Figo Cotidiano - Cerâmica e Aulas

Figo Cotidiano - Cerâmica e Aulas Cada peça é uma jornada única. 🖌
Cerâmica intuitiva, autoral e exclusiva.

Um exercício interessante — e que pode levar a lugares muito interessantes — é olhar pra uma forma tradicional, clássica...
07/09/2026

Um exercício interessante — e que pode levar a lugares muito interessantes — é olhar pra uma forma tradicional, clássica, que existe há muito antes de você, e descobrir um jeito de se colocar nela.
Em uma das minhas conversas com a Leslie sobre a coleção que seria desenvolvida para a .home , ela trouxe uma referência maravilhosa e me propôs esse desafio.
E foi muito legal pensar: o que eu faço com essa forma para que ela também seja minha?
Essa peça surgiu desse exercício e eu fiquei muito feliz com o resultado. De olhar pra ela e conseguir reconhecer a referência que deu início a tudo, mas também conseguir me reconhecer ali — nos grafismos, nas texturas, nas proporções, nos detalhes e no todo.
Talvez seja uma das coisas mais bonitas de trabalhar com um material tão antigo quanto a cerâmica: a gente nunca começa do zero - sempre existe um diálogo com o passado.
Tem uma coisa muito engraçada em fazer um objeto hoje e sentir que, de algum jeito, você também pertence a um pedacinho da história da humanidade.

04/09/2026

Antes da simplicidade, pra mim, veio o exagero, o maximalismo, o excesso. Porque, pra aprender quando parar, eu precisei primeiro testar o meu próprio limite.
E aqui eu tô falando especificamente dos grafismos e texturas que coloco nas minhas peças, sabe?
Mas é legal perceber como, com o tempo, a gente vai entendendo melhor o quanto cada peça pede. Quais detalhes fazem sentido para aquela forma, aquela curva, aquele acabamento — e quais já estão sobrando.
E tem tanta coisa envolvida nisso!
Sabia que até a viscosidade e a opacidade do esmalte usado sobre uma peça interferem na capacidade de ressaltar ou esconder esses detalhes?
É um conhecimento que só pode vir da intimidade com o próprio trabalho e com os materiais que a gente escolhe usar. Muito teste, muita observação e, é claro, um pouco de sorte concedida pelos deuses da esmaltação e da queima k*k

Já fazem alguns anos que eu não trabalho mais como arquiteta, mas foi a arquitetura que me ensinou a olhar com muito cui...
03/09/2026

Já fazem alguns anos que eu não trabalho mais como arquiteta, mas foi a arquitetura que me ensinou a olhar com muito cuidado e curiosidade a nossa relação com a luz.

A incidência da luz pode transformar formas e cores, pode direcionar o nosso olhar destacar ou esconder aspectos, pode trazer dramaticidade ou objetividade.
A iluminação de um ambiente é capaz de influenciar as nossas sensações e sentimentos em um determinado espaço, é capaz de nos convidar a permanecer ou nos fazer ter vontade de ir embora…

É por isso que essa coleção brinca tão lindamente com as formas, texturas e cores.
É a relação da materialidade das peças e da luz que cria convites silenciosos ao nosso olhar, que chama a nossa atenção para apreciar o espaço que habitamos, que cria objetos que habitam esses espaços juntos da gente.

E é claro que o convite logo se estende dos olhos para as mãos… porque cerâmica se vê, de verdade, é com as mãos, não é verdade?!

Peças desenvolvidas para a .home
Fotografia de

01/09/2026

Será que sou só eu que tenho uma questão com esmaltes???
Eu confesso que escolher um esmalte pra uma peça que eu crio é um processo longo, cheio de dúvidas e te**es.
Porque as minhas peças já carregam muitas informações — formas, arestas, curvas, desenhos, texturas em baixo ou alto-relevo… e eu sempre me pego questionando se aquele esmalte realmente vai elevar todo o trabalho que foi desenvolvido até ali.
Se aquela cor vai ser mais interessante do que a própria cor da argila.
Se aquela sobreposição vai destacar justamente o que eu quero destacar — ou esconder.
Se o acabamento vai reforçar aquilo que eu quero que aquela peça seja.
Nunca é uma coisa simples como: nossa, que cor linda, quero! k*k
E o pior é que, muitas vezes, mesmo depois que a peça está pronta — e linda — eu ainda olho pra ela e penso:
será que teria ficado ainda mais interessante naquela outra proposta?

Quando a Leslie me chamou pra essa parceria com a .home home, eu me deparei com alguns desafios como trabalhar dimensões...
31/08/2026

Quando a Leslie me chamou pra essa parceria com a .home home, eu me deparei com alguns desafios como trabalhar dimensões maiores das que estava habituada a trabalhar, como criar novos formatos e como desenvolver ideias autorais, mas de forma conjunta.. é muito interessante a forma como a visão da outra pessoa faz você enxergar uma possibilidade que sozinha talvez não enxergasse!

