06/09/2021
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O primeiro passo para começarmos a especular sobre os efeitos de uma bomba atômica é definir a potência desse “brinquedinho”. A Little Boy, que arrasou Hiroshima em 1945, tinha cerca de 15 quilotons, o equivalente a 15 mil toneladas de dinamite. Muito? “As bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki são estalinhos se comparadas às que existem hoje”, diz o físico Roberto Vicente, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).
NÍVEL 1 – Epicentro
Em Hiroshima, 89% das pessoas que estavam no local da explosão morreram na hora. Na praça da Sé, o epicentro do nosso ataque virtual, dificilmente alguém escaparia com vida. Se a bomba atingisse o solo (a de Hiroshima explodiu a 580 metros de altura e não formou cratera), ela abriria uma cratera de 300 metros de diâmetro e 61 metros de profundidade
NÍVEL 2 – Raio de 960 m
Nesta área dificilmente algum prédio f**aria de pé – construções históricas como o Teatro Municipal e o Pátio do Colégio desabariam, assim como a atual sede da prefeitura. A bola de fogo, com temperatura semelhante à do Sol, faria com que pessoas e objetos próximos a ela se desmaterializassem, ou seja, simplesmente evaporariam
NÍVEL 3 – Raio de 3,3 km
A onda de pressão gerada pela explosão derrubaria a maioria dos prédios desta área. A avenida Paulista, onde estão instalados edifícios de hospitais e grandes empresas, viraria um amontoado de destroços.
NÍVEL 4 – Raio de 6,9 km
Nesta área os ventos ainda teriam velocidade semelhante à do furacão Katrina (cerca de 250 km/h), que varreu o sul dos Estados Unidos em agosto de 2005. Casas desabariam e os prédios que f**assem em pé certamente sofreriam danos. Este círculo demarca a chamada área letal, dentro da qual o número de sobreviventes é semelhante ao de mortos.
NÍVEL 5 – Raio de 15,28 km
Ventos de cerca de 65 km/h são incapazes de danif**ar prédios maiores, mas casas podem sofrer avarias. Cerca de um terço das pessoas nesta região poderiam f**ar feridas. São Paulo certamente sofreria mais do que cidades acostumadas a ser atingidas por terremotos e furacões, como a própria Hiroshima atualmente, cujos prédios contam com estruturas mais robustas.