Centro Cultural USP Bauru

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13.º FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS DE BAURU (FACE) APRESENTA O ESPETÁCULO “EXPERIMENTO DESTERRO.DOC” NO TEATRO UNIVERSITÁRIO...
20/04/2026

13.º FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS DE BAURU (FACE) APRESENTA O ESPETÁCULO “EXPERIMENTO DESTERRO.DOC” NO TEATRO UNIVERSITÁRIO DA FOB-USP – HOJE – 20 DE ABRIL DE 2026

O 13.º FACE segue com sua programação, e HOJE, 20 de abril de 2026, o palco do Teatro Universitário da FOB-USP recebe o espetáculo “EXPERIMENTO DESTERRO.DOC”, que será apresentado pela Cia do Trailler – Teatro em Movimento, com entrada gratuita e aberto à comunidade.

ESPETÁCULO
“Experimento Desterro.Doc” é uma obra de teatro documental que investiga como os espaços físicos e sociais moldam o comportamento humano. Utilizando relatos reais, documentos e memórias, a peça expõe mecanismos históricos de vigilância, controle e exclusão que ainda ecoam na sociedade atual.
O objetivo é criar uma experiência crítica e sensível, provocando o público a refletir sobre as dinâmicas de poder e o sentimento de pertencimento no mundo contemporâneo.
Em cena estão os atores André Ravasco, Caren Ruaro e Andrei Gonçalves, sob a direção de Marcelo Soler, da Cia do Trailler – Teatro em Movimento, de São José dos Campos (SP).

ACESSÍVEL (LIBRAS E CADEIRANTES)

O 13.º FACE é um evento promovido pela Sociedade Amigos da Cultura, projeto aprovado pela Secretaria de Cultura de Bauru, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), Cultura Viva, Ministério da Cultura e Governo Federal, em parceria com o Teatro da USP (TUSP), Setor de Eventos - PUSP-B (Centro Cultural do Campus USP de Bauru) e Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB- USP).

Que tal unir arte e solidariedade?
A organização sugere a doação de 1 litro de leite para apoiar entidades assistenciais de Bauru.
Participe e colabore!

SERVIÇO
Experimento Desterro.Doc
20/4/2026 – 19h
Teatro Universitário da FOB-USP
Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75 – Vila Universitária, Bauru-SP
Classificação: 14 anos


teatrodausp



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13.º FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS DE BAURU (FACE) APRESENTA O ESPETÁCULO INFANTIL “SPUTNIK II E OUTRAS HISTÓRIAS CANINAS” N...
19/04/2026

13.º FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS DE BAURU (FACE) APRESENTA O ESPETÁCULO INFANTIL “SPUTNIK II E OUTRAS HISTÓRIAS CANINAS” NO TEATRO UNIVERSITÁRIO DA FOB-USP – HOJE – 19 DE ABRIL DE 2026

O 13.º FACE segue com sua programação, e HOJE, 19 de abril de 2026, o palco do Teatro Universitário da FOB-USP recebe o espetáculo infantil “SPUTNIK II E OUTRAS HISTÓRIAS CANINAS”, que será apresentado pela Cia do Trailler – Teatro em Movimento, com entrada gratuita e aberto à comunidade.

ESPETÁCULO
Três cachorrinhas, três histórias e um encontro com um dos maiores mistérios da vida: a morte.
A peça utiliza teatro documental, música e recursos visuais para abordar temas profundos como despedidas e transformações. De forma poética, lúdica e bem-humorada, a montagem convida tanto crianças quanto adultos a uma reflexão sensível sobre a vida e o afeto.
Em cena estão os atores André Ravasco, Andrei Gonçalves, Caren Ruaro e B. R. Gabs, sob a direção de Caren Ruaro e Marcelo Soler, da Cia do Trailler – Teatro em Movimento, de São José dos Campos (SP).

ACESSÍVEL (LIBRAS E CADEIRANTES)

O 13.º FACE é um evento promovido pela Sociedade Amigos da Cultura, projeto aprovado pela Secretaria de Cultura de Bauru, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), Cultura Viva, Ministério da Cultura e Governo Federal, em parceria com o Teatro da USP (TUSP), Setor de Eventos - PUSP-B (Centro Cultural do Campus USP de Bauru) e Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB- USP).

Que tal unir arte e solidariedade?
A organização sugere a doação de 1 litro de leite para apoiar entidades assistenciais de Bauru.
Participe e colabore!

