O que realmente importa?

O que realmente importa? The Wolf Bard – Um projeto multiartístico e multicultural que celebra a arte, literatura e cultura.

Revista e jornal com poesia, história, mistérios e curiosidades, criado por JB Wolf, escritor e poeta, para conectar mentes criativas e inspirar reflexões.

28/06/2026

Há segredos de família que não revelam apenas o passado. Revelam quem vamos nos tornar.

Em “A Origem do Dom”, Daniel encontra no sótão do avô Henrique um baú cheio de cadernos que descrevem acontecimentos antes mesmo de eles existirem. O que parecia uma estranheza de família se revela uma linhagem inteira marcada pela capacidade de escrever o futuro.

Mas o capítulo vai além do mistério.

Quando Daniel percebe que suas visões começam a desaparecer ao se aproximar de Luísa, ele descobre algo ainda maior: talvez o verdadeiro dom não seja prever tudo, e sim aprender a viver sem precisar saber.

Entre o baú, os cadernos e as lembranças do avô, a história mostra que o amor pode ser menos uma perda de poder e mais uma forma de retorno ao presente.

Porque nem sempre a vida pede respostas. Às vezes, ela pede presença.

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Você escolheria saber tudo sobre o futuro ou viver a surpresa de cada página?

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37ª EDIÇÃO - MAIO E JUNHO DE 2026
COLUNA CONTOS
📚 CAFÉ PASSAGEM
CAPÍTULO 6 - A ORIGEM DO DOM
POR J.B WOLF

28/06/2026

Há poetas cuja grandeza não está no excesso, mas na profundidade.

Na coluna Grandes Autores, a Revista The Bard apresenta Sully Prudhomme, o primeiro vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, em 1901. Mais do que um nome inaugural na história do Nobel, ele surge aqui como um escritor que transformou fragilidade em reflexão, dor em pensamento e silêncio em beleza.

Nascido em Paris, em 1839, Prudhomme começou pela engenharia, mas uma crise de saúde o conduziu à poesia. E foi justamente nessa travessia que nasceu sua marca literária: uma escrita de contenção, introspecção e harmonia interior, distante dos excessos românticos e voltada à compreensão da alma humana.

Sua poesia não quer apenas emocionar. Ela quer iluminar.

Por isso, Prudhomme é apresentado como um autor que acreditava na poesia como força civilizadora, capaz de educar a sensibilidade e ampliar o olhar sobre a condição humana.
O texto também recorda “O Vaso Partido”, poema em que a dor silenciosa e quase invisível vai quebrando por dentro aquilo que, por fora, ainda parece intacto. Uma imagem poderosa para falar daquilo que sentimos, mas nem sempre mostramos.

Mais do que um laureado, Sully Prudhomme aparece como um guardião de uma literatura que pensa, sente e eleva.

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Você acredita que a poesia ainda pode ser uma forma de educar a alma?

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37ª EDIÇÃO - MAIO E JUNHO DE 2026
COLUNA GRANDES AUTORES


28/06/2026

Antes da palavra, existe o som. Antes da interpretação, existe a sensação.

Na coluna NeuroMusic, Drika Gomes, neurocientista, hipnoterapeuta, analista junguiana e criadora do método NeuroMusic®, nos convida a uma descoberta que a ciência e a alma já sabem, mas que a mente ainda tenta nomear: a música fala um idioma que a palavra não alcança.

O texto parte de uma constatação profunda: grande parte da experiência humana não nasce da consciência, mas de processos que operam antes dela. O cérebro não espera que pensemos para reagir, ele responde a padrões. E a música é, em sua essência, uma linguagem de padrões.

Ritmo, repetição, tensão e resolução criam uma arquitetura que o cérebro não apenas reconhece, mas incorpora. Ao escutar, você não está apenas ouvindo: está sendo reorganizado por dentro.

Por isso a música acessa memórias sem narrativa, desperta emoções sem explicação e provoca aquela sensação estranha de reconhecimento de algo que nunca foi consciente. Não é mística. É fisiologia. É neurociência. É o som dialogando diretamente com o mesmo campo onde a experiência se forma.

