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DROPS_literário Convidamos quem possa nos contar sobre seus livros especiais, que possam ser recomendados aos ouvintes da rádio Paulistano. Isso é feito em 3 minutos

FLICAP 2024 🙌🙌
17/08/2024

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FLICAP Feira Literária do Club Athletico Paulistano  27 de novembro a 03 de dezembro
16/11/2023

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Feira Literária do Club Athletico Paulistano
27 de novembro a 03 de dezembro

Flicap em grande estilo
06/11/2023

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Resenha de  Agosto de 2023  pista de gelo -   BolañoRoberto Bolaño , escritor chileno que nasceu em 1953 - considerado u...
14/09/2023

Resenha de Agosto de 2023
pista de gelo - Bolaño
Roberto Bolaño , escritor chileno que nasceu em 1953 - considerado um dos grandes nomes da literatura mundial. Passou a adolescência no México e voltou ao seu país pouco antes do golpe militar que depôs Salvador Allende.
Em 1977, instalou-se na Espanha, onde começou sua carreira literária. “A pista de gelo” foi o primeiro romance publicado pelo autor, em 1993.
Um romance de discurso ágil e fluido, em que três personagens narradores, Remo Moran, Gaspar Heredia e Enrique Rosqueles se alternam pra nos contar a história a partir da sua própria perspectiva. Ao ler cada um, o leitor é colocado em uma posição de ouvinte, como se cada personagem estivesse relatando os fatos à policia, explicando seus reais motivos para estarem naquele lugar, naquela hora.
Uma narrativa que não explica tudo e deixa para o leitor o trabalho de montar a história, ordenar os fatos e tirar as conclusões, literalmente como se cada um de nós, leitores, estivesse ali para ouvir os depoimentos e dar um veredito.
Os fatos relatados giram em torno de uma patinadora de gelo, que de tão linda e talentosa desperta paixões, uma pista de gelo clandestina e um assassinato. Tudo acontece em uma pequena cidade, um balneário chamado Z, na Espanha e f**a claro que o autor Bolaño não está muito preocupado em nos dar a solução do caso, uma vez que não nos revela de início nem mesmo quem é a vitima.
Uma leitura envolvente e agradável, “A pista de gelo” não é exatamente um romance policial, mas logo de início se sabe da ocorrência de um crime e o leitor f**a ansioso para saber o desfecho do caso. Não é também uma história de amor, mas revela uma paixão capaz de tudo. Não é uma obra política, mas trata com humor o poder nas mãos de qualquer pessoa. Mas, é sobretudo um romance com a marca de Bolaño em que os gêneros literários se misturam para abordar a zona cinzenta da existência: pequenos gestos, destinos à deriva, sonhos frustrados, amores estranhos, ilusões perdidas.
Recomendo a leitura, que foge do óbvio, provoca e nos leva a interagir com os personagens refletindo sobre as relações humanas.

A literatura é nosso tijolo e argamassa
08/08/2023

A literatura é nosso tijolo e argamassa

A corneta Leonora CarringtonEste foi o livro escolhido pelo , clube de leitura que acontece na  e mediado por  e  . Nest...
25/07/2023

A corneta
Leonora Carrington

Este foi o livro escolhido pelo , clube de leitura que acontece na e mediado por e . Neste dia, além das duas, tivemos a presença da tradutora . Voltando ao livro, o que me levou a participar, a princípio, foi a capa, ilustrada com uma pintura da própria autora: uma mulher gigante, descalça, tendo árvores na altura do tornozelo – tal a sua proporção frente a paisagem. A mulher tem um vestido longo encarnado e, sobre ele, um manto branco por onde se insinuam pássaros, além dos que voam, como se fossem a estampa em tridimensão. Os braços da mulher estão escondidos sob este manto. Apenas as mãos seguram cuidadosamente um ovo (que parece ser de madeira como aquele que minha vó cerzia meias). A cabeça é pequena, desproporcional ao corpo, com uma cabeleira loira e muito crespa. Atrás da mulher, o céu, o horizonte e o mar, onde navegam barquinhos. Ainda não cheguei no livro, mas é que a capa guarda influência de Remédios Varo, pintora surrealista que admiro, a atração f**a justif**ada. Não sabia que as duas artistas eram muito amigas.
Leonora foi uma pintora e escritora surrealista, que viveu a maior parte de sua vida no México, foi amiga de muita gente importante. Digo que foi uma surpresa encontrar um livro com quase 50 anos, foi lançado em 1976, que por meio do humor e do nonsense, aborda questões atualíssimas. Olhem como começa: a nossa protagonista/narradora tem 92 anos e é praticamente surda, ganha da melhor amiga uma corneta auditiva e a partir daí… ela passa a ouvir. Com a corneta ela ouve uma conversa do filho, mulher e neto que pretendem mandá-la para o asilo. Podem imaginar o que acontece a partir desta revelação? Marian (narradora) e Carmella (inspirada em Remédios Varo) controem uma lógica de quem tomou chá de cogumelos mas numa sincronia de relógio suíço. Brincadeira a parte, tudo a partir daí é surreal, o asilo onde os vários edifícios tem formatos distintos: bota, bolo de aniversário, cogumelo. Quem poderia segurar essa história na realidade?
(Texto continua nos comentários)

Salvar o FogoItamar Vieira JuniorEditora TodaviaSe esperava mais? Talvez, mas considero que esteja exigindo de Itamar Vi...
24/07/2023

Salvar o Fogo
Itamar Vieira Junior
Editora Todavia

Se esperava mais? Talvez, mas considero que esteja exigindo de Itamar Vieira Júnior a superação de Torto Arado que tinha a surpresa e o frescor do novo a seu favor. As histórias de ambos guardam similaridades, se tocam em muitos pontos: a vida de personagens complexos em comunidades de exclusão, a importância da irmandade, o peso do colonialismo, o estrago que uma religião imposta pode fazer, a quase impossibilidade de romper a linha de ascensão social, as questões que envolvem a posse de terra, o machismo e o racismo que goteja em cada palavra dita. A outra similaridade é de estrutura: alternância de vozes narrativas. A primeira voz do menino Moisés filho de Luzia. A segunda narradora é a própria Luzia, a terceira da irmã Mariiinha e a última voz em terceira pessoa revela os mistérios evitados pelos personagens/narradores principais.
A história se passa numa remota comunidade chamada Tapera às margens do rio Paraguaçu, no interior da Bahia.
Vejo Salvar o Fogo como uma continuação (independente) de Torto Arado. Os dois romances revelam a preocupação do autor, questões que precisam ser esmiuçadas, dissecadas na esperança que o homem, um dia, entenda a sordidez da sua própria humanidade. O livro descortina a alma, ilumina as sombras de um Brasil invisivel.
Outras figuras tem importância na história, mas destaco a mãe de Luzia, que parece carregar o peso de tudo o que vai ser dito no livro. Além do peso da realidade, a combustão latente como uma faísca sem apaziguamento que está prestes a incandescer.
Gostaria de dizer mais, mas devo respeitar quem não gosta de espoiler.
Concluo dizendo que Salvar o Fogo é um livro necessário, um belíssimo exercício de auteridade.
Itamar Vieira Junior é um exímio (e lírico) contador de histórias. Escritor que veio pra f**ar melhor dizendo, continuar.

encontros literários são sempre uma alegria - noite de conversa sobre “A Corneta” de Leonora Carrington com     na
13/07/2023

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49 anos da revolução dos cravos
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 - encontro na próxima quinta-feira, dia 27.04 às 19h via zoom
24/04/2023

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