25/05/2023
MUNDOS A PARTIR DO AZUL ÍNDIGO
Ana Roberta Lima é bragantina, advogou por 10 anos, mas sempre esteve em contato com a arte, em especial a pintura. Em 2013, a arte ganha mais espaço em sua vida quando inicia cursos livres em São Paulo em instituições como Instituto Tomie Ohtake, MAM, Escola Panamericana de Arte. Também neste momento, passa a frequentar grupos de estudos de pintura com artistas renomados e a estudar História da Arte com Rodrigo Naves.
"Mundos a partir do Azul Índigo" é a série de pinturas da artista que inaugurou o Espaço Índigo em 2017. O Espaço foi a concretização do projeto de trazer para sua cidade um pouco de tudo que viveu e aprendeu nos anos de imersão nas artes. Foram anos intensos em que a artista frequentou cursos, exposições e galerias, sempre em busca de conhecimento para ampliar seu repertório e amadurecer seu trabalho pessoal. A Índigo foi um marco em Bragança Paulista e recebeu dezenas de exposições, shows, palestras, workshops, lançamento de livros, mas, infelizmente, com a chegada da pandemia, encerrou suas atividades.
Agora em uma mostra recebida pelo Espaço Cultural da cidade, Ana resgata a série "Mundos a partir do Azul Índigo" reunindo as obras produzidas em 2017 com novas criações. Esta exposição apresenta uma combinação de trabalhos que remetem a paisagens inventadas, em uma dicotomia entre o figurativo e o abstrato. A total ausência humana e o uso inusitado de cores e luz trazem uma dimensão metafísica para o trabalho. As obras surgem do branco, em suportes como o canvas e o papel, sem uma ideia prévia, as paisagens brotam do encontro da artista com o vazio.
Breve relato da artista:
As pinturas relatam mundos criados a partir das questões que desde muito nova busco respostas, de onde viemos? Para onde vamos? O que tem depois daqui? O que existe além do que nossos olhos podem ver? O que vejo quando fecho os olhos você vê também? Estar sozinha, em silêncio e de olhos fechados essas questões se tornam ensurdecedoras, principalmente quando as questões íntimas, rotineiras querem dizer algo. Mas quando o silêncio se faz morada, através de cores e formas transformo em Lugares.