O texto dialoga diretamente com Carl Jung, que via o inconsciente como campo vivo de padrões que organizam silenciosamente a experiência humana e com a neurociência contemporânea, mostrando que ambos chegam ao mesmo ponto por caminhos diferentes.

A conclusão é tão simples quanto profunda:
“A música não traduz o inconsciente. Ela fala a mesma língua que ele.”

E talvez aquilo que você ainda não consegue acessar com a mente já esteja sendo reorganizado, lentamente, dentro de você, toda vez que você escuta.

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Qual música já despertou em você algo que você não sabia nomear?

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COLUNA NEUROMUSIC
TÍTULO: E SE A MÚSICA DESPERTASSE PARTES SUAS QUE VOCÊ NÃO ALCANÇA?
POR DRIKA GOMES Drika Gomes | NeuroMusic

27/06/2026

E se a fantasia nunca tivesse sido fuga, mas sim uma forma de encarar aquilo que mais nos assusta?

Na coluna O Mundo da Fantasia, Karol Artiolli propõe uma leitura instigante: a fantasia não nos afasta da realidade, ela nos aproxima dela de um jeito que conseguimos suportar. E o que está no centro dessa travessia é o medo.

O texto percorre a origem dos mitos, o impulso humano de nomear o inexplicável e a maneira como a literatura fantástica nasceu do confronto com aquilo que não podíamos controlar: fogo, guerra, morte, desconhecido, trauma e finitude.

De Tolkien a George R. R. Martin, de Terry Pratchett a R.F. Kuang, passando por H.P. Lovecraft, a coluna mostra que grandes mundos fantásticos quase sempre surgem de grandes inquietações humanas.

A fantasia aparece, então, como um espelho:
* espelho dos medos coletivos;
* espelho das guerras reais;
* espelho da nossa relação com a morte;
* espelho do abismo que existe quando o mundo deixa de ter explicação.

Mais do que dragões, reinos distantes ou criaturas extraordinárias, a fantasia é o lugar onde a humanidade aprende a dar forma ao que a ameaça.

É por isso que ela continua viva: porque, no fundo, não queremos fugir do medo, queremos compreendê-lo.

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Você também sente que algumas histórias nos ajudam a suportar o que a realidade sozinha não explica?

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37ª EDIÇÃO - MAIO E JUNHO DE 2026
COLUNA O MUNDO DA FANTASIA
POR KAROL ARTIOLLI Karol Artiolli

27/06/2026

Você já parou para pensar no que guarda um batuque?

Na coluna Recanto das Culturas Tradicionais, Nazareth Arrais nos leva ao coração pulsante do maracatu, uma manifestação artístico-cultural que é muito mais que um desfile. É um acervo vivo de memórias, ritmos e identidades que atravessa séculos.

O texto mostra que o maracatu nasceu da fusão de raízes africanas e indígenas, transformando-se em Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Cada elemento do cortejo, a Calunga, o Estandarte, a Coroação do Rei do Congo, o Batuque, carrega um significado ancestral. São símbolos que reafirmam a realeza africana, a espiritualidade e a força de um povo que transformou dor em beleza, resistência em celebração.

A coluna também mapeia as diferentes expressões do maracatu pelo Brasil: o Nação (ou Baque Virado) e o Rural (ou Baque Solto), mostrando como a tradição se espalhou do Nordeste até São Paulo, mantendo-se viva e em constante reinvenção.

Mais do que um folguedo carnavalesco, o maracatu é um ato de re-existência afro-brasileira. É a prova de que a cultura popular não apenas sobrevive, ela reinaugura o mundo a cada batida de tambor.

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Qual símbolo do maracatu mais te encanta? A coroa, a Calunga, o batuque ou a dança?

