11/05/2022
Decidi que vou escrever mais sobre outros cantos da arte marginal por aqui. Acho que é bom divulgar informações sobre o que não nos informamos com facilidade no dia a dia outras coisas que também estão presentes no nosso dia a dia. Como primeiro tema e devido a nossa última parceria, com o decidi começar falando sobre a Serigrafia, que não serve somente para estampar roupas, ela também é usada em outras plataformas e nos muros.
A serigrafia é uma técnica de reprodução muito antiga, começou a ser usada no oriente e chegou ao ocidente no final do século 18. Antes da existência dos cartazes era usada para estampar tecidos (mais comum em seda) e papel de parede (aqueles de decoração). A técnica pode ser chamada de silk-screen, hoje em dia é utilizada na impressão de camisetas, adesivos, brindes e papéis, e possibilita uma rápida produção e de custo relativamente baixo. Também é derivada do processo de gravura.
No Brasil a serigrafia chegou antes da II Guerra Mundial e foi se perdendo por conta da mudança das máquinas na industria têxtil. Nesse tempo onde ocorreu a primeira e segunda guerra mundial, o uso de cartazes ficou muito popular, um exemplo que arrisco dizer que todo mundo conhece é o cartaz norte americano do Tio Sam, que convocava os jovens para se alistar ao exército, aquele do velhinho apontando e dizendo "EU QUERO VOCÊ". A arte de rua com colagens e lambes veio a partir da difusão dos cartazes e o processo de impressão inicial foi a serigrafia.
É incrível perceber como a arte de rua liga pontos que a gente nunca imaginou. São tantos elementos que também não tem como falar deles no nosso dia a dia mas eles com certeza estão ali. Importante lembrarmos que a arte é sempre política e por isso mesmo que o formato de cartaz sempre foi muito utilizado para protestos e manifestações.
O lambe está inserido também na cultura do graffiti, me diz aqui nos comentários se você gostaria de saber mais sobre essa técnica (que eu gosto muito, inclusive).