24/12/2020
Pensamento fundante:
"O projeto "Entenebrecida” nasce a partir da experiência da atriz Juliana Iyafemí no curso de introdução à filosofia africana do núcleo GERU MAA (UFRJ). Esta obra marca a elucidação de sua negritude num constante despertar. Elucida inclusive o quanto ainda precisamos de trabalhos que conscientizem sobre a tolerância religiosa, igualdade de gênero, classe e cor. Ou melhor, que demarquem que não somos todos iguais!
A partir da observação e vivência em meio a este contexto pandêmico, “Entenebrecida” também reflete sobre a experiência coletiva de muitos sujeitos, sobretudo pessoas negras, não terem o direito a enterrar, com devidos rituais, seus mortos. Afinal, quais corpos têm direito ao luto?
Entenebrecida performa uma escrevivência, um encontro entre a artista Juliana com o diretor Rafael Bacelar (MG/RJ), numa busca pelo sentido das palavras, um encontro com a ancestralidade da atriz. Uma experiência teatral sobre a carne.
Uma mulher preta, artista, mãe solo e de axé. Um corpo-reflexo de muitas iguais. Uma atriz ocupando lugares. Não há uma única verdade quando se está em travessia. Ela tenta enxergar, mas a cor branca cega a sua vista. Até que tudo escurece e f**a mais nítido."
Dramaturgia/ Edição / Direção :
Idealização e atuação: Juliana Iyafemi
Arte:
Produção : Grupo de Artes Comboio
Agradecimentos: Iúna Lopes, , , Rafael Bacelar, Grace Passo, Katiuscia Ribeiro, .13 , Tecessol - Grupo de Teatro Facetas(Natal- RN); (Macaiba- RN)