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37ª EDIÇÃO - MAIO/JUNHO 2026
COLUNA: RECANTO DAS CULTURAS TRADICIONAIS
POR NAZARETH ARRAIS Nazareth Arrais

27/06/2026

E se a paz não estivesse no que vem depois, mas exatamente no agora?

Na coluna Momento Resenha, Natália Carmo apresenta O Poder do Agora, de Eckhart Tolle, como um convite radical à presença. Em tempos de notificações incessantes, pressa e mente acelerada, o livro surge como uma pausa necessária: um chamado para voltar ao instante em que a vida realmente acontece.

A resenha mostra que, para Tolle, grande parte do sofrimento nasce quando vivemos presos ao passado ou ansiosos pelo futuro. O autor propõe uma mudança profunda de perspectiva: observar a mente sem se confundir com ela, reconhecer o peso do ego, identificar o chamado corpo de dor e aprender a habitar o presente com mais clareza e consciência.

Mais do que uma leitura espiritual, a obra é apresentada como uma experiência de desalinhamento do piloto automático.

Em vez de correr atrás de uma paz distante, Tolle nos lembra que a quietude está aqui, na respiração, no silêncio, na atenção ao corpo e na aceitação do que é, sem resignação, mas com lucidez.

Natália Carmo conduz essa leitura com sensibilidade e firmeza, mostrando que estar presente não é passividade: é presença ativa, consciente e transformadora.

É sair do “fazer” por obrigação e reencontrar o “ser” como centro da própria existência.

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Você tem conseguido viver o agora ou ainda mora demais no ontem e no depois?

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COLUNA MOMENTO RESENHA
POR NATÁLIA CARMO professoranataliacarmo

26/06/2026

E se um filme de fantasia fosse, na verdade, um mapa da adolescência?

Na coluna Desvendando a Fantasia, Renato Mota Arrais de Lima lê Labyrinth como muito mais do que uma aventura cheia de fantoches, labirintos e criaturas estranhas: o filme se torna uma travessia simbólica do crescimento, em que cada obstáculo revela uma parte do amadurecimento de Sarah.

A partir da Jornada do Herói, o texto mostra como o mundo comum, o chamado à aventura, o encontro com o mentor, as provas, a caverna oculta e a provação suprema se transformam em imagens da própria adolescência.

Toby, o Rei Duende, Hoggle, Ludo, Didymus e os demais personagens deixam de ser apenas figuras fantásticas e passam a funcionar como espelhos internos: medo, resistência, lealdade, impulso, tentação e desejo de fuga.

O ponto central da leitura é poderoso: o labirinto não está só fora; ele também está dentro.
Quando Sarah atravessa o jogo da fantasia, ela não está apenas tentando salvar o irmão, está aprendendo a lidar com responsabilidade, perda, desejo e identidade.

Entre símbolos como o batom, o ursinho Lancelot e o próprio castelo do Rei Duende, o texto evidencia que crescer não significa abandonar a fantasia.

Significa aprender a habitá-la com consciência.

No fim, a leitura deixa uma certeza bonita e necessária: a fantasia não é fuga, é ferramenta de autoconhecimento.

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Você também sente que certos filmes nos ensinam a crescer sem perceber?

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37ª EDIÇÃO - MAIO E JUNHO DE 2026
COLUNA DESVENDANDO A FANTASIA
POR RENATO MOTA R.M.A.L

26/06/2026

Há violências que tentam atingir o corpo, outras que tentam calar a consciência, e outras ainda que miram a voz.

Na coluna Alma em Perspectiva, Rute Ella Dominici constrói uma reflexão potente e profundamente necessária sobre a dignidade feminina como resistência diante da violência estrutural que atravessa séculos, culturas e formas de poder.

O texto parte de uma cartografia simbólica da experiência feminina para mostrar que a misoginia não é um acidente da história, mas uma linguagem persistente de contenção, redução e silenciamento.

A autora percorre três marcos decisivos dessa violência:
* Joana d’Arc, como figura do corpo feminino que age e é eliminado;
* Simone de Beauvoir, como mulher que pensa e é deslegitimada;
* Malala Yousafzai, como voz feminina que fala e é atacada.

