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21/08/2026

Saber desenhar pra tatuar?

Tem uma frase clássica no meio da tatuagem: “pra tatuar bem, tem que saber desenhar.”

Sim… e não.

Porque antes de tudo: o que diabos é “saber desenhar”?

É fazer um rosto realista perfeito? Luz, sombra, anatomia, perspectiva?

Beleza. Isso é saber desenhar.

Mas se o cara trabalha com tribal, ornamental, geométrico ou lettering, talvez seja muito mais útil saber fazer uma linha boa, entender proporção, ritmo, espaço negativo, peso de linha, encaixe e composição do que desenhar a Monalisa de memória.

Às vezes, inclusive, um boneco de palito bem resolvido serve mais do que meia hora fazendo luz e sombra no bíceps dele.

Desenhar também é saber simplificar, organizar uma ideia e bater o olho numa coisa e pensar: “isso aqui tá esquisito.” E, mais importante, saber por quê.

E na tatuagem ainda tem outro detalhe: a folha é plana. O corpo não veio com essa facilidade.

Então não adianta o desenho ficar maravilhoso no iPad e, quando vai pra perna, parecer que foi atropelado por uma curva.

Tem que acompanhar músculo, movimento, formato do corpo e funcionar de verdade na pele.

Por isso eu não acho que todo tatuador precise saber desenhar de tudo.

Mas acho que precisa, sim, saber desenhar aquilo que se propõe a tatuar.

Porque realismo, tribal, lettering e geométrico são idiomas diferentes.

Todos são desenho. Só não falam a mesma língua.

17/08/2026

Tatuagem tribal vai muito além de preencher a pele com desenhos.

Existe estudo, história, simbologia, composição e, principalmente, adaptação à anatomia de cada pessoa.

Grande parte dos meus projetos nasce assim: referências, pesquisa e muito desenho direto na pele, no freehand, deixando o trabalho acompanhar naturalmente as formas do corpo.

Polinésio — incluindo referências Marquesanas e Samoanas —, grafismos nórdicos, elementos de povos originários do Brasil e referências amazônicas, como a arte marajoara: linguagens diferentes, cada uma com suas características, estética e história.

Esse vídeo mostra um pouco do trabalho que venho construindo ao longo dos anos — e que agora trago comigo para Parauapebas e região, no Pará.

Uma nova região, novos projetos e a mesma paixão pela tatuagem tribal.

Começa aqui mais um capítulo da minha caminhada na tatuagem, agora no Norte do Brasil.

📍 Parauapebas e região – PA
Leo Motta

Primeira etapa de um fechamento de braço inspirado na cultura amazônica. No centro, o muiraquitã — amuleto associado aos...
02/08/2026

Primeira etapa de um fechamento de braço inspirado na cultura amazônica. No centro, o muiraquitã — amuleto associado aos povos do Baixo Amazonas — envolvido por grafismos inspirados na arte marajoara. Um projeto feito no Pará para um mineiro que há oito anos constrói aqui sua história.
E que a sorte do muiraquitã também marque o início da minha caminhada na tatuagem pelo Norte do Brasil.

Na floresta, cuidado onde você apoia a mão: algumas marcas ficam para sempre.Tatuagem inspirada nos grafismos dos povos ...
04/06/2026

Na floresta, cuidado onde você apoia a mão: algumas marcas ficam para sempre.

Tatuagem inspirada nos grafismos dos povos originários brasileiros, frequentemente criados a partir da observação da fauna, da flora e da natureza ao redor.

O vídeo com IA foi criado apenas para ambientar a tatuagem dentro desse universo visual.

Na sequência, a foto original em estúdio mostra a tattoo real, sem modificações.

25/05/2026

Bracelete inspirado em um grafismo extraído de uma pintura de jabuti do artista indígena Anuiá Amarü, do Xingu. Segundo o próprio artista, essa pintura é usada no Kuarup e significa “caminho da paz”. A referência foi trazida pelo cliente , um amigo de longa data, que entrou em contato diretamente com o artista e pediu autorização para que a pintura pudesse servir de inspiração para a tatuagem.

20/05/2026

Mais um braço feito 100% no freehand aqui em BH.
Muito obrigado ao cliente Bruno, gente finíssima da melhor qualidade. Tmj.

21/04/2026

Ele tinha um bracelete, agora tem um braço fechado.
As vezes menos é mais, porém as vezes mais é muito mais!

02/04/2026

Saindo da pele por um momento para explorar novas texturas. 🎨
Esse projeto em Pop Art foi um exercício de estudo de cores e contraste que agora vai direto para a parede. tinta PVA sobre tela 50x70.
Curtiram o resultado?

Endereço

Belo Horizonte, MG

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