“A rica ritmia maranhense se espraia numa variedade de gêneros musicais espalhados por
danças, folguedos, festejos e outras manifestações da diversidade cultural do Maranhão, lúdicas, votivas, religiosas, rituais, espontâneas. Eis aqui, de forma sintética, a intenção do desejo da OFICINA DE SOTAQUES, coordenada pela tranqüilidade do irrequieto e dileto amigo Cláudio Cacau Amaral, meu parceiro Caro
çudo e jovem percussionista de hábeis mãos a tecer sonoridades no couro dos tambores da vida, por acreditar no sonho de que se vive melhor é com arte e amor, no que com ele concordo plenamente. Da terra do bumba-meu-boi, com dicção própria, Cacau fala dos sotaques na língua dos bois de Zabumba, da Baixada (Pindaré), da Ilha, de Costa de mão, e de Caixa; fala do patrimônio imaterial nacional que é o Tambor de Crioula, com suas coureiras a rodar a saia na contagiante sensualidade da punga, fazendo ecoar retumbante o banzo ancestral africano; fala do toque de caixas divinas no Cacuriá do final da festa do Divino alcantarense, a celebrar a descida do espírito santo sobre apóstolos, imperadores, imperatrizes, mordomos, aias e caixeiras. Eis a OFICINA DE SOTAQUES: fala a sua língua, com acentuada pronúncia da alegria, com vasto vocabulário artístico, na vastidão semântica da cultura popular maranhense, fazendo universal a linguagem do encontro através da arte. Venha, gingue, delicie-se no prazer de plasmar o som com o seu próprio corpo; entre para
essa dança, cante sua alegria, partilhando com o par suas melhores emoções e dê-nos a
honra de uma contradança com a cultura do Maranhão. Na nossa terra, há belos segredos a
descobrir: investigue um pouco da nossa diversidade pelos sons da OFICINA DE SOTAQUES. Seja bem-vindo!”
Jeovah França