21/12/2024
ANAPRO acusa o Governo de faltar à verdade sobre o pagamento de horas extra.A recente declaração da Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) trouxe à luz uma questão crítica sobre a gestão dos pagamentos de horas extraordinárias no setor educacional de Moçambique. O presidente da ANAPRO, Isac Marrengula, expressou sua indignação em relação à justificativa apresentada pelo Conselho de Ministros, que atribui os atrasos ao não cumprimento da prova de vida pelos docentes.
Marrengula afirmou que a alegação do governo é infundada, uma vez que os professores continuam a receber seus salários em dia, evidenciando que estão, de fato, realizando a prova de vida necessária. Essa incoerência nas explicações oficiais levanta sérias dúvidas sobre a transparência e a integridade do processo administrativo.
Outro ponto levantado pela ANAPRO é a discrepância entre as informações prestadas pelo governo e os dados disponíveis na Contabilidade Pública, que apontam para problemas técnicos como a verdadeira causa dos atrasos nos pagamentos. Essa situação não apenas prejudica os educadores, que dependem destes valores para suas sustentações, mas também gera um clima de desconfiança em relação à gestão pública.
Com essa crítica, a ANAPRO não apenas defende os direitos dos professores, mas também clama por uma maior clareza nas comunicações governamentais, visando restaurar a confiança na administração pública e garantir que os educadores recebam os devidos pagamentos sem mais delongas. A associação espera que o governo reveja sua posição e busque soluções eficazes para resolver esta questão, priorizando a dignidade dos profissionais da educação.
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