17/08/2018
NOTA DE REPÚDIO
O grupo Mirabolante Maquinário de Teatro vem a público repudiar a atuação agressiva e coercitiva dos representantes da seção Pará do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) e cobrar da instituição um posicionamento sobre a sua atuação, em especial para com a categoria que trabalha com teatro no Estado. Segundo o que informa o site oficial, os responsáveis são Fábio Henrique Lima Moreira e Manoel Vinicius Ribeiro Lopes.
As reclamações da categoria com relação aos constrangimentos e a forma intempestiva da atuação dos membros do Ecad não são de hoje. Vários relatos dão conta de informações desencontradas por parte dos representantes, além do despreparo e falta de conhecimento, que tem gerado constrangimento a diretores e equipe técnica dos trabalhos apresentados na cidade de Belém, por vezes comprometendo o resultado apresentado ao público.
Durante a temporada realizada pelo grupo, por duas vezes um representante da instituição esteve no teatro quando o público já estava dentro, a espera do início do espetáculo. O representante coagiu a direção diversas vezes, afirmando que, independente da sua observação ou não do espetáculo, mandaria o boleto de cobrança para o teatro, o que é uma prática ilegal, já que a produção do musical enviou, por duas vezes, o relatório exigido pelo Ecad ao escritório em tempo hábil, onde aponta que todas as músicas utilizadas são idealizadas por membro da produção e elenco, sendo assim, a tentativa de cobrança de taxa para a proteção de direitos autorais foi totalmente descabida e ilícita. Quando questionado sobre a justificativa legal da cobrança, o membro do Ecad NÃO SOUBE RESPONDER e continuou afirmando que seria gerado um boleto em nome do teatro.
Reconhecemos a importância do Ecad para a valorização da cultura, porém cobramos um posicionamento sobre como funciona a sua atuação com relação a cobrança realizada pela instituição, sobre qual o manual de procedimento e como deve ser realizada, pois acreditamos que o escritório regional não esteja cumprindo com a postura adotada no país inteiro, em especial com relação a abordagem dos seus colaboradores.
A categoria teatral da cidade está farta da falta de respeito destes representantes para com o seu fazer artístico e manifesta, através desta nota, não somente seu descontentamento, mas o desejo também de dialogar com a instituição para que possamos ter uma relação cada vez mais transparente e saudável com o Ecad, para o fortalecimento da cena cultural da cidade de Belém e o estado como um todo.
Assinam esta nota:
Mirabolante Maquinário de Teatro
A Liga do Teatro