SERVIÇO
Sputnik II e Outras Histórias Caninas
19/4/2026 – 17h
Teatro Universitário da FOB-USP
Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75 – Vila Universitária, Bauru-SP
Classificação: 5 anos


teatrodausp



13.º FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS DE BAURU (FACE) OFERECE A OFICINA “TEATRO DOCUMENTAL - A ESTÉTICA DA REALIDADE” NA BIBLIO...
19/04/2026

13.º FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS DE BAURU (FACE) OFERECE A OFICINA “TEATRO DOCUMENTAL - A ESTÉTICA DA REALIDADE” NA BIBLIOTECA DA FOB-USP – HOJE – 19 DE ABRIL DE 2026

A oficina “TEATRO DOCUMENTAL - A ESTÉTICA DA REALIDADE”, que acontece - HOJE - no auditório da Biblioteca da FOB-USP, ministrada por Marcelo Soler, será uma imersão prática no teatro documental, explorando fotos, vídeos, áudios e cartas, que podem se transformar em criação cênica.
A oficina convida os participantes a experimentar a construção do ator documentarista e a ressignificar histórias reais com ética, sensibilidade e criatividade.
Ao longo do encontro, serão abordados conceitos fundamentais dessa linguagem, com exercícios práticos que investigam a relação entre realidade e ficção, além de técnicas de atuação voltadas para narrativas documentais.

SOBRE O MINISTRANTE
Marcelo Soler é diretor, dramaturgo e pesquisador em teatro documental, com ampla atuação na formação artística e na investigação das relações entre cena, educação e realidade.

SERVIÇO
Dia 19/4/2026 (domingo) das 10h às 13h
Oficina “Teatro Documental – A Estética da Realidade
Auditório da Biblioteca da FOB-USP
Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75 – Vila Universitária, Bauru-SP
Classificação: livre
Oficina com duração de 3 horas.�Formato: prática e colaborativa�Público: artistas e interessados em teatro e criação cênica.
Vagas: 20 participantes
Inscrição no link





19 de Abril: DIA DOS POVOS INDÍGENASMais do que uma data no calendário, hoje é um dia de escuta, respeito e reconhecimen...
19/04/2026

19 de Abril: DIA DOS POVOS INDÍGENAS

Mais do que uma data no calendário, hoje é um dia de escuta, respeito e reconhecimento.
Celebrar os povos originários é honrar a raiz mais profunda da nossa terra, apoiar suas causas, consumir a arte e ecoar as vozes dos povos indígenas.
Por que esta data importa?

RESISTÊNCIA: São séculos de luta pela demarcação de terras, pela preservação da natureza e pelo direito de existir. A história indígena não é apenas sobre o passado, é sobre o presente vibrante que resiste.

CULTURA: É a riqueza de saberes, medicinas, cosmologias e artes que moldam a nossa identidade. É um patrimônio vivo que merece ser valorizado todos os dias.

DIVERSIDADE: O Brasil abriga centenas de povos e línguas diferentes. Cada etnia traz uma visão de mundo única, provando que a nossa maior força está na pluralidade.

“Nós somos a terra, e a terra fala através de nós."

Respeite a história.
Apoie a luta.
Valorize a vida.

13.º FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS DE BAURU (FACE) APRESENTA O ESPETÁCULO ÓPERA FEBRIL NO TEATRO UNIVERSITÁRIO DA FOB NO CAM...
18/04/2026

13.º FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS DE BAURU (FACE) APRESENTA O ESPETÁCULO ÓPERA FEBRIL NO TEATRO UNIVERSITÁRIO DA FOB NO CAMPUS USP DE BAURU – HOJE – 18 DE ABRIL DE 2026

O 13.º FACE segue com sua programação, e HOJE, 18 de abril de 2026, o palco do Teatro Universitário da FOB-USP recebe o espetáculo “OPERA FEBRIL”, que será apresentado pela Cia do Trailler – Teatro em Movimento, com entrada gratuita e aberto à comunidade.

ESPETÁCULO
“Ópera Febril” atravessa a história do trabalho no Brasil, conectando passado e presente para revelar as transformações e precarização das relações trabalhistas ao longo do tempo.
Com uma linguagem que mistura teatro documental, música e artes visuais, o espetáculo propõe uma experiência sensorial e crítica, convidando o público a refletir sobre o futuro do trabalho e as possibilidades de resistência.

Em cena estão os atores André Ravasco, Andrei Gonçalves, Caren Ruaro, Laura Ramalho e Rafael Braga, sob a direção de André Ravasco e Marcelo Soler, da Cia do Trailler – Teatro em Movimento, grupo de São José dos Campos (SP), que desde 2002 pesquisa a criação autoral e o teatro documental trabalho da companhia é marcado pela experimentação e pelo diálogo entre o teatro, a performance e as questões sociais, atravessando diversas linguagens Artísticas, e foi indicado ao 35.º Prêmio Shell de Teatro com esse espetáculo.

