Free Style Bonito MS

Free Style Bonito MS Divulgação da cultura Regional Divulgação da cultura regional sul matogrossense através do artesanto, crenças, mitos, musicas e ritos.

Peças essenciais para seu look 😍
21/05/2026

Peças essenciais para seu look 😍

Arte indígena XinguValorizam a medicina tradicional,o artesanato (cerâmica e tecelagem)São uma expressão de arte ancestr...
08/01/2026

Arte indígena Xingu
Valorizam a medicina tradicional,o artesanato (cerâmica e tecelagem)
São uma expressão de arte ancestral,predominantemente produzida por mulheres ,que carregam histórias,identidade e conexão com a natureza!
As peças vão além de estética,os padrões geométricos e as cores dos desenhos representam sabedoria ancestral, a crença e a identidade étnica de cada povo transmitidas entre gerações!

Liebe Freunde, ich heiße Euch Herzlich Willkommen. Hier könnt Ihr Infomaterial über Brasiliens schönste Gegenden finden....
26/11/2017

Liebe Freunde, ich heiße Euch Herzlich Willkommen. Hier könnt Ihr Infomaterial über Brasiliens schönste Gegenden finden. Ein Querstrich durch das 5. grösste Land der Welt. Was, wann und wo in Brasilien zu machen ist, ist keine so einfache Aufgabe zu organisieren. Nach vielen Jahren Aufenthalt in Brasilien und Tätigkeit in der Tourismusbranche, möchte ich euch auf den denn laufenden halten über die Natur und die Kultur dieses Giganten.

Créditos Brasil Tourism • Brasil, Sensational! Para mayor información visita http://www.visitbrasil.com/

26/10/2013
26/10/2013

O indivíduo Kadiwéu recebe um nome por ocasião de seu nascimento e quando da morte de um parente. Durante os ritos funerários, os parentes do morto têm seus cabelos cortados. Aquele que corta o cabelo em sinal de luto é chamado okojege. As mulheres velhas, conhecedoras destes ritos, se reúnem durante o funeral para decidir o nome mais adequado para o enlutado. Quando se perde um parente próximo é também possível adotar alguma outra pessoa (independentemente da idade, do s**o e do grau ou mesmo da existência de parentesco) para preencher a falta do morto. Um parente adotado nestas circunstâncias é chamado godokogenigi. A este também se dá um novo nome e se lhe corta os cabelos. Há ainda uma outra forma de se estabelecer um parentesco "de consideração". É através da relação entre imedi (ou imeeti, no caso das mulheres, palavra traduzida como "amigo/a"). Duas famílias podem acertar fazer imedi um filho de cada uma, os quais estabeleceriam entre si uma relação de irmãos e as atitudes que lhes são peculiares. Os descendentes de dois imedi seriam imedi entre si.

Além de ritos funerários, praticam também o que chamam de "Festa da Moça". Ritual de iniciação feminina, submete a menina que passa pela menarca a uma reclusão de dois dias e a uma dieta rigorosa. Não pode pisar o chão e nem olhar para animais. No clímax do ritual, esta menina é "abanada" com um pano vermelho bordado com miçangas e penduricalhos nas pontas (o "abanico", wajuide) e, deitada de bruços, será pressionada na altura dos rins por uma mulher da aldeia cuidadosamente escolhida por seus familiares, pois suas características serão assimiladas pela menina.

O Navio, ou Etogo, é o ritual que os Kadiwéu consideram a expressão mais visível de sua alteridade, pois, como dizem, é o que melhor mostra que eles são "índios mesmo". Realizado em 1992, havia pelo menos cinqüenta anos que não vinha sendo encenado e não voltou a ser repetido após essa data. A motivação imediata para a sua realização foi a necessidade de mostrar a brancos, seus convidados, o ritual mais expressivo de sua identidade.

O Navio é um longo ritual. Faz referência à Guerra do Paraguai, notada, entre outros aspectos, pela afixação, a cada lado da entrada do navio de tabocas que construíram para ser o espaço ritual, de bandeiras estilizadas do Brasil e do Paraguai. O Navio mimetiza um navio de guerra, tal como os que os Kadiwéu dizem ter visto, no passado, a percorrer o rio Paraguai.

O chefe do Navio é o personagem chamado Maxiotagi, ou o "Macho". Maxiotagi é um personagem Xamakôko (embora o ator seja Kadiwéu), da etnia que foi a principal fonte de cativos no passado. A sua função no ritual é ditar as ordens que condicionam as cenas do seu desenvolvimento.

Maxiotagi, que é cego, tem seus companheiros, Ligecoge, "os Olhos do Macho", e Lionigawanigi (Pequeno), que o auxiliam em suas atividades. Estes personagens se adornam com paramentos engraçados. No Navio também há o Delegado, o Sargento (Jajentege), os cabos e os escrivães (Nidikuna). E também Ixotece Gonibedona Gonibegi, ou "Dedo-no-Cu", que se encarrega da "ronda". A regra máxima no Navio é não poder rir, sob pena de ser preso e/ou pagar uma "fiança", cobrada, geralmente, em forma de gado a ser abatido na hora, abastecendo o churrasco coletivo dos vários dias deste ritual.