É muito legal ver o meu trabalho se desdobrar em novas ideias e possibilidades a partir desse diálogo e dessa troca, e permitir a minha própria linguagem transitar por lugares que ainda não tinham sido alcançados!

E se o processo traz toda essa empolgação, o resultado não poderia ser diferente.

Fotografia de

Açúcar, tempero e tudo o que há de bom.
28/08/2026

Açúcar, tempero e tudo o que há de bom.

Eu acho que uma das partes mais bonitas do corpo humano é o colo, ou o busto - essa região do pescoço + ombros + tórax, ...
27/08/2026

Eu acho que uma das partes mais bonitas do corpo humano é o colo, ou o busto - essa região do pescoço + ombros + tórax, seja lá qual for a palavra certa pra descrever.

E eu vejo que isso se reflete com frequência nas peças que eu faço. Não é atoa que na anatomia das cerâmicas, a gente fala de ombro, pescoço, boca, pé. É só olhar pra perceber essas similaridades, em como a gente se reflete, mesmo anatomicamente naquilo que a gente faz.

Essa peça foi chamada de Leque, mas poderia muito bem ser um lindo pescoço com um colar, que assim como o colo do corpo humano, recebe e acolhe a luz de forma majestosa.

Peças desenvolvidas para a .home
Fotografia de

25/08/2026

Eu tenho um limite relativamente pequeno de peso que consigo trabalhar de uma vez no torno — diria que algo entre 3 e 3,5 kg.
Quando tento passar muito disso, ainda perco bastante argila tentando centralizar ou não consigo subir tudo o que preciso, e uma parte acaba ficando acumulada no fundo da peça.
Por isso, um dos meus maiores recursos para construir peças maiores está justamente na capacidade de transitar entre o torno e a modelagem manual.
As peças vão sendo construídas em partes. Duas, três, às vezes quatro partes distintas até chegar à forma que estou buscando.
E entre uma e outra, muito respiro, espera e paciência — para que a argila esteja pronta para sustentar o peso e a pressão do que ainda virá depois.

Tudo o que vale a pena, leva tempo, eu já ouvi dizer. Na cerâmica eu sinto essa fala na pele, a cada dia que me dedico a...
24/08/2026

Tudo o que vale a pena, leva tempo, eu já ouvi dizer.
Na cerâmica eu sinto essa fala na pele, a cada dia que me dedico a esse ofício, a cada dia que vejo meu trabalho evoluir, dar novos passos e alcançar novos lugares.
É bonito sentir que a cada coleção, algo se encaixa melhor, se consolida, em um movimento que transita por diferentes ritmos (não é nada linear, diga-se de passagem).
É como um rio… que encontra corredeiras e se derrama por grandes quedas d'água, ou se aquieta nos remansos, pra depois voltar a correr.

Sei lá.. a cerâmica leva tempo.. mas antes eu pensava no tempo da peça em si - dias, semanas, meses de dedicação para uma única peça ficar pronta…
Mas enquanto o tempo passa eu me vejo encarando essa escala de um jeito completamente novo. São anos e anos vivendo como ceramista e ela ainda não está pronta, mas já está mais pronta agora do que já esteve.. eu já estou mais pronta do que já estive..
Eu vejo o meu trabalho mudando, ganhando novas características, ganhando cores, contornos, curvas, texturas.. aparando as arestas, vencendo desafios técnicos, dançando com uma estética própria, ganhando corpo (volume e consistência) enquanto ganha novos corpos (peças e coleções).

Enquanto o tempo passa, eu vejo que sim… a cerâmica leva tempo, veste o tempo, e até torna material aquele pequeno instante de uma vida inteira.

Como dizia M.C. Richards - “All the arts we practice are apprenticeship. The big art is our life.”
Todas as artes que praticamos são aprendizado (ou em minha interpretação, apenas ensaios). A Grande Arte é a nossa vida.

Peças desenvolvidas para a .home
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Uma das coisas mais perigosas da internet criativa é fazer a gente acreditarque peças autorais nascem de “truques rápido...
19/05/2026

Uma das coisas mais perigosas da internet criativa é fazer a gente acreditar
que peças autorais nascem de “truques rápidos”.

Como se bastasse aprender uma técnica
ou copiar um passo a passo pra desenvolver um trabalho realmente expressivo.

Mas peças autorais não nascem só da técnica.
Elas nascem de repertório, de observação, de escolhas conscientes, de intenção.

O esgrafito é lindo —
mas ele é só uma ferramenta.
O que realmente transforma uma peça
é entender: composição, contraste, cor, volume, textura, ritmo visual!

E foi exatamente por isso que criamos essa oficina conjunta de Estamparia Autoral em Cerâmica!
Pra te ensinar o processo completo —
não só “como fazer”,
mas como pensar, desenvolver e construir estampas que conversem bem com a técnica do esgrafito!

Uma oficina pra quem quer ir além do tutorial
e começar a criar com mais autonomia e intenção 💛

As vagas já estão abertas.
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