ACESSÍVEL (LIBRAS E CADEIRANTES)

O 13.º FACE é um evento promovido pela Sociedade Amigos da Cultura, projeto aprovado pela Secretaria de Cultura de Bauru, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), Cultura Viva, Ministério da Cultura e Governo Federal, em parceria com o Teatro da USP (TUSP), Setor de Eventos - PUSP-B (Centro Cultural do Campus USP de Bauru) e Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB- USP).

Que tal unir arte e solidariedade?
A organização sugere a doação de 1 litro de leite para apoiar entidades assistenciais de Bauru.
Participe e colabore!

SERVIÇO
Ópera Febril
18/4/2026 – 19h
Teatro Universitário da FOB
Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75 – Vila Universitária, Bauru-SP
Classificação: 14 anos


teatrodausp


13.º FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS DE BAURU (FACE) APRESENTA EVENTOS CULTURAIS NO CAMPUS USP DE BAURU, NOS DIAS 18, 19 E 20 ...
17/04/2026

13.º FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS DE BAURU (FACE) APRESENTA EVENTOS CULTURAIS NO CAMPUS USP DE BAURU, NOS DIAS 18, 19 E 20 DE ABRIL DE 2026

O 13.º FACE segue com sua programação até o dia 25 de abril de 2026.
Com atividades totalmente gratuitas e abertas à comunidade, o evento oferece uma agenda cultural imperdível que teve início no último dia 16.

DESTAQUE
Nos dias 18, 19 e 20 de abril, o palco será o Teatro Universitário da FOB-USP.

O evento é promovido pela Sociedade Amigos da Cultura, projeto aprovado pela Secretaria de Cultura de Bauru, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), Cultura Viva, Ministério da Cultura e Governo Federal, em parceria com o Teatro da USP (TUSP), Setor de Eventos - PUSP-B (Centro Cultural do Campus USP de Bauru) e Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP).

PROGRAMAÇÃO

ESPETÁCULOS:
- Dia 18/4 (sábado) às 19h – Ópera Febril. Classificação: 14 anos
- Dia 19/4 (domingo) às 17h – Sputnik II e Outras Histórias Caninas. Classificação: 5 anos.
- Dia 20/4 (segunda-feira) às 19h – Experimento Desterro.Doc. Classificação: 14 anos.

OFICINA:
- Dia 19/4 (domingo) das 10h às 13h – Teatro Documental – A Estética da Realidade, com Marcelo Soler. Classificação: livre.

CIA DO TRAILLER
Os espetáculos e a oficina serão conduzidos pela Cia do Trailler – Teatro em Movimento, grupo de São José dos Campos (SP), que desde 2002 pesquisa a criação autoral e o teatro documental. O trabalho da companhia é marcado pela experimentação e pelo diálogo entre o teatro, a performance e as questões sociais, atravessando diversas linguagens artísticas.

QUE TAL UNIR ARTE E SOLIDARIEDADE?
A organização sugere a doação de 1 litro de leite para apoiar entidades assistenciais de Bauru.
Participe e colabore!

O Teatro Universitário da FOB-USP localiza-se na Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75, na Vila Universitária, em Bauru (SP).


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COMPOSITORES BRASILEIROS: Dona Ivone LaraParte 6Em nosso encontro passado, vimos que Dona Ivone Lara na década de 1970, ...
09/04/2026

COMPOSITORES BRASILEIROS: Dona Ivone Lara
Parte 6

Em nosso encontro passado, vimos que Dona Ivone Lara na década de 1970, com os lançamentos de seus primeiros álbuns, ganhou destaque, reconhecimento e respeito como sambista e como mulher no samba, e conquistou seu lugar na Música Popular Brasileira.
Hoje, veremos que a década de 1980 foi de extrema importância simbólica e de celebração da sua trajetória artística na divulgação do samba brasileiro, onde deixou uma marca e estilo em suas músicas.

