25/07/2024
Os Degredados Filhos De Eva.
Paralelos aos inocentes, os degradados,
Vivem sem rumos e também são segregados
Aos elos rompidos, rudes, estão indiferentes,
Cultivam dentro do próprio sangue, venenos,
Naturais do paraíso têm seus maléficos corações
E entre os bons e maus, todos são parentes.
Adolescentes ou adultos, todos descendentes,
Têm o gosto da maçã amargando o céu da boca,
Mas os sábios colhem o mel para bem adoçar
Os pecados que destroem as flores decentes.
Mas novas sementes criam raízes e enforcam
Todo o mal que poderá surgir dos incoerentes.
Degradados estão os degredados filhos de Eva,
Entre desertos e cactos, o destino que escreva,
As palavras de restauração em alguma primavera,
Para que a alma eleva-se sobre firme rocha,
Sob a luz da manhã…
Ser uma luminosa e bela tocha.
Os arrependidos olhos atentos percebem atrás,
Os rastros esquecidos e entendem que o perdão,
Deve eliminar a fúria em rituais banais de agressão.
Pois os olhos maternos poderão ver com satisfação,
Que entre irmãos, o amor deve existir com proteção.
Ter palavra de honra para não adulterar acordos.
Firmar regras com bom coração, evita êxodos,
E se percebe em eminentes considerações finais,
Que nos confins toda bondade não terá pontes ruins.
Sabe-se que não se usa mais os antigos florins,
Mas que o ouro da vida é a humanidade bem cuidada
E podemos ver felicidade nos homens dos botequins,
E podemos ver as boas amizades nos camarins,
E podemos ver, mesmo que raras, notícias boas nos folhetins,
E podemos ver os salvos, filhos de Eva, cantando em jardins.