O que realmente importa?

O que realmente importa? The Wolf Bard – Um projeto multiartístico e multicultural que celebra a arte, literatura e cultura.

Revista e jornal com poesia, história, mistérios e curiosidades, criado por JB Wolf, escritor e poeta, para conectar mentes criativas e inspirar reflexões.

12/04/2026

Como uma revista pode transformar a reflexão sobre o tempo em uma experiência próxima da vida real?

Na matéria de capa desta edição, Jeane Tertuliano usa Chronos, Kairos e Aion para mostrar como vivemos, sentimos e significamos o tempo no cotidiano.

O texto apresenta Chronos como o tempo que passa e organiza a rotina – relógios, agendas, compromissos, o corpo que envelhece –, lembrando que cada dia vivido não se repete. Em contraste, Kairos aparece como o instante oportuno: o encontro que muda caminhos, a decisão na hora certa, o momento em que a vida parece segurar o fôlego e algo essencial acontece. Aion, por sua vez, é o tempo que permanece: memórias que atravessam gerações, histórias que sustentam identidades, fé, arte e afetos que sobrevivem à pressa dos dias. Ao articular essas três dimensões, a matéria mostra que não habitamos um tempo único, mas circulamos entre o que passa, o que transforma e o que permanece em nós.

Como você tem sentido o seu tempo hoje: mais como corrida contra o relógio ou como oportunidade de construir momentos que permaneçam?

REVISTA INTERNACIONAL THE BARD
36ª EDIÇÃO - MAR E ABR DE 2026
MATÉRIA DE CAPA
POR JEANE TERTULIANO

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12/04/2026

Como o cinema pode traduzir medos, tensões sociais e afetos em diferentes formatos de narrativa?

Na coluna Tudo Sobre Cinema desta edição, Cláudia Faggi apresenta produções que vão do terror sobrenatural ao documentário musical, usando cada obra como ponto de partida para discutir a condição humana.

Os textos percorrem a franquia Invocação do Mal, que combina sustos e uma história de amor e fé do casal Warren; a série Tremembé, que expõe as contradições do sistema prisional brasileiro e o fascínio midiático por criminosos; o documentário sobre Ozzy Osbourne, que revela o artista para além do mito do “Príncipe das Trevas”; e thrillers como Colega de Quarto e A Hora do Mal, em que o verdadeiro perigo nasce da convivência e da mente em colapso. A coluna destaca ainda a leitura sensível de Frankenstein por Guillermo del Toro, que recoloca a criatura como espelho da nossa própria incapacidade de acolher o diferente, reforçando a ideia de que os “monstros” são produtos do mundo que os cria.

Qual desses filmes ou séries você sente que mais dialoga com os medos e questões do nosso tempo?

REVISTA INTERNACIONAL THE BARD
36ª EDIÇÃO - MAR E ABR DE 2026
COLUNA TUDO SOBRE CINEMA
POR CLÁUDIA FAGGI

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12/04/2026

Como pensar o tempo para além do relógio e das agendas cheias?

Na coluna Autopoiese e Narrativas, Stella Gaspar apresenta Chronos, Kairos e Aion como chaves para entender o tempo também como experiência subjetiva, autoconhecimento e modo de ser no mundo.

A partir da teoria da autopoiese e de referências filosóficas, a coluna mostra que somos sistemas vivos em constante auto-organização, atravessados por diferentes tempos. Chronos aparece como o tempo mensurável, que organiza tarefas, prazos e rotinas, mas também pode nos escravizar quando domina toda a experiência. Kairos é o tempo da oportunidade, dos instantes que marcam, do “tempo do coração”, em que a qualidade do momento importa mais do que a quantidade de horas. Aion, por sua vez, simboliza o tempo da eternidade e da transcendência, ligado à espiritualidade, à contemplação e às experiências que dão sentido profundo à existência. Ao articular essas três dimensões, Stella defende que o tempo não é só algo externo que passa, mas algo que construímos de dentro para fora na forma como vivemos, sentimos e narramos a própria vida.

De que forma você tem vivido o seu tempo hoje: mais prisioneiro do relógio ou conectado a momentos que realmente fazem sentido?

REVISTA INTERNACIONAL THE BARD
36ª EDIÇÃO - MAR E ABR DE 2026
COLUNA AUTOPOIESE E NARRATIVAS
POR STELLA GASPAR

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12/04/2026

Como diferentes concepções de tempo ajudam a entender o jeito que vivemos hoje?

Na coluna História das Artes, Betânia Pereira apresenta Chronos, Kairos e Aion como chaves para pensar do tempo do relógio ao tempo da alma.