No período ritual, a rotina da aldeia é totalmente modificada e todos se comportam como se estivessem sob voz de comando, só agindo conforme as ordens do chefe. Durante o Navio, todos os homens da aldeia são chamados de "soldados" e todas as mulheres, de paraguaias (gaxianaxe), e representam presas de guerra. Há também um papel particular para as mulheres velhas, que são no grupo quem guarda os cânticos sagrados. Essas mulheres, conhecedoras únicas da linguagem dos cânticos, que os jovens não sabem traduzir, cantam à maneira de repente sempre que um acontecimento importante advém ao grupo. Os seus cânticos recordam fatos históricos e guardam a memória dos capitães e seus grandes feitos, além de comentar, com base em sua história e cosmologia, os fatos atuais. As mulheres velhas cantam (ou "rezam") no Navio para livrar os presos.

O momento ritual é preenchido também por danças masculinas (nabacenaganaga, ou "bate-pau") e femininas, pela música entoada por seus instrumentos típicos, a flauta (natena) e o tambor (goge), por brincadeiras e jogos (sobretudo os que demonstram o desempenho físico dos homens, lembrando os godapoagenigi), e pela apresentação dos "bobos" (bobotegi). Estes são personagens que não figuram só no Navio. Apresentam-se mascarados, o corpo também dissimulado, irreconhecíveis, dançando suas "polcas" específicas, assustando as crianças a quem pedem prendas.

Há também um Padre no Navio, que batiza como os padres dos cristãos e simula ritos de cura, como o do nijienigi (o xamã Kadiwéu). O nijienigi é capaz de prever, com a ajuda das entidades espirituais que o guiam, os acontecimentos vindouros. Por isso, no passado seu papel foi fundamental nas estratégias guerreiras. Os nijienigi também curam e na aldeia ainda são chamados a intervir em casos de doenças.

http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kadiweu/268

26/10/2013

A sociedade Kadiwéu teve na guerra de captura o fundamento de sua organização. A memória da guerra é bastante presente e acionada sempre nos discursos de auto-definição, bem como fonte de recursos a serem usados na sua relação atual com a sociedade nacional. O ideal do guerreiro é fonte de valores que ainda norteiam as suas práticas. Vários mitos Kadiwéu fazem menção aos Godapoagenigi, aqueles guerreiros que se sobressaíam por sua coragem e força física. Dentre as narrativas que ouvi de seu rico repertório, os Kadiwéu distinguem pelo menos duas classes. A uma delas chamam de "histórias de admirar", ou "histórias que fazem milagres", "histórias sagradas", mais próximas da categoria de mitos propriamente ditos. Outra classe seria a das "histórias que aconteceram mesmo", que se apresentam como "descrição histórica" de eventos tais como as guerras do passado.

É nas "histórias de admirar" que os Kadiwéu vão buscar seus nomes pessoais -chamei-as "mitos de nominação". Muitos destes mitos são de propriedade de famílias de capitães, e os nomes pessoais que deles advêm podem ser usados por seus descendentes e cativos. Em muitas destas histórias, os protagonistas são ancestrais mitológicos de famílias de capitães.

Algumas outras contam também com personagens míticos ancestrais de cativos, cujos descendentes lhes usam os nomes. Nestes mitos estão contidos ensinamentos, conselhos e prescrições. Cada um vem a explicar e a prescrever um costume: o ato da guerra de captura de crianças, a iniciação feminina, o uso da bebida feita do mel, determinados remédios, tabus alimentares. O mito de criação, também incluído nesta categoria, fala do início da sociedade Kadiwéu e daquilo que a distingue das demais sociedades com que mantêm ou mantiveram contato, tecendo comentários sobre as mesmas e sobre esta relação.

http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kadiweu/267

Os finos desenhos corporais realizados pelos Kadiwéu constituem-se em uma forma notável da expressão de sua arte. Hábeis...
26/10/2013

Os finos desenhos corporais realizados pelos Kadiwéu constituem-se em uma forma notável da expressão de sua arte. Hábeis desenhistas estampam rostos com desenhos minuciosos e simétricos, traçados com a tinta obtida da mistura de suco de jenipapo com pó de carvão, aplicada com uma fina lasca de madeira ou taquara. No passado, a pintura corporal marcava a diferença entre nobres, guerreiros e cativos.

As mulheres Kadiwéu produzem, igualmente, belas peças de cerâmica: vasos de diversos tamanho e formato, pratos também de diversos tamanhos e profundidade, animais, enfeites de parede, entre outras peças criativas. Decoram-nas com padrões que lhes são distintos, que segue a um repertório rico, mas fixo, de formas preenchidas com variadas cores. A matéria-prima de seu trabalho encontram-na em barreiros especiais, que contêm o barro da consistência e tonalidade ideais para a cerâmica durável. Os pigmentos para sua pintura são conseguidos de areias dos mais variados tons, alguns dos detalhes sendo envernizados com a resina do pau-santo.

Podemos também ver a arte Kadiwéu expressa nos cânticos das mulheres velhas, nas músicas dos tocadores de flauta e tambor, e nas danças coletivas.

http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kadiweu/266

Os finos desenhos corporais realizados pelos Kadiwéu constituem-se em uma forma notável da expressão de sua arte. Hábeis desenhistas estampam rostos com desenhos minuciosos e simétricos, traçados com a tinta obtida da mistura de suco de jenipapo com pó de carvão, aplicada com uma fina lasca de madei...

Endereço

Rua Pilla'd Rebuá, 1876 Centro
Bonito, MS
79290000

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Free Style Bonito MS posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar