11/02/2026
Título: Guardiã de Planaltina
Técnica: Modelagem, Reciclagem, Papel Machê, Pintura.
Materiais: caixa de ovos, arame, papelão Pananá, tinta acrílica, Pasta acrílica, isopor
Dimensões (AxLxP): 25 x 16 x 8cm
Data: Outubro de 2025
A peça é uma escultura mística e simbólica, representando a fusão da história, da fé e da espiritualidade de Planaltina.
Elementos centrais:
A Mulher Sagrada:
Representa a força feminina e espiritual da cidade. Ela está sentada sobre uma lua minguante, símbolo do Vale do Amanhecer, do misticismo e da renovação cíclica da vida.
O Sol atrás da cabeça:
Surge como uma auréola radiante, lembrando a energia solar sempre presente nos rituais e na religiosidade popular do município. É a união do dia e da noite, equilibrando luz e sombra.
As duas flechas atravessando o corpo:
Referência ao martírio de São Sebastião, padroeiro da cidade. Mas aqui, em vez de representar dor, simbolizam a proteção espiritual sobre Planaltina. Em uma ponta da flecha: uma miniatura da Casa do Artesão, lembrando o trabalho manual e a identidade cultural da região. Na outra ponta: a Igrejinha de São Sebastião, marco da fé popular e das tradições religiosas da comunidade.
A mão estendida segurando a Pedra Fundamental:
Como se fosse um gesto de oferenda e preservação. A mulher não ap***s sustenta, mas guarda o ponto inicial do Brasil, simbolizando o papel histórico de Planaltina como berço da capital e espaço de memória nacional.
Na base, a Estrela de Davi, um importante símbolo em que cada ponta da estrela possui um significado: Misericórdia, Justiça, Bem, Verdade, Amor e Perdão.
Significado do conjunto:
A peça representa Planaltina como um portal entre o sagrado e o histórico, entre a fé e a arte, entre o céu (lua e sol) e a terra (Pedra Fundamental).
A mulher é a guardadora da identidade da cidade, unindo a espiritualidade do Vale do Amanhecer, a devoção a São Sebastião, a força dos artesãos e a memória da fundação do Brasil.