11/06/2026
Ontem, eu fechei o ciclo que mudou a minha vida. Tudo o que construí até aqui ainda é só o começo, mas só foi possível porque a filha da Dona Ângela, aos 19 anos, escolheu cursar uma licenciatura, morar em república e entender, na pele, que o mundo é desigual. Mas ou você se movimenta para o jogo virar, ou o jogo vira em cima de você.
Entrar na universidade pública é um desafio, mas permanecer nela é uma luta diária. Políticas públicas como bolsa permanência, auxílio alimentação e bolsas de extensão são o que sustentam o sonho de um jovem periférico. É a estrutura do Estado que apoia, junto com a nossa própria garra (porque tem que querer muito!).
Durante a graduação, fui questionada, desacreditada e vista como “diferente”. Anos depois, a minha resposta veio em forma de prosperidade. “Tá na televisão fazendo propaganda? Indicação política / Tá dando aula em toda bacia de Campos ? Peixada!”
(Noites em claro estudando e conciliando as apresentações teatrais, provas teóricas, seminários e movimento estudantil. Eu não passei pela faculdade, eu mergulhei.)
Fui a primeira da minha família a entrar em uma Federal. Minha história nunca foi sobre vitimismo, mas sobre impulso. Minha vida é movimento, Arte e muito axé de uma filha de Oxalá 🤍🕊️
No IFF, o mundo se abriu: conheci o Planalto Central, abracei Marielle Franco em uma caminhada no Rio e tive a honra de expressar minha gratidão pessoalmente ao presidente Lula.
“O IFF é uma mãe!” quem passou por lá, sabe exatamente o peso dessa frase.
Uma mulher negra educadora não apenas ocupa um espaço; ela reescreve a história de onde veio e ilumina o caminho para os que virão. 🖤🎓✨