19/03/2023
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Cia. voltada para a criação e reflexão do fazer teatral. Mantém relação promíscua com o cinema. Mas seu domínio é quebrar os ovos e fazer uma omelete.
Rua Manoel Domingos Ventura, 121
Birigui, SP
16203-003
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A Cia. do Blefe foi idealizada e fundada pelo encenador Mauro Júnior em 2015 na cidade de Araçatuba/SP. Surge do intercâmbio entre artistas de diferentes bagagens e paragens, baseado em seu reconhecimento de percurso, diálogo e abertura para troca de experiências, profissionalismo e liberdade geográfica. Nasce no interior do Brasil, fonte inesgotável e inspiradora de pesquisa, material humano e artístico. BRASEIRO, espetáculo que foi ponto de partida dessa história, é a materialidade de um percurso reflexivo sobre o teatro. O intuito de criar a companhia e concomitantemente a montagem de um espetáculo só seria possível se conseguisse reunir operários do ofício da atuação, direção, iluminação, direção de arte e produção ou, pelo menos, curiosos na artesania do fazer teatral. Em abril de 2015, o processo de montagem da obra deu início a um Núcleo de Residência Artística, coordenado por seu diretor, Mauro Júnior, e promovido pelo Programa Oficinas Culturais do Estado de São Paulo, gerenciado pela POIESIS – Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura. Berço deste espetáculo, a residência artística da Cia. do Blefe, que trouxe mais de 20 participantes acompanhando seu processo de criação, é também o pontapé inicial de uma corrente de estudos no interior. O que o público viu (e ainda vê) então sobre o tablado foi uma jornada costurada fio a fio, com a contribuição de cada residente e dos artistas que integraram o trabalho – elenco, direção, produção e equipe. A construção dos espetáculos da Cia. do Blefe é norteada sempre pela contaminação de ideias, procedimentos e fazeres. Uma busca constante por autonomia artística e identidade, pautada na troca e no diálogo. BRASEIRO foi o primeiro espetáculo, depois veio FOLIA DOS REIS, proposição do Sesc Birigui à companhia, e utilizando-se da mesma abertura de diálogo com outros artistas através do convite para integrar a montagem e público através das aberturas de processo. ESCORIAL e ÍRIS, os dois novos projetos da companhia, tem a mesma vocação e articula novos diálogos e encontros entre artistas e público por meio de oficinas, aberturas de processo e vivências práticas. A hibridização, o estilhaçamento e a pesquisa de linguagens já estão no nome da Cia. desde sua origem, “teatro, cinema e omeletes” (omeletes é justamente uma brincadeira com a mistura e pluralidade das linguagens que originam a Cia.).