A autora percorre da Bíblia à filosofia grega, passando por Newton, Einstein e a cultura contemporânea, para mostrar que não existe um único “tempo”: há o tempo cronológico que mede e cobra, o tempo oportuno das decisões certas e o tempo da eternidade e dos ciclos, ligado ao sagrado e à experiência interior. O texto destaca como essas três dimensões convivem na nossa vida, do calendário e das metas ao “tempo de Deus” e à sensação subjetiva de que as horas voam ou se arrastam, e sugere que recuperar Kairos e Aion é fundamental num mundo dominado apenas por Chronos.

REVISTA INTERNACIONAL THE BARD
36ª EDIÇÃO - MAR E ABR DE 2026
COLUNA HISTÓRIA DAS ARTES
POR BETÂNIA PEREIRA

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12/04/2026

Como o conto pode ser uma ferramenta prática para o escritor desenvolver técnica e criatividade?

Na coluna Vida de Autor, Lilian Stocco mostra como o conto longo funciona como laboratório narrativo para quem deseja amadurecer a escrita sem se perder em tramas extensas.

A partir da expressão “quem conta um conto aumenta um ponto”, a autora explica que o conto não é um “romance resumido”, mas um gênero próprio, marcado por brevidade, poucos personagens, um único conflito central e um desfecho significativo. Ela revisita a origem do conto na tradição oral, destaca nomes clássicos como Poe, Maupassant e Tchékhov, e lembra a força dos contistas brasileiros, de Machado de Assis e Clarice Lispector aos autores contemporâneos que exploram temas sociais, linguagem experimental e personagens à margem. A coluna detalha ainda o passo a passo para escrever: escolher uma ideia central, definir o narrador, concentrar o conflito, cortar excessos e buscar finais que provoquem reflexão no leitor.

Você já usa contos como exercício constante para aprimorar sua escrita ou ainda se sente mais preso ao universo dos romances?

REVISTA INTERNACIONAL THE BARD
36ª EDIÇÃO - MAR E ABR DE 2026
COLUNA VIDA DE AUTOR
POR LILIAN STOCCO

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12/04/2026

Como a história de um líder pode revelar tanto sobre o mundo que o criou?

Na coluna Mitologias e Crônicas, Ladylene Aparecida revisita a trajetória de Gêngis Khan para além do rótulo de “bárbaro”, destacando o menino ferido que aprendeu a governar a partir da sobrevivência.

O texto acompanha Temüjin desde a infância marcada pela morte do pai, pela fome e pelo abandono do clã, mostrando como essas experiências de violência e humilhação moldaram sua visão de poder, lealdade e estratégia. A coluna destaca momentos-chave, como o fratricídio, a fuga da escravidão, o resgate de Börte e a formação de alianças baseadas em mérito e fidelidade, que culminam na transformação do jovem nômade em Gêngis Khan, líder capaz de unificar tribos rivais e fundar o maior império contínuo da História. Ao mesmo tempo, o texto contrapõe a imagem de guerreiro sanguinário à de governante que cria leis, protege rotas comerciais e adota tolerância religiosa, sugerindo que sua brutalidade também espelha a dureza do contexto em que viveu.

Quando você olha para a história de Gêngis Khan, o que mais te provoca: a violência de seus atos ou o tipo de realidade que o moldou desde a infância?

REVISTA INTERNACIONAL THE BARD
36ª EDIÇÃO - MAR E ABR DE 2026
COLUNA MITOLOGIAS E CRÔNICAS
POR LADYLENE APARECIDA .escritora

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12/04/2026

Como uma revista consegue transformar diferentes vozes poéticas em um retrato do nosso tempo?

Na 36ª edição da coluna Poetas e Poetisas, a Revista The Bard reúne textos que fazem do tempo, da dor e da força uma mesma matéria de linguagem.

Na apresentação da coluna, Edna Lessa lembra que cada poema é uma janela para o íntimo de quem escreve, um convite para sentir antes de julgar. Em “Mulher, uma força indomável”, ela retrata a mulher como resistência que atravessa violências, cicatrizes e renascimentos, carregando consigo as que vieram antes e iluminando as que virão depois. Outros poemas ampliam esse diálogo: “O paradoxo do veneno”, de Marcos Fernandes, condensa em quatro versos a ambiguidade da poesia como ferida e cura; “No relógio dos meus olhos”, de Rilnete Melo, transforma o tempo em imagem corporal, com ponteiros que denunciam a efemeridade da vida; “Tempo”, de Maria Lúcia, mostra o tempo como mestre que nos ensina a desaprender certezas e soltar o que nos aprisiona; “Lua”, de Arely Soares, reinventa a própria lua como metáfora de fases, quedas e recomeços.

