12/01/2026
Muita gente chama esse tipo de trabalho de Maori.
Mas a base do meu trabalho é a arte Samoana.
E isso não é detalhe.
O termo “Tatuagem Maori” vem sendo usado de forma equivocada há muito tempo.
No Ocidente, ele acabou sendo um termo pasteurizado — e tudo o que vem da região da Polinésia passou a receber, de forma genérica, o nome dos nativos da Nova Zelândia.
No entanto, para quem não sabe, a Polinésia é um conjunto de ilhas localizas no Pacífico, unindo um conjunto de povos, culturas e tradições diferentes.
E assim, trabalho que executamos aqui é inspirado nos povos da Polinésia, como forma de homenagem e admiração, sempre com um pressuposto estético, não diretamente ritual como são as práticas de lá.
No meu caso, os grafismos e estruturas que utilizo se inspiram na arte samoana — uma tradição originária de uma ilha da Polinésia, assim como a própria Nova Zelândia.
A arte Samoana é uma linguagem construída ao longo do tempo, pensada para vestir o corpo, respeitar a anatomia e envelhecer com harmonia.
Por isso, cada tatuagem nasce de forma única.
O corpo guia o desenho — nunca o contrário.
A arte samoana é uma tradição validada pelo tempo.
Ela envelhece bem, respeita o corpo e nasce para vestir a anatomia, não para ser apenas um desenho colado na pele.
Cada linha tem função.
Cada espaço tem intenção.
Cada corpo pede uma leitura diferente.
Meu trabalho parte da anatomia humana para que a tatuagem seja única — não replicável — e verdadeiramente harmônica.
É linguagem corporal!
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Sobre as definições, para fins de comunicação no fim das contas usamos o termo “Tatuagem Tribal” pois é a forma mais imparcial para se referir a tatuagem que “vem das tribos”
E porque esta página utiliza do termo “Maori” em seu nome? Pois é assim que a grande parte das pessoas se comunicam para falar de tatuagem tribal e a escolha deste nome é puramente pelo motivo de comunicação.