A ARTE DA ANCESTRALIDADE E RESISTÊNCIA
Em 1981, Dona Ivone lançou um dos álbuns mais simbólicos de sua carreira e do samba brasileiro: “Sorriso Negro” (Warner Music). Produzido por Sérgio Cabral, contou com a direção de orquestra da violonista Rosinha de Valença, e é celebrado tanto pela qualidade melódica quanto pelo seu forte prisma político e racial. Esse disco marcou sua maturidade artística e a consolidou como a “Rainha do Samba”. A faixa-título “Sorriso Negro” de Adilson de Barbado, Jorge Portela e Jair do Cavaco tornou-se um hino de orgulho da identidade negra e da resistência afro-brasileira, imortalizado na voz de Dona Ivone contando com a participação especial de Jorge Ben Jor. Além dessa, gravou outras composições suas que se tornaram clássico, como: “Tendência” em parceria com Jorge Aragão; “Mas Quem Disse que Eu te Esqueço” em parceria com Hermínio Bello de Carvalho; “Alguém me Avisou”, um de seus sambas mais conhecidos.
Em 1982, Dona Ivone lançou o álbum “Alegria, Minha Gente – Serra dos Meus Sonhos Dourados” (Warner Music). O disco é uma celebração da musicalidade refinada da cantora, misturando composições próprias e em parcerias com outros mestres do samba, entre elas: “Serra dos Meus Sonhos Dourados”, é uma das faixas que também dá subtítulo ao álbum, e reafirma sua ligação profunda com a escola de samba “Império Serrano”; “Festa Animada”; “Coração, porque Choras?; “Meu Destino é Sofrer”; “Uma Rosa pra Cartola” em parceria com Nei Lopes e Wilson Moreira, que prestam uma homenagem ao mestre da Mangueira; “Nasci pra Sonhar e Cantar” em parceria com Délcio Carvalho); “Lamento do Negro” de Caboré, Onofre e Heitor dos Prazeres Filho.
Nesse mesmo ano, participou do especial “Sítio do Pica-Pau Amarelo” interpretando “Tia Nastácia”.
Em 1984, Dona Ivone viveu um ano de grande visibilidade na cultura popular brasileira, marcado especialmente por sua incursão na teledramaturgia e por composições que se tornaram clássicos da TV.
Destacamos o samba-enredo “Enredo do Meu Samba” em parceria com Jorge Aragão, composto por encomenda para a trilha sonora da novela “Partido “Alto” de Aguinaldo Silva e Glória Perez (Rede Globo, 1984). Na trama o título do enredo era “Carlos Drummond de Andrade (E Agora, José?)” para a fictícia “Escola de Samba Acadêmicos do Encantado”, cenário central da novela história. “Enredo do Meu Samba” ganhou as paradas de sucesso em interpretação ‘funkeada’ de Sandra de Sá, servindo como tema de abertura da novela”.
Esse ano ficou marcado pelo encerramento das famosas “Noitadas de Samba” no “Teatro Opinião”, no Rio de Janeiro, evento do qual Dona Ivone foi uma das figuras mais emblemáticas ao longo de anos de resistência do samba de raiz.
Em 1985, Dona Ivone lançou o álbum autointitulado “Ivone Lara” (Som Livre), um disco que reforçou sua maestria melódica em um momento de transição no samba.
O álbum contou com a produção de Aramis Barros e participações de músicos de elite, consolidando a sonoridade que unia o partido-alto à sofisticação das cordas. Apesar de ser um disco marcado por arranjos elegantes e parcerias de peso, manteve a essência do samba de terreiro, com destaques para as músicas: sua versão para “Enredo do Meu Samba” (1984) gravado com sucesso por Sandra de Sá para a trilha sonora da novela “Partido Alto” (Rede Globo, 1984); “Prenda o Fogo” em parceria com Décio Carvalho; “Resignação” em parceria com Tio Hélio, interpretada com a doçura característica de sua voz; e, “Não Fique a Me Torturar”, uma parceria inédita com Arlindo Cruz e Sombrinha.
Diferentemente dos discos anteriores da artista, “Ivone Lara” não trazia nenhum grande sucesso, mas um repertório de muita qualidade.

O CONTEXTO DE 1985
Enquanto o Brasil vivia a “Redemocratização” e o surgimento do “Pagode de Mesa” do Cacique de Ramos (liderado por nomes como Zeca Pagodinho e Almir Guineto), Dona Ivone era a ponte entre a velha guarda e essa nova geração. Ela era respeitada como uma instituição viva do samba, sendo uma das poucas mulheres com trânsito livre e autoral em todos os redutos.
Também nesse ano, viajou em turnê para os Estados Unidos, para divulgação do álbum “Ivone Lara”, garantindo-lhe reconhecimento internacional; e outras apresentações na Europa e no Japão, acompanhada de Martinho da Vila, Paulinho da Viola e do “Grupo Fundo de Quintal”.

Em 1986, Dona Ivone não lançou um álbum de estúdio solo, mas participou da gravação da música “Gandaia” para o disco “Feitiço Moleque” (Continental, 1986) da dupla baiana Antônio Carlos & Jocafi. Essa colaboração demonstrava seu trânsito entre diferentes vertentes da MPB.
Esse foi um ano de fomento ao samba de raiz em meio à explosão do pagode romântico. Dona Ivone participou ativamente de projetos que buscavam preservar a tradição, sendo figura constante nos palcos cariocas e em programas musicais de prestígio.
Ainda nesse ano, compôs um jingle para a campanha de Wellington Moreira Franco nas eleições para o governo do Rio de Janeiro. O sucesso da canção foi apontado como um dos fatores responsáveis pela vitória do candidato sobre o opositor, o antropólogo Darcy Ribeiro.
Em 1987, Dona Ivone não lançou um álbum de estúdio com material inédito, mas o ano foi marcado por regravações importantes. Reeditou seu álbum “Ivone Lara” de 1985, fazendo releituras de clássicos como “Sonho Meu” e “Acreditar”, ambas em parceria com Délcio Carvalho.
Sua presença em shows e programas de televisão serviu como um pilar de resistência para o samba tradicional frente à crescente popularização de vertentes mais comerciais do gênero.
Em 1988, Dona Ivone não lançou um novo álbum de estúdio, mas gravou os sambas-enredo “Alô, Alô, Taí Carmem Miranda” e “Xica da Silva”, ambos de autoria de Anescarzinho do Salgueiro e Noel Rosa de Oliveira, no álbum duplo “Há Sempre um Nome de Mulher”, produzido por Ricardo Cravo Albin, vendendo 600 mil cópias apenas nas agências do Banco do Brasil.

