28/05/2026
Químico, historiador, Samson Flexor foi aceito na Academia de Belas Artes da Bélgica em 1922. Em 1927, realiza a primeira exposição individual, em Paris. Membro da Resistência Francesa durante a II Guerra Mundial, é forçado a fugir da capital em 1940, retornando somente em meados da década.
A partir de uma biografia cativante e movimentada em solo europeu dos anos (19)20 aos anos (19)40, encontra no Brasil do pós-guerra um meio artístico no qual se destaca a querela entre abstração e pintura figurativa de cunho nacionalista.
Aqui, o sentimento de crise do humanismo típico do período do pós-guerra, em conjunto com a experiência contagiante do surto desenvolvimentista pelo qual passa o Brasil, são elementos decisivos para os futuros caminhos tomados por Flexor.
Nesse contexto efervescente, tornou-se um dos mais famosos introdutores do abstracionismo no Brasil, da figuração cubista à abstração geométrica. Em 1951, cria o Atelier-Abstração, que formaria vários nomes de referência da arte brasileira nas décadas seguintes.
Eurythmie nº 3, 1954, obra atualmente exposta na galeria principal do MAB entre Abelardo Zaluar, Vazados em Laranja, 1971, e a escultura de Vasco Prado, A Bela Espanhola, é excelente exemplar para apontar o caminho da arte de Flexor no Brasil que evoluiu para essa confirmação final de sua trajetória.
Ficha Técnica:
Samson Flexor
Eurythmie nº 3
1954
60 X 134
Pintura, óleo sobre tela
Acervo Museu de Arte de Brasília - MAB
Imagens: Arquivo MAB/SECEC
Conheça o acervo do MAB!