04/11/2019
O importante movimento de vanguarda holandesa DE STIJL (NEOPLASTICISMO) reativou desde 1917 a fundamental polêmica de que a arte não tem, necessariamente, a obrigação de representar o mundo natural. Este movimento, conhecido como DE STIJL (o Estilo, em holandês) incorporou uma missão de caráter ético-espiritual na tentativa de alcançar a “beleza universal” através do despojamento sensível e do equilíbrio. Para PIET MONDRIAN, o principal artista do movimento, suas pinturas eram a representação da verdadeira realidade, a realidade ideal, a pura essência das formas que procuravam demonstrar o poder da beleza exata através da busca do absoluto na arte.
Os artistas do De Stijl se esforçaram em criar obras de arte por meio do intelecto e de leis universais que demonstrassem uma objetividade de criação precisa e implacavelmente revolucionária, “capaz de expressar o espírito coletivo do mundo moderno e de se integrar aos novos meios de construção e produção industrial”. Mondrian liderou a busca pela síntese místico-racional da ordem e da harmonia perfeita que poderia ser aplicada à sociedade como um todo, mas outros artistas do movimento em expansão colaboraram nessa nova visão estética, objetiva e construtiva, influenciando todos os campos das artes plásticas, dando nova forma ao século XX e aos nossos modos de viver.
Palestra fundamental para o entendimento desse estilo moderno na UCLA. Informações: Tel. 9.9171-4959