O CENTENÁRIO DA ABOLIÇÃO
Esse ano marcou o “Centenário da Abolição da Escravatura no Brasil”. Sendo uma das figuras mais proeminentes da cultura negra e do samba, Dona Ivone tornou-se uma voz central nas celebrações e reflexões daquele período, e a canção “Sorriso Negro” (1981) imortalizada em sua voz, reafirmou-se como um hino de orgulho, e tornou-se um marco da cultura brasileira, perpetuando a resistência afro-brasileira.

Em 1989, participou do último projeto da “Sala Funarte Sidney Miller”, estrelando o quarto e último show da série “Quatro Bambas em Retrato 3X4”, escrito e dirigido por Ricardo Cravo Albin.

DONA IVONE LARA: A MÃE DE ANGOLA
A obra de Dona Ivone é um profundo mergulho nas raízes africanas. Ritmos como o samba de roda, o jongo e o partido-alto ganham vida em composições como “Axé de Langa” e “Roda de Samba pra Salvador”, que resgatam o universo musical dos morros cariocas de sua infância. Na letra de “Axé de Langa”, ela canta: “Vovô veio de Angola / Com seu mano Tio José / Trouxe cravos, trouxe rosas / Pra salvar filhos de fé”.
Essa conexão ancestral tornou-se literal nessa década de 1980, durante uma turnê pela África produzida por Fernando Faro. Ao desembarcar em Angola, a artista foi recebida com um carinho que a deixou atônita: o povo a chamava de “Mãe de Angola”. A sensação de pertencimento foi imediata. “Tive a impressão de que eu estava em casa”, relembrou em entrevista à TVE, destacando a forte emoção que sentiu ao visitar a Ilha do Mussulo.

Continuamos no próximo encontro.

No vídeo de hoje, ouviremos o samba “SORRISO NEGRO” (Jorge Portela, Adilson de Barro & Jair de Carvalho, 1981), interpretada por Dona Ivone Lara & Jorge Bem Jor (“Sorriso Negro”: Warner Music, 1981).

“Sorriso Negro”, imortalizado na voz de Dona Ivone Lara, como já vimos, tornou-se um hino de exaltação, resistência e orgulho da cultura afro-brasileira. Simboliza a resiliência diante de adversidades históricas, celebrando a alegria como forma de luta, emancipação e ancestralidade. A frase principal celebra o sorriso e o abraço negro como fontes de felicidade e afirmação do protagonismo negro na liberdade do Brasil.

Abraços,
Marcelo Gonçalves, Marcelo Gonçalves

Provided to YouTube by WM BrazilSorriso Negro (feat. Jorge Ben Jor) · Dona Ivone Lara · Jorge Ben JorSorriso negro℗ 1981 Warner Music Brasil Ltda.Vocals: Don...

NOITE  DO  KARAOKÊNesta quinta-feira (26/3), vai rolar nossa primeira Noite do Karaokê de 2026!Venha mostrar seu talento...
25/03/2026

NOITE DO KARAOKÊ

Nesta quinta-feira (26/3), vai rolar nossa primeira Noite do Karaokê de 2026!

Venha mostrar seu talento (ou só se divertir mesmo) aqui no Centro Cultural, a partir das 18:30h.

Escolha sua música e venha participar!

COMPOSITORES BRASILEIROS: Dona Ivone LaraParte 5Olá!Em nosso último encontro, vimos que Yvonne Lara fez história em 1965...
23/03/2026

COMPOSITORES BRASILEIROS: Dona Ivone Lara
Parte 5

Olá!
Em nosso último encontro, vimos que Yvonne Lara fez história em 1965 ao tornar-se a primeira mulher a integrar oficialmente a ala de compositores de uma escola de samba. Aos 44 anos, ela superou o preconceito de uma época restritiva ao assinar, junto a Silas de Oliveira e Antônio Bacalhau, o clássico samba-enredo “Os Cinco Bailes da História do Rio” para o ”G. R. E. S.” “Império Serrano”, conquistando o reconhecimento do público e da crítica no Carnaval daquele ano, rompendo as barreiras do machismo, e consolidando seu legado no samba.
Hoje, veremos sua consagração na década de 1970, as gravações de seus primeiros discos solos, suas composições gravadas por grandes cantores, e a conquista do seu lugar na Música Popular Brasileira.

