Pororoka

Pororoka Coletivo de midiativismo, artivismo e articulação amazônida, que conecta pessoas e compartilha vozes em defesa da vida, dos povos e da Terra.

18/06/2026

O debate sobre Direitos da Natureza realizado no Ministério Público Federal, em Belém, reuniu diferentes trajetórias que se conectam com uma mesma preocupação: como enfrentar a crise climática a partir de uma nova relação entre sociedade, justiça e natureza.

Ao lado do jurista equatoriano Ramiro Ávila Santamaría, relator do Tribunal Internacional dos Direitos da Natureza e referencial mundial sobre o assunto, lideranças indígenas, quilombolas, movimentos sociais e integrantes do Ministério Público compartilharam experiências dos territórios e defenderam o reconhecimento da natureza como sujeito de direitos.

O encontro aproximou saberes ancestrais, experiências jurídicas e denúncias vindas dos territórios amazônicos, mostrando que a discussão sobre os Direitos da Natureza também passa por quem convive diariamente com rios, florestas e seus modos de vida.

O evento foi promovido pelo Ministério Público Federal e Coletivo Pororoka, em parceria com a Aliança Global pelos Direitos da Natureza (GARN), Movimento Atingidos por Barragens (MAB), Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Instituto Quilombola Mbaraká Ókùta, Grupo de Trabalhos Amazônicos (GTA), Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará (APOIANP) e Grupo de Pesquisa Amazônia (GP Amazônia).

17/06/2026

Foi para ouvir diretamente os povos indígenas do Oiapoque que o jurista equatoriano Ramiro Ávila Santamaría, relator do Tribunal Internacional dos Direitos da Natureza, percorreu comunidades que podem ser impactadas pela exploração de petróleo na Foz do Amazonas.

A visita integra a preparação de um julgamento que será realizado durante o 12º FOSPA, no Equador, após um pedido das próprias lideranças indígenas. A expectativa é que a decisão contribua para dar visibilidade internacional às denúncias sobre os riscos da abertura de uma nova fronteira de exploração de combustíveis fósseis na Amazônia.

Para Ramiro, defender a Amazônia também passa por reconhecer que a natureza é protagonista, não apenas um recurso a ser explorado, que o saber ancestral também é fonte para construção de direitos.

A atividade é uma parceria do Coletivo Pororoka com a Global Alliance for the Rights of Nature GARN - Rights of Nature 🌿 ; Tribunal Internacional dos Direitos da Natureza Rights of Nature Tribunal ; Articulação dos Povos Indígenas do Amapá e Norte do Pará APOIANP ; Conselho de Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque CCPIO ; e o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena Instituto Iepé

02/06/2026

Uma cidade no meio da Amazônia está entre as capitais menos arborizadas do Brasil.

Essa é Belém.

A falta de árvores não é apenas uma preocupação ambiental, é também uma questão de justiça social por que os bairros menos arborizados são justamente os da periferia, onde o verde deu lugar ao

Concreto,
Asfalto
e ao calor.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, vamos plantar a Belém em que nós queremos viver.

Rebele-se. Plante uma árvore.

Há meses, Dona Denilza interrompeu o plantio de açaí no terreno onde vive, na comunidade Fortaleza, no Baixo Acará, onde...
02/06/2026

Há meses, Dona Denilza interrompeu o plantio de açaí no terreno onde vive, na comunidade Fortaleza, no Baixo Acará, onde mora há quase 30 anos. Desde então, o futuro da plantação passou a depender de disputas judiciais que acontecem longe do território.

Enquanto o licenciamento de dois aterros sanitários avança nos municípios de Acará e Bujaru, comunidades denunciam falhas nos estudos ambientais, exclusão de territórios tradicionais e irregularidades no processo de consulta.

A nova reportagem do Coletivo Pororoka mostra como decisões tomadas fora das comunidades já afetam a vida de quem depende da terra, da água e da agricultura familiar para viver.

Confira a reportagem completo, link está na bio.