Mais do que narrar episódios históricos, a coluna revela um padrão estrutural: quando a mulher age, pensa ou fala, o poder costuma responder com eliminação, corrosão ou ataque.

E é justamente por isso que o texto insiste em algo fundamental: a dignidade não é concessão, é direito.

Em uma leitura filosófica, histórica e visceral, a coluna também traz o pessoal como território de revelação, mostrando que a violência invisível, aquela que nos ensina a ocupar menos espaço, falar mais baixo e esconder a própria força, é uma das formas mais sofisticadas de opressão.

Ao final, o texto reafirma que ressurreição não é retorno ao que se era.

É transformação radical.
É pertencimento a si mesma.

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Você também sente que nomear a violência é o primeiro passo para rompê-la?

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COLUNA ALMA EM PERSPECTIVA
POR RUTE ELLA DOMINICI Rute Ella Dominici

26/06/2026

Tem histórias que nascem antes da gente, e Tatiane Feitosa é prova viva de que a palavra pode renascer, curar e humanizar.

Na coluna Contadores de Histórias, Fagner Lima apresenta a trajetória de Tatiane Feitosa, brinquedista hospitalar, contadora de histórias e pedagoga, cuja relação com a narrativa começou ainda na infância, ouvindo os relatos do avô em uma casa de taipa, sob a luz do candeeiro.
A matéria mostra como memória afetiva, vocação e formação se encontraram em uma mesma caminhada.

Tatiane iniciou sua trajetória profissional na contação de histórias em 2021 e, desde então, vem levando a palavra para espaços de educação e cuidado, especialmente no ambiente hospitalar, onde contar histórias se transforma em acolhimento, vínculo e bem-estar emocional.

O texto destaca também a dimensão pedagógica dessa prática: contar não é apenas entreter, mas promover literacia, ampliar vocabulário, desenvolver habilidades socioemocionais e fortalecer vínculos.

Na experiência hospitalar, a narrativa assume um papel ainda mais profundo, com efeitos positivos no corpo e na emoção das crianças, como a redução do estresse e o aumento da sensação de segurança.

Entre infância, pesquisa, afeto e propósito, a coluna reafirma uma verdade essencial:
histórias não são passatempo, são presença, cuidado e possibilidade de recomeço.

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Qual história você herdou e ainda carrega como parte de quem é?

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COLUNA CONTADORES DE HISTÓRIAS
POR FAGNER LIMA turmadofaguinho

25/06/2026

E se a beleza mais intensa não estivesse na luz, mas justamente no lugar onde ela hesita?

Na coluna Desnuda em Palavras, Tônia Lavínia atravessa o universo de Charles Baudelaire para revelar um poeta que transformou a inquietação em arte, o desejo em linguagem e o desconforto em estética.

Em As Flores do Mal, Baudelaire não buscou agradar: ele provocou, deslocou e expôs as contradições de uma modernidade nascente. O spleen, o tédio, a cidade, a sombra, o corpo e o proibido tornam-se matéria poética em uma obra que foi, inclusive, julgada, multada e censurada pela moral de seu tempo.

A coluna mostra que o escândalo de Baudelaire não foi apenas literário, foi simbólico, moral e profundamente moderno.

Sua grande ruptura está em olhar para aquilo que a sociedade preferia esconder e, ainda assim, extrair dali uma forma de beleza. Não a beleza inocente, mas a beleza ferida, ambígua, vertiginosa.

Entre o abismo e a elegância, a autora nos convida a ler Baudelaire como um poeta que entendeu cedo demais que a arte não existe só para confortar.

Ela também inquieta. Ela também desnuda. Ela também revela o que há de mais humano no que chamamos de sombra.

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Você também acredita que às vezes a sombra diz mais sobre nós do que a claridade?

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COLUNA DESNUDA EM PALAVRAS
POR TÔNIA LAVÍNIA Tônia Lavínia Lavínia

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