CONSAGRAÇÃO

A década de 1970 marcou a consagração definitiva de Yvonne Lara, que transpôs as fronteiras do Carnaval para conquistar o cenário musical brasileiro.
Com a morte do parceiro musical Silas de Oliveira no início dessa década, encontrou em Décio Antônio Carlos (Mano Décio da Viola) um parceiro histórico, união que projetou sua obra para novos públicos.
Sua ascensão foi impulsionada por participações estratégicas na mídia de massa como nos programas de Chacrinha (TV Globo) e de Adelzon Alves (Rádio Globo), e redutos intelectuais como o “Teatro Opinião”, dividindo o palco com ícones como Nara Leão.
Aclamada pela crítica como uma das maiores melodistas do país, consolidou sua marca registrada: a criação de melodias sofisticadas que recebiam versos de seus parceiros de composição.
Sob a tutela de produtores como Osvaldo Sargentelli e Adelzon Aves, ela se firmou como uma das maiores melodistas do país.
Este processo de consagração teve um marco inicial em 1970, com sua participação no álbum coletivo “Sargentelli e O Sambão – Ao Vivo”, onde registrou parcerias com Mano Décio: “Agradeço a Deus” e “Sem Cavaco Não”.
Durante a década de 1970, Yvonne viajou à França com o “Império Serrano” para uma turnê internacional.

CURIOSIDADE:
Yvonne faltou ao trabalho como assistente social para realizar o sonho de cantar e desfilar em Paris. Ao retornar, foi confrontada pelo chefe, que havia descoberto a “escapada” através de uma foto sua na revista “O Cruzeiro”. Ele a avisou, de forma irônica, que ela seria suspensa caso tentasse usar uma doença como desculpa para a ausência.

A ORIGEM DO ‘DONA’

O nome artístico “Dona Ivone Lara” surgiu em 1970, na gravação do LP “Sargentelli e o Sambão – Ao Vivo”. Criado por Sargentelli e Adelzon, buscando profissionalizar e conferir imponência à cantora e compositora, que inicialmente relutou por se achar jovem demais para o tratamento. Abrasileiraram seu nome “Yvonne” para “Ivone”, e o “Dona” acrescentado ao seu nome firmou-se como um título de respeito e pioneirismo no samba.

1974: O ANO DA ASCENSÃO

O ano de 1974 foi um divisor de águas na carreira de Dona Ivone Lara, consolidando sua transição definitiva para os palcos.
Nesse ano, produzida pelos agitadores culturais Sérgio Cabral e Albino Pinheiro, Dona Ivone realizou seu primeiro show solo na boate “Monsieur Pujol”. Pouco depois, levou seu talento ao emblemático “Teatro Opinião”, onde foi acompanhada inicialmente pelo grupo “Nosso Samba” e, posteriormente, pelo “Exporta Samba”.
Também nesse ano, ao lado de Roberto Ribeiro, participou do “Projeto Pixinguinha”. No espetáculo, ela não apenas cantava, mas também resgatava suas raízes ao dançar o jongo, herança direta das tradições africanas e dos pontos de umbanda.
Ainda nesse ano, sua faceta como compositora ganhou ainda mais força através de outras vozes e registros fonográficos:
• Cristina Buarque: gravou as canções “Agradeço a Deus” e “Confesso”.
• LP “Quem Samba Fica”: Sob produção de Adelzon, Dona Ivone participou deste disco ao lado de nomes como Casquinha e Wilson Moreira, interpretando clássicos de sua autoria como “Tiê”.

TRAGÉDIAS FAMILIARES

O ano de 1975 foi marcado por tragédias familiares: Odir, o filho mais velho de Dona Ivone sofreu um grave acidente de carro, o que impactou profundamente a família, e nesse mesmo ano, Oscar, seu marido, faleceu em decorrência de um infarto fulminante.

1977: DEDICAÇÃO EXCLUSIVA À MÚSICA

Embora, Oscar nunca tivesse se oposto à carreira musical de Dona Ivone, ciumento, a mantinha com certa distância das rodas de samba, ambiente que ela tanto amava.
Passados dois anos da morte do marido, se aposentou em 1977, após ter dedicado 38 anos ao serviço público como Enfermeira e Assistente Social, e a partir de então ingressou oficialmente na vida artística, dedicando-se integralmente a música.

