HISTÓRICO:
A BARCAÇA DOS BELTRANOS Companhia de Teatro inicia suas atividades em Dezembro de 2002, a partir da ideia do ator Daniel dos Santos, graduado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília – UnB. Barcaça é um grande barco. Este, dá ideia de movimento. Neste contexto, as idas e vindas da Barcaça, nomeiam os beltranos a partir de suas boas atitudes. O principal objetivo da proposta é de
ser um projeto artístico-pedagógico, com seus princípios fundamentados na educação e arte como mediadoras de cada indivíduo consigo mesmo e com o mundo, fazendo com que estes jovens tenham um olhar crítico, reflexivo dos fatos históricos, sociais e culturais do mundo ao seu redor, promovendo assim, a percepção da própria identidade e apresentar caminhos para ampliar o desempenho do intelecto-cultural deste indivíduo no contexto social. Como projeto pedagógico a Barcaça dos Beltranos espera contribuir para a inclusão artística e social destes indivíduos e a fruição de caminhos para cada um em decorrência desta inclusão, garantindo a individualidade e o reconhecimento dos direitos sociais, culturais, políticos e outros inerentes às pessoas. A articulação de saberes da academia e a experiência adquirida na prática em sala de aula no decorrer dos anos levaram Daniel dos Santos um aprofundamento de conhecimentos das metodologias docentes e à busca de alternativas que contribuíssem com as necessidades de aprendizagem dos alunos do grupo, não centralizando as atividades no treinamento de atores, mas agir também como um meio de contribuir com a sociedade na formação de cidadãos plenos. A resposta da proposta foi rápida: com apenas alguns meses de existência, o grupo participou do SESC ESQUETE SHOW, realizado pelo teatro do SESC Garagem, onde se inscreveram os maiores grupos e atores do cenário candango, totalizando 57 esquetes inscritas. Mas o que poucos imaginavam aconteceu: o grupo foi aplaudido de pé, por plateia e júri em uma de suas apresentações, passando assim para a final do festival. E ainda no final das contas, ficou em 3ª colocada no júri popular. O primeiro grande trabalho desta CIA foi o espetáculo Auto da Compadecida de Ar**no Suassuna, realizado pela primeira vez, no Teatro da Escola Parque da 308 Sul, Brasília – DF. Foi um dos destaques do caderno de cultura do Correio Braziliense. Outro projeto do Grupo é o “MUDANDO A CENA”, que consiste em levar espetáculos teatrais gratuitos ou de preços populares a escolas públicas ou particulares do Distrito Federal, iniciou-se em novembro de 2003, no colégio Mackenzie, onde brilhou esta CIA com o Auto da Compadecida, emocionando alunos, professores e demais pessoas que ali se encontravam. O Ano de 2005 marcou esta companhia. A Apresentação do Espetáculo Auto da Compadecida na Sala Yara Amaral do Centro Cultural SESI teve uma plateia com mais de 500 pessoas (para um teatro de 478 lugares, muitos sentaram ao chão) e está entre as maiores plateias da história do Quartas Cênicas do projeto SESI CULTURAL, repetindo a dose em 2007. A CIA foi finalista e ganhadora do Prêmio de Melhor Esquete do Júri Popular da Edição 2005 do SESC ESQUETE SHOW, com a Esquete “Ó Pátria Amada, Portuguesa ou à Moda da Casa?”, que abordou, de maneira inteligente e cômica, o atual panorama da política brasileira. Em 2009, o grupo surpreendeu o público Brasiliense, com a montagem da peça “O Casamento do Pequeno Burguês” de Bertolt Brecht, em uma temporada memorável no Teatro da Escola Parque da 308 Sul, Brasília DF. Em 2011 a Barcaça dos Beltranos retornou com o Espetáculo “O AUTO DA COMPADECIDA”, remontagem do texto de Ar**no Suassuna, tendo suas apresentações no Teatro Goldoni da Casa D’Itália, Teatro do SESC Garagem da 913 Sul, Teatro da Escola Parque da 308 Sul, Teatro do SESI de Taguatinga pelo projeto SESI Cultural, sendo visto também por alunos de escolas públicas e particulares do Distrito Federal pelo projeto Mudando a Cena. Em 2012, a CIA teve como carro-chefe, o espetáculo LISBELA E O PRISIONEIRO de Osman Lins. O espetáculo foi mais um trabalho da Barcaça de grande receptividade pelo público brasiliense. A peça esteve em Cartaz durante todo o mês de Setembro no Teatro Goldoni – Casa D’Itália e; sendo representada também, no Teatro do SESI de Taguatinga, batendo recorde de público em todos locais onde se apresentou. Em 2013, a trupe surpreendeu mais uma vez Brasília, com a Montagem do Clássico do Teatro Brasileiro (e também da teledramaturgia e cinema) O BEM AMADO, texto de Dias Gomes. A CIA esteve em Cartaz no Teatro Goldoni, Teatro SESC do Gama e Teatro do SESI de Taguatinga, onde foi sucesso de público. O ano de 2014 também marcoou o grupo, pelo retorno do Espetáculo “O CASAMENTO DO PEQUENO BURGUÊS”, peça montada pelos beltranos em 2009,sendo ainda mais envolvente à montagem de seis anos atrás. A CIA estreou o Espetáculo em Outubro, no Teatro Goldoni, local que tanto marcou a história desta trupe de Brasília. Em 2015, a Barcaça dos Beltranos montou a obra "O Santo e a P***a" de Ar**no Suassuna, com temporada no Teatro Goldoni da Casa D'Italia. Em 2018 a trupe beltrana remontou "O Auto da Compadecida". Mais de 1500 pessoas assistiram ao espetáculo durante a temporada. Por conta da Pandemia em 2020, o grupo adiou para 2021, a remontagem de Lisbela e o Prisioneiro. Foram 7 apresentações que marcaram o retorno do grupo aos palcos. Os beltranos estiveram em cartaz em outubro na Sala Yara Amaral do Centro Cultural SESI (onde fizeram 4 apresetações) e no Teatro SESC Paulo Autran, âmbos em Taguatinga Norte, para mais duas apresentações em novembro. A trupe ainda retornou ao SESI para uma apresentação extra a convidados. Cerca de mil pessoas assistiram a nova roupagem de Lisbela, contando ainda com uma parceria com o SESI, que cedeu uma sala multiuso para que a Barcaça pudesse administrar seus ensaios e treinamentos. Em 2021, a Companhia foi contemplada com recursos da Lei Aldir Blanc Grand Circular, da Secretaria de Cultura do GDF, na linha 3 (coletivos), o que permitiu o custeio total da montagem de Lisbela. O grupo retornará com a obra de Osman Lins em 2022, enquanto ensaia seus próximos trabalhos previstos: "O Bem Amado" de Dias Gomes e "Pluft, o Fantasminha" de Maria Clara Machado.