15/12/2024
𝘜𝘮 𝘧𝘪𝘭𝘮𝘦 𝘦𝘳𝘳𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘯𝘰 𝘊𝘰𝘴𝘮𝘰𝘴.
𝗗𝗶𝗮𝗰𝗿𝗼𝗻𝗶𝗮 - a dádiva de trilhá-la é desacorrentar de pouco a pouco a experiência do 𝘛𝘦𝘮𝘱𝘰.
Nossa vivência imediata, pisada e repisada pelo cotidiano, é de uma temporalidade metrificada a partir do lugar central do 𝘛𝘳𝘢𝘣𝘢𝘭𝘩𝘰. Assim, o 𝗙𝗶𝗺 𝗱𝗲 𝗦𝗲𝗺𝗮𝗻𝗮 aparece como ápice da existência: única oportunidade de viver antes do próximo ciclo de produtividade e alvo de nossa avidez selvagem. Ou,
_…𝘤𝘰𝘳𝘱𝘰𝘴 𝘷𝘢𝘻𝘪𝘰 𝘦 𝘴𝘦𝘮 𝘦́𝘵𝘪𝘤𝘢 𝘭𝘰𝘵𝘢𝘮 𝘰𝘴 𝘱𝘢𝘨𝘰𝘥𝘦 𝘳𝘶𝘮𝘰 𝘢̀ 𝘤𝘢𝘥𝘦𝘪𝘳𝘢 𝘦𝘭𝘦́𝘵𝘳𝘪𝘤𝘢._
Para a penúltima sessão do ciclo 𝗚𝗼𝗱𝗮𝗿𝗱 𝗜 - 𝗚𝗮́𝘂𝗱𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗹𝗲𝘃𝗲𝘇𝗮 𝗲 𝗺𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼, outro dos grandes filmes negligenciados do diretor, 𝗪𝗲𝗲𝗸-𝗘𝗻𝗱 𝗮̀ 𝗳𝗿𝗮𝗻𝗰𝗲𝘀𝗮. Filme que delimita a fronteira entre a primeira e a segunda fases de JLG - da leveza à política - e que se revela mais clarividente e preciso a cada ano que passa.
Tente imaginar como um filme construído em torno de engarrafamentos e colisões fatais pôde ser recebido em 1967. E, logo após, evoque alguma imagem da descida de Sampa para o litoral paulista num feriadão e compare com o filme. Efeito revelador da 𝘋𝘪𝘢𝘤𝘳𝘰𝘯𝘪𝘢.
A artificialidade do tempo calendarizado; o comportamento de horda por detrás da aparência de diversão; os limites da sociedade capitalista; vislumbres de regimes de temporalização anteriores; planos-sequência maravilhosos; carros, muitos carros; e a então ainda possível idealização da revolução, tanto quanto a ainda válida necessidade da 𝘜𝘵𝘰𝘱𝘪𝘢: o que é mesmo um fim-de-semana?
É 𝗪𝗲𝗲𝗸-𝗘𝗻𝗱 𝗮̀ 𝗳𝗿𝗮𝗻𝗰𝗲𝘀𝗮, amanhã, 15/12, no 𝗩𝗶́𝗱𝗲𝗼:𝗩𝗲𝗿𝘀𝗼 𝗖𝗶𝗻𝗲𝗰𝗹𝘂𝗯𝗲.
Vem ficar parado no engarrafamento a caminho do escapismo?
𝗚𝗼𝗱𝗮𝗿𝗱 𝗜 - 𝗚𝗮́𝘂𝗱𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗟𝗲𝘃𝗲𝘇𝗮 𝗲 𝗠𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼
15/12 - [𝗟𝗲𝘁𝘁𝗲𝗿𝗶𝗻𝗴] Week-end à francesa, JLG, 1967
𝗚𝗿𝗮𝘁𝘂𝗶𝘁𝗼 - 𝗗𝗼𝗺𝗶𝗻𝗴𝗼𝘀 - 𝟭𝟲:𝟬𝟬 - 𝗧𝗲𝗮𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗕𝗼𝗹𝘀𝗼 - 𝗘𝘀𝗽𝗮𝗰̧𝗼 𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗥𝗲𝗻𝗮𝘁𝗼 𝗥𝘂𝘀𝘀𝗼(𝟱𝟬𝟴𝗦𝘂𝗹)