1978: O ÁPICE E A IMORTALIZAÇÃO DE “DONA IVONE LARA"1977:

O ano de 1978 marcou o início tardio, porém triunfal, da carreira artística exclusiva de Dona Ivone: seu disco solo de estreia, “Samba, Minha Verdade, Samba, Minha Raiz”, produzido por Adelzon Alves, é considerado até hoje por muitos, o ápice de sua discografia.
Com 12 faixas que exaltam suas raízes no “Império Serrano” e na “Prazer da Serrinha”, o disco revelou a força de seu canto e a parceria prolífica com Mano Décio. Curiosamente, foi nesse lançamento que o título “Dona” foi imortalizado: aos 56 anos, Ivone resistia ao tratamento por se achar jovem demais, mas à revelia da artista, Adelzon enviou a arte do disco para a gráfica com o nome “Dona Ivone Lara”. O pronome carinhoso não apenas ‘pegou’, como se tornou indissociável de sua majestade no samba.
Esse ano também marcou o encontro definitivo de Dona Ivone com o grande público através do samba “Sonho Meu”. Composta com Délcio Carvalho, outro parceiro constante, a canção tornou-se um fenômeno ao ser gravada por Maria Bethânia e Gal Costa para o álbum “Álibi”. O sucesso foi estrondoso: o LP de Bethânia ultrapassou a marca histórica de um milhão de cópias vendidas, imortalizando a composição de Dona Ivone como um dos maiores hinos da Música Popular Brasileira.

A ATRIZ

Nesse mesmo ano, enquanto estreava oficialmente na discografia brasileira, Dona Ivone também brilhava nas telas de cinema. Sob a direção de Iberê Cavalcanti, ela integrou o elenco de “A Força de Xangô”. No longa, a sambista interpretou ‘Zulmira de Iansã’, uma mulher profundamente apaixonada pelo personagem Tonho Tiê (Geraldo Rosa). A trama a colocava em embates memoráveis com rivais como Iaba — um exu personificado por Elke Maravilha — em um elenco de peso que contava ainda com ícones como Grande Otelo e Zezé Motta.

1979: CONSOLIDAÇÃO E CARREIRA INTERNACIONAL

Em 1979, novamente com produção de Adelzon, Dona Ivone lançou o LP “Sorriso de Criança”, que contou com os arranjos do maestro Nelsinho e as participações ilustres de Rosinha de Valença no violão e Clara Nunes no coro.
Embora seu primeiro disco não tenha sido recordista de venda, ela já desfrutava de um prestígio nacional consolidado. Seu verdadeiro trunfo eram as composições imortalizadas nas vozes de grandes nomes da Música Popular Brasileira como Caetano Veloso, Clara Nunes, Elizeth Cardoso, Elza Soares, Gal Costa, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Roberto Ribeiro. Prova disso é que, em nesse disco trouxe um ‘pout-pourri’ de clássicos autorais consagrados na voz de outros artistas — como “Sonho Meu” e “Acreditar”.
Nesse mesmo ano, fez uma temporada de shows em Paris, com o grupo “Brasil, Canta e Dança”.
Em 1980, lançou o LP “Serra dos Meus Sonhos Dourados”.

Continuamos no próximo encontro.

No vídeo de hoje, ouviremos o samba “SONHO MEU” (Dona Ivone Lara & Délcio Carvalho, 1978), interpretada por Maria Bethânoa & Gal Costa (“Álibi”: Polygram/Philips, 1978).

Lançada em 1978, “Sonho Meu” é uma composição de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho que se tornou um marco da música brasileira. A canção é um hino de saudade, resistência e esperança, utilizando a figura do "sonho" como um mensageiro para alcançar quem está distante.
Segundo o jornalista Lucas Nobile, na biografia “Dona Ivone Lara – A Primeira-Dama do Samba”, a música ganhou uma dimensão política profunda devido ao período em que foi lançada. Em meio ao debate acalorado sobre a anistia dos presos e exilados do regime militar, a letra — que fala sobre o desejo de reencontro e liberdade — acabou se tornando um dos símbolos da luta pela redemocratização.

Abraços,
Marcelo Gonçalves,

Provided to YouTube by Universal Music GroupSonho Meu · Maria Bethânia · Gal CostaAlibi℗ 1978 Universal Music LtdaReleased on: 1978-01-01Producer: Perinho Al...

COMPOSITORES BRASILEIROS: Dona Ivone LaraParte 4Olá!Em nosso encontro passado, observamos a atuação de Yvonne Lara na En...
12/03/2026

COMPOSITORES BRASILEIROS: Dona Ivone Lara
Parte 4

Olá!
Em nosso encontro passado, observamos a atuação de Yvonne Lara na Enfermagem e Serviço Social, e sua contribuição na área da Saúde Mental.
Hoje, veremos sua trajetória no samba, sua luta contra o preconceito e seu reconhecimento como sambista mulher.

