15/04/2026
Eu preciso de mais tempo para falar sobre a mandioca, o córrego da prata, o fundãozinho… para falar sobre essa gente da bondade nesse pedaço de chão onde o desejo é substituído pelo encanto, e a realidade visceral é a simplicidade mais elevada. As vezes parece ser indizível, encontrar nessas pessoas situações onde Deus se manifesta com a sua face mais maravilhosa e pensar que eles nos enxergam com amor, que nos oferecem seus presentes com amor e que recíprocamos os tesouros da terra e os segredos ancestrais nessa doce vibração amorosa.
E tudo isso começou com aquele serviço de ajudar o seu Joaquim na roça de mandioca. Ele nos presenteou porque dissemos que queríamos plantar. Elas foram replantadas em vrindabhumi e pudemos oferecer nossas ramas para recuperar a roça do seu Joaquim, as nossas já estavam fortes na terra crescendo com quiabo, berinjela, feijão e tantos outros sonhos. Aquela roça que começou e que agora até nos alimenta. É indizível ver a terra brotando comida, em dois anos, nossa agrofloresta respirou fundo e floresce, guardiã dos mundos, trazendo essas informações do fundo da terra até a copa das árvores, entre as abelhas, os rios, os sorriso e o suor. Entre os corações e as histórias dos mais velhos, a floresta que testemunha tanta vontade de revolucionar este mundo de misérias.
O bhakti yoga é a revolução mais incrível que eu já vi.
Minha alma vibrando um serviço tão agarrado ao ideal de amar essa terra, como uma forma de servir a todas as entidades vivas.
Um ecossistema inteiro dançando entre os dedos de Deus, nós como suas testemunhas e servos, é muito mais do que um sonho, é a realidade escancarada, mais linda impossível.