivo Jairo mudou o bordão! Já quase não se escuta o famoso "Me dá um real?". Com os anuais reajustes salariais e ...
15/02/2014

O inventivo Jairo mudou o bordão! Já quase não se escuta o famoso "Me dá um real?". Com os anuais reajustes salariais e aumento do custo de vida, ele quer agora a notinha de 2. Se você não puder contribuir, mas tiver um rádio velho, ele também aceita. Nada como uma boa negociação. Ainda não aceita cartão (por enquanto)!

Conhece a canção "Caminheiro", interpretada por Sérgio Reis e Milionário e José Rico? O Carmopolitando a dedica aos amig...
05/09/2013

Conhece a canção "Caminheiro", interpretada por Sérgio Reis e Milionário e José Rico? O Carmopolitando a dedica aos amigos que foram estudar, trabalhar... tentar a sorte na cidade grande!
Aô saudade de casa!

Caminheiro que lá vai indo,
No rumo da minha terra,
Por favor faça parada
Na casa branca da serra.
Ali mora uma velhinha
Chorando um filho seu,
Essa velha é minha mãe
E o seu filho sou eu.
(...)
Vai! Caminheiro, me faça este favor!
Caminheiro, diga pra mãe
Para não se preocupar,
Se deus quiser este ano
Eu consigo me formar,
Eu pegando meu diploma
Vou trazer ela pra cá,
Mas se eu for mau nos estudos
Vou deixar tudo e volto pra lá.

O link da canção no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=JCFNZ9CdWpM

Bom dia, Carmópolis!
Óh! Caminheiro, não esqueça de avisar!

“Folclore não é breguice, não é ignorância ou cafonismo. É a cultura popular, nascida do sentimento e da vivência de um ...
04/09/2013

“Folclore não é breguice, não é ignorância ou cafonismo. É a cultura popular, nascida do sentimento e da vivência de um povo”. Dona Paulina, nome importante da cultura carmopolitana faz uma crítica aos costumes e valores da nossa terra, falando de festas tradicionais, mantidas ha tempos na nossa cidade.
O belo texto de D. Paulina foi publicado no jornal “Carmópolis Ação” de 1991.

A série "Nossa memória" do Carmopolitando resgata textos de jornais antigos, para proporcionar aos carmopolitanos uma nova forma de viver a cidade! Então, carmopolitem à vontade!
Bom dia!


Folclore: Congado e Folia de Reis

Oi! Vamo Rainha Senhoraaa
Oi! Vamo Rainha Senhoraaa
Apronta e vamo simbora
Apronta e vamo simbora

Isto é congado. Você sabia que o nosso congado num concurso realizado no Rio de Janeiro, o “terno” do Geraldo Joaquim ficou em 2º lugar da categoria “Catopês”? Aposto que não sabia. Segundo a lenda o congado teve origem na região da Africa. Nossa Senhora ali aparecera numa aldeia de negros. Fizeram uma capela para colocá-la, mas a santa somente saiu com os Moçambiqueiros; daí sua importância vindo sempre a frente dos Reis Brancos. Estes eram pessoas ricas que patrocinavam a festa, inclusive dando alimentação para os dançadores durante os oito dias de festa. Eles dançavam e tocavam o dia todo. Há também os Reis Congos ou perpétuos, estes devem ser negros.
O Reinado (como é chamado aqui) já teve os seus dias de glória quando era uma festa religiosa realizada na Igreja do Rosário situada na praça do mesmo nome. A imagem da Senhora do Rosário muito valiosa, em madeira, feita no estilo barroco foi vendida.
Quando a festa se desligou da igreja entrou em decadência e nunca mais alcançou a pampa dos velhos tempos.
A Folia de Reis aqui em Carmópolis sempre existiu, porém bem simples; sempre comandada pelo Vicentão. Nos últimos anos ela tem se desenvolvido. Dizem que a Folia de Reis representa o povo que acompanhou os Reis Magos, na sua visita ao menino Deus; por onde passavam pediam ajuda, e cantavam agradecendo. Sua música é de doce monotonia e a sanfona é o instrumento principal. O palhaço representa Herodes, e nunca pode f**ar a frente da Folia, e nem ter o rosto descoberto.
É apresentada no tempo do natal.
A palavra folclore vem do inglês arcaico e abrange as lendas, músicas, danças, superstições, etc.
“Varrer os pés de uma moça solteira, ela não mais se casará.” “Quem mata um gato tem sete anos de atraso na vida”. “Cachorro uivando à noite é sinal de morte”. “Um galho de arruda nos livra do azar”.
Folclore não é breguice, não é ignorância ou cafonismo. É a cultura popular, nascida do sentimento e da vivência de um povo.
Hoje mais que nunca estamos voltados para este lado.
Um grupo de católicos (devido ao grande êxodo de fiéis para outras religiões) está tentando voltar às coisas que tornaram a religião mais aconchegante. Muita música, muito canto, muita participação, muita palavra amiga. As Bênçãos, o Tatum Ergo, a Custódia com a Hóstia consagrada. As mãos do sacerdote a abençoando irradiam uma energia positiva.
Vamos cantar o “Bendito Louvado seja”, o “Queremos Deus” e quem sabe seremos mais Gente e menos fera.