A FORÇA FEMININA NO SAMBA
A trajetória de Yvonne no universo do samba confunde-se com a própria história do Carnaval carioca, tendo como ponto de partida a extinta “Escola de Samba Prazer da Serrinha”, onde seus primeiros passos no samba foram dados.
Sua paixão e devoção pelo Carnaval moldava sua vida profissional à folia, programando suas férias exclusivamente para se dedicar aos ensaios e desfile.

O ENFRENTAMENTO AO MACHISMO
Em 1945, aos 25 anos, Yvonne casou-se com Oscar Costa, filho do presidente da “Serrinha”, e mudou-se para o bairro de Madureira, consolidando seus laços com a escola. No entanto, o cenário musical da época era dominado por homens, e o machismo impunha barreiras severas às mulheres.
Para que suas composições fossem aceitas, ela recorria a um ardil estratégico: seus sambas e partidos-altos eram apresentados por seu primo, Mestre Fuleiro, como se fossem de autoria dele. Somente após as canções ganharem ampla aceitação nas rodas de samba, a verdadeira autoria era revelada.

A ASCENSÃO NO “IMPÉRIO SERRANO”
Com a fundação do “G. R. E. S. Império Serrano” em 1947, Yvonne integrou inicialmente a Ala das Baianas. Sua transição definitiva para o reconhecimento autoral aconteceu gradualmente:

• Parcerias de Peso: Conviveu e aprimorou seu talento com ícones como Aniceto, Mano Décio da Viola e Silas de Oliveira.
• Ruptura de Barreiras: Enquanto o papel tradicional das mulheres nas escolas era restrito ao de “pastoras” (responsáveis por memorizar e entoar as letras), Yvonne rompeu esse paradigma.
• A Ala dos Compositores: Após anos de contribuições invisibilizadas, foi oficialmente anunciada na Ala dos Compositores do “Império Serrano” em 1963 — um espaço até então restrito aos homens.

RECONHECIMENTO
O reconhecimento nacional de Yvonne consolidou-se em 1965, um ano emblemático em que ela rompeu as barreiras do machismo no samba. Ao compor e assinar o clássico “Os Cinco Bailes da História do Rio” para o “Império Serrano”, samba-enredo que comemorou os 400 anos da cidade, em parceria com Silas de Oliveira e Antônio Bacalhau, fez dela a primeira mulher a integrar oficialmente uma ala de compositores. Seu samba deu o vice-campeonato à escola, e é constantemente listado entre os melhores da história do carnaval.

CURIOSIDADES:
Em 1965, aconteceu o primeiro carnaval temático da história, com o objetivo de comemorar os 400 anos da fundação da cidade do Rio de Janeiro, todos os enredos foram sobre a cidade.
Também nesse ano, foi criado o Desfile das Campeãs no sábado posterior à apuração.

Mas, quais foram os cinco bailes?
1) Os 20 anos de fundação da cidade, em 1585;
2) A grande festa de mudança de capital do vice-reino do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro, em 1763;
3) A aclamação de Dom João VI como Rei de Portugal, Brasil e Algarves, em 1818;
4) O grande baile da Independência do Brasil, em 1822;
5) O último baile do Império, ocorrido na Ilha Fiscal, em 1889.

Sua ascensão não foi apenas uma vitória contra o preconceito, mas uma renovação estética: ela levou para o centro da criação o timbre e a dicção ancestral das pastoras de terreiro.
No final dos anos de 1960, ganhou notoriedade através das rodas de samba do “Teatro Opinião”, em Copacabana, onde sua música e sua voz conquistaram a intelectualidade e artistas como Nara Leão e Carlos Lyra, imortalizando-a definitivamente como a “Dama do Samba”.

Continuamos no próximo encontro.

No vídeo de hoje, ouviremos o samba-enredo “OS CINCO BAILES DA HISTÓRIA DO RIO” (Yvonne Lara, Silas de Oliveira & Antônio Bacalhau, 1965), interpretada por Dona Ivone Lara (“Histórias das Escolas de Samba – Império Serrano”: Discos Marcus Pereira, 1974).

“Os Cinco Bailes da História do Rio” é um icônico samba-enredo de 1965 da “Escola de Samba “Império Serrano”, composto por Dona Ivone Lara, Silas de Oliveira e Bacalhau. Numa atmosfera nobre e solene tal qual um grande baile, o samba narra em forma de poesia cinco bailes marcantes dos 400 anos da história do Rio de Janeiro.

Abraços,
Marcelo Gonçalves, Marcelo Gonçalves

Provided to YouTube by Acervo Digital MusicOs Cinco Bailes Da História Do Rio · Império SerranoHistória das Escolas de Samba - Império Serrano 1974℗ 1974 Ace...

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