15/02/2026
Hoje ela se foi e o dor que aqui ficou é do imenso amor que me ensinou a ter.
Minha avó Heleninha me ensinou a viver uma eterna casa de portas abertas - literalmente. A mesa do café vinha logo depois do almoço, pra todo mundo que passasse por lá. Tinha café, pão fresquinho, bolo, broa de fubá..
As melhores histórias eram de como ela rompeu tradições de uma geração e conquistou até o próprio Fusca numa época em que mulheres não podiam trabalhar.
Pra ela eu só tinha 2 defeitos: magrinha demais e saias curtas demais!
Quando eu chegava já ouvia da porta: “Oi bem! Não vai embora hoje não, né? Dorme aqui com a vó”.
E, quando eu menos esperasse, surgia a vovó com uma banana e uma bronca por não ter devorado a geladeira!
Achei que esse dia nunca fosse chegar. Mas vamos lá Dona Heleninha, foram 97 anos bem amados, não foram?
Hoje sinto um vazio aqui no peito por puro egoísmo enquanto derramo lágrimas sobre meu caderno e a espiritualidade me conforta por saber que a senhora voltará a enxergar as maravilhas divinas e encontrar a mamãe e todos seus outros amores.
Bença, vó! Me cuida daí 🩵