02/06/2026

O fez com que a boiada do agro passasse mais uma vez pela Câmara dos Deputados, em Brasília, com a aprovação de um projeto que proíbe o uso de imagens de satélite como base para impor embargos a obras ou desmatamentos.

Na prática, faz com que o IBAMA tenha que notificar previamente ruralistas flagrados cometendo crimes ambientais antes de aplicar punições.

A proposta integra o chamado “Pacote da Destruição”, um conjunto de cerca de 70 projetos criticados por organizações ambientais por flexibilizar normas de proteção ambiental e direitos indígenas.

Agora, a votação passa para o Senado e nós, cidadãos, precisamos fazer com o que nosso voz seja ouvido por quem escolhemos eleger.

Comente nas redes sociais do senador do seu estado e exija a não aprovação do PL 2.564/25!

01/06/2026

Em uma cidade que retira suas árvores, plantar é um ato de rebeldia. ✊🏽🌿

No Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, convidamos você a fazer parte da nossa rebelião.

Mais informações em breve.

30/05/2026

“E se a tua rua tivesse árvores?” Esse foi o ponto de partida da oficina de artivismo que envolveu crianças e adolescentes que moram ao redor do Rio Tucunduba, em Belém.

A programação gratuita promovida pelo Coletivo Pororoka em parceria com ocorreu neste sábado como parte do mutirão de ações táticas no Tucunduba, fortalecendo a defesa do Rio como espaço de gestão urbana e ambiental comunitária.

Te liga que AMANHÃ tem mais ações de plantio, jardinagem, grafitagem e limpeza.

⏰ 09h
🗓️ Domingo 31/05
📍Ponto de encontro: Praça do Tucunduba Resiliente - Rua dos Mundurucus com Av. Tucunduba

29/05/2026

Lembra daquele tal Mapa do Caminho? O plano para se livrar dos combustíveis fósseis era a principal expectativa da COP 30 e acabou...flopando. Isso por que os líderes mundiais não conseguiram entrar em consenso sobre o assunto. Quem mais polui não quer pagar a conta, e quem pouco contribui e mais sofre com o problema já tá pagando caro demais.

E quando parece que todo o esforço não deu em nada, tem quem resista e insista em soluções.

O movimento indígena brasileiro criou o seu próprio Mapa do Caminho. Os sete passos da proposta foram apresentados durante a I Conferência por Territórios Livres de Combustíveis Fósseis, em Santa Marta, na Colômbia. Um espaço de troca e construção com povos tradicionais e movimento sociais da Pan Amazônia.

Por que há quem escolha destruir, e há quem escolha preservar.

A escala 6x1 rouba nosso tempo, nossa saúde e nossa vida.Por isso, a aprovação da PEC 221/019 na Câmara dos Deputados é ...
28/05/2026

A escala 6x1 rouba nosso tempo, nossa saúde e nossa vida.

Por isso, a aprovação da PEC 221/019 na Câmara dos Deputados é uma vitória da luta popular, construída nas ruas, nas redes, nos sindicatos e na organização dos trabalhadores.

Reduzir a jornada de trabalho é garantir o direito de viver além da exploração: ter tempo para descansar, estudar, cuidar da saúde, estar com a família, acessar cultura e lazer.

Nada foi conquistado por boa vontade do Congresso. Cada avanço veio da pressão popular e da mobilização coletiva.

Agora, a luta continua no Senado.
É hora de aumentar a pressão e mostrar que trabalhador não nasceu para viver exausto enquanto poucos lucram às custas do nosso tempo.

28/05/2026

Chegou hoje de manhã em Belém a ativista paraense e integrante do MAB, Beatriz Moreira. No aeroporto, membros da família, amigos e integrantes de movimentos sociais aguardavam sua chegada.

Beatriz está de volta a Belém após ter sido sequestrada pelas forças militares do estado de Israel. Ela integrava a tripulação da Global Sumud Flotilha, uma missão humanitária internacional que levava insumos e ajuda humanitária ao povo palestino na Faixa de Gaza.

Endereço

Belém, PA

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