D. Paulina. 1991

A série "Nossa memória" do Carmopolitando apresenta o texto de Martha Beatriz de Azevedo! O poema fala sobre as belezas ...
30/08/2013

A série "Nossa memória" do Carmopolitando apresenta o texto de Martha Beatriz de Azevedo! O poema fala sobre as belezas desse nosso “Pedacinho de Minas” e o orgulho de ser carmopolitano. Foi publicado no “Carmópolis-Ação” no terceiro trimestre de 1992. Carmopolitem com os versos!!!

Bom dia e ótimo final de semana!


Pedacinho de Minas

A honra de seus homens,
O sabor de uma alegria,
O cheiro do bom café,
Suas ruas são estreitas e transitadas.
Uma igreja bem no centro,
lembra a religiosidade de seu povo.
Povo simples e orgulhoso
de ser Japão de ser Carmópolis.

Carmópolis que é carnaval de rua,
que é congado, que é festa de peão de boiadeiro;
que são as meninas bonitas e elegantes
no seu sorriso de mineira.
É hospitalidade para seus visitantes
e sustento para seus habitantes.

Sua altivez é destacada,
em seu espaço geográfico.
Sua beleza é espalhada
em sias montanhas e riachos!
Sua imagem na memória
daqueles que te conhecem,

jamais será esquecida!
Carmópolis, cidade do Carmo!
Cidade do coração que bate forte,
quando ouvi a música que é teu nome.
Quem a conhece não vacila.
Apaixona-se com o seu jeito gostoso

E interiorano de sua gente.

Gente que fala uai!
Gente cabocla de pele tostada
do trabalho ardente no sol,
da colheita gloriosa só seus frutos:
do milho, do feijão, do café, e do tomate!

Gente que tem no olhar a desconfiança do mineiro
e a ternura de uma criança.
Gente que tem alegria como
marca registrada na alma
de poder dizer e cantar:
“Eu sou Carmópolis”.

Martha Beatriz de Azevedo

Quer viajar no tempo de Carmópolis? A partir de amanhã, sexta-feira, o Carmopolitando vai apresentar a você uma série de...
30/08/2013

Quer viajar no tempo de Carmópolis? A partir de amanhã, sexta-feira, o Carmopolitando vai apresentar a você uma série de publicações antigas, que intitulamos “Nossa memória”.
São textos antigos, veiculados nos jornais “Carmópolis-Ação”, do fim da década de 1980 e começo de 1990, que retratam contextos políticos, sociais e culturais da época! Legal, neh?!
O “ Nossa memória” conta com lindos textos de D. Paulina, Dr. Silas, Lenita; poemas de Matilde; textos críticos de Márcio Santos, Maria José Teixeira e outras personalidades carmopolitanas. Tem até um texto do Daniel, que na época cursava a 8ª série! :)
Carmopolitar é viver e carmopolitar! Agradecimento especial ao Rodrigues, que nos presenteou com os periódicos históricos!
Boa noite, Carmópolis!

Endereço

Carmópolis De Minas, MG

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