Qual dos poemas desta edição mais conversa com o momento que você está vivendo agora?

REVISTA INTERNACIONAL THE BARD
36ª EDIÇÃO - MAR E ABR DE 2026
COLUNA POETAS E POETISAS
POR EDNA LESSA

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12/04/2026

Como diferentes visões de tempo ajudam a entender o jeito que a gente vive hoje?

Na coluna Dialética, Clayton Zocarato aproxima mitologia, filosofia e ciência para mostrar como Chronos, Kairos e Aion seguem atuando no espírito humano, mesmo na era da relatividade e dos buracos negros.

A partir de pensadores como Kant, Sartre, Bergson, Heidegger, Freud, Einstein e Hawking, o texto mostra que o tempo nunca foi apenas algo que o relógio mede. Chronos representa o tempo que devora, linear e quantitativo; Kairos, o instante oportuno em que a decisão muda uma vida; Aion, a duração plena, ligada à memória, à experiência interior e até ao inconsciente.

Quando você pensa na sua própria vida, sente mais o peso do relógio correndo ou percebe momentos em que o tempo parece se abrir e ganhar outro sentido?

REVISTA INTERNACIONAL THE BARD
36ª EDIÇÃO - MAR E ABR DE 2026
COLUNA DIALÉTICA
POR CLAYTON ZOCARATO .zocarato

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12/04/2026

Como um autor pode dizer tanto com tão poucas palavras?

A coluna Grandes Autores revisita Graciliano Ramos para mostrar por que sua escrita enxuta continua entre as mais potentes da literatura brasileira.

Angela Daneluci apresenta a trajetória do escritor alagoano, desde o sertão de Quebrangulo até a experiência na prisão política que deu origem a Memórias do Cárcere. A coluna destaca como romances como São Bernardo, Angústia, Vidas Secas e Infância unem rigor formal e profundidade humana: nada é enfeite, cada frase serve para revelar a condição de personagens esmagados pela seca, pela pobreza, pelo poder e pelos conflitos interiores. Ao recusar exageros e sentimentalismos, Graciliano transforma o regional em universal e faz do sertão um cenário simbólico das tensões sociais e existenciais do país.

O ponto central do texto é mostrar que a força de Graciliano está na palavra essencial: escrever, para ele, era um ato ético, de responsabilidade com a realidade e com o leitor. Sua obra permanece atual porque enfrenta desigualdades, injustiças e fragilidades humanas sem idealização, apostando na precisão da linguagem e na honestidade do olhar. Em tempos de excesso de informação e pouco conteúdo, a coluna propõe reler o autor como um modelo de sobriedade, profundidade e respeito pela literatura.

Que livro de Graciliano Ramos você acha que melhor representa essa força da palavra essencial?

REVISTA INTERNACIONAL THE BARD
36ª EDIÇÃO - MAR E ABR DE 2026
COLUNA GRANDES AUTORES
POR ANGELA DANELUCI

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12/04/2026

Como a literatura pode nos ajudar a pensar o tempo em plena cultura da pressa?

Na coluna Nossa Literatura, Márcia Neves discute como o tempo, na vida e nos livros, pode ser menos vilão e mais aliado.

A partir da pergunta “o que temos feito com o tempo que há para viver?”, a autora mostra como narrativas lineares, fragmentadas ou cíclicas lidam com passado, presente e futuro, refletindo nossas próprias experiências de memória, rotina e escolha. Ela relembra autores clássicos e modernos para explicar que o tempo não é só cronologia, mas também subjetividade, emoção e percepção. Ao aproximar teoria literária e cotidiano, a coluna propõe que pensar o tempo na ficção é um jeito de entender o ritmo acelerado em que vivemos e de buscar equilíbrio entre produtividade e bem-estar.

O ponto central do texto é claro: o tempo pode ser um aliado se for vivido com consciência. Planejamento, organização e relações de qualidade aparecem como “parceiros” para resgatar momentos de pausa, leitura e presença real. Em vez de enxergar o tempo apenas como falta ou cobrança, Márcia sugere usá-lo a favor de uma vida mais humana, em que a literatura funciona como espaço de respiro e reflexão.

Como você tem usado o seu tempo: apenas para cumprir tarefas ou também para construir experiências que façam sentido?

REVISTA INTERNACIONAL THE BARD
36ª EDIÇÃO - MAR E ABR DE 2026
COLUNA NOSSA LITERATURA
POR MÁRCIA NEVES .neves

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