17/05/2026
23) ENREDO MONUMENTAL
Priscila ganhou de presente de seu pai um livro de Darcy Ribeiro, lançado no início daquele ano, chamado “O povo Brasileiro”.
Ela leu e se encantou e decidiu trazer aquele enredo para o nosso festival.
“Brasil de Cantos e Encantos”, trazia um resumo da obra de Darcy Ribeiro com a construção do país com as três matrizes, a indígena, a africana e a lusitana, desenvolvia a ideia do trabalho escravo e que perdura até os dias atuais com a ideia dos “Moinhos de Gastar Gente” e a ideia do “Não-ser” e por fim os cinco Brasis que se formaram da miscigenação, o Caboclo, Caipira, Crioulo, Sulista e Sertanejo com a ideia do futuro, sonho utópico de uma “Nova Roma”.
Enredo originalíssimo, o melhor de todos até aquele momento, rico e com um samba que também gabaritou.
Um desfile sem falhas e com fantasias e alegorias impecáveis que arrancou aplausos de Seu Zezé e sua filha.
Era o segundo título da história, da Imperador da Ponte e claro, voltaria no festival dos festivais.
23° FESTIVAL – “BRASIL DE CANTOS E ENCANTOS”
Nova Roma Tropical
Te vejo hoje, em meu festival.
É meu novo, Brasil brasileiro
O povo vencedor
De Darcy Ribeiro.
A Ponte chegou,
Poema de amor,
É Imperador, tão bela.
Cantos e Encantos do Brasil,
Trago a voz de Darcy em aquarela.
Do índio, o dono do chão,
Adaptação e subsistência,
O negro com a força do trabalho,
Culinária e cultura,
Voz da resistência
Matriz Lusitana,
Língua e religião,
E assim se deu a miscigenação!
Exploração, moinho,
Gastando gente, pelo caminho
Girou a roda do açúcar, café
O povo marginalizou
E hoje, ainda está de pé.
Mulato, mestiço, ninguém
O não-ser cativo, gerou também,
Belezas e riqueza culturais
Obras e festas monumentais.
Brasil crioulo, açucareiro
Nordeste é festa,
Na culinária e na dança.
Brasil caboclo,
hospitaleiro,
Nortista em lendas
Do índio, a herança.
Sertanejo do interior,
A pecuária e a fé,
O sincretismo firmou.
Sulino dos pampas e da imigração
A Europa que se fez em novo chão.
Brasil Caipira