Vênus em colisão

Vênus em colisão dois planetas chocavam-se mostrando que amor nunca foi calmaria, era colisão.

a gente cresceu. eu ainda me vejo em você, mas hoje somos tão diferentes.fico me perguntando se você gostaria de mim, as...
16/10/2025

a gente cresceu. eu ainda me vejo em você, mas hoje somos tão diferentes.
fico me perguntando se você gostaria de mim, assim, do jeitinho que sou. porque eu gosto, tenho orgulho de nós.
queria que as coisas tivessem sido um pouco mais fáceis pra você. conhecer o amor íntegro, livre, sem tantas condições para ser amado. talvez assim você sorrisse mais, não tivesse tanta vergonha de ser, só fosse.
era muito potencial. você enxergava todos esses sonhos grandes sendo podados aos poucos. e você quase deixou de sonhar.
mas um spoiler, você realizou um montão deles. lutou por você mesmo quando ninguém mais faria. encontrou o amor (dentro e fora). como eu disse, eu tenho orgulho de nós.
e dentre todas nossas diferenças, ainda guardo você dentro do peito. porque isso é uma coisa que você nunca deixou tirarem de você, esse peito enorme e essa capacidade de amar. você sempre acreditou no amor.

nem tudo que escrevo é público. na verdade, boa parte é privado. é sentimento não velado que extravasa, mas que vive den...
11/08/2025

nem tudo que escrevo é público.
na verdade, boa parte é privado. é sentimento não velado que extravasa, mas que vive dentro, enroscado e emaranhado em quem sou.
pensamentos distantes que escorregam linha fora para quem possa tocar, exaustos do enclausuramento, visando libertar.
é peso do peito que vira prosa; lágrima que vira verso, a vida transformando arte.
mas nem tudo que escrevo é público. não é alvo, é caminho; que guia pro peito e f**a escondido. guardadinho no tempo para me aquecer.

andei esbarrando em momentos ideais para colocar a minha cabeça no lugar. como se o universo suspirasse ao meu ouvido pe...
31/07/2025

andei esbarrando em momentos ideais para colocar a minha cabeça no lugar. como se o universo suspirasse ao meu ouvido pequenas confirmações de que a minha mente vaga pelo lugar certo.
a arte me rondando, artistas que pareciam viver dentro dos meus pensamentos, ecoando e replicando o que meu peito custava a soltar.
hoje li algo sobre aceitar e me inspirou. ficou tão claro ver que desencontros são encontros, ir embora é escolha irremediável que só nos resta aceitar. e eu aceitei.
aceitei que andei esbarrando exatamente no que eu preciso encontrar.

quanto tempo dura um coração partido?esse aperto no peito que transborda e escorre pelos olhos sempre que a lembrança in...
24/07/2025

quanto tempo dura um coração partido?
esse aperto no peito que transborda e escorre pelos olhos sempre que a lembrança incendeia a mente.
esse frio que vem pela ausência do teu corpo quente que já não aquece mais o meu.
a torcicolo causada por superfícies desconfortáveis que não poderiam me envolver como o seu peito e o seus braços.
as fotos, um pouco da sua arte, a miniatura de coração feita de arame, todos os pequenos detalhes que ainda vive você.
seu cheiro, o seu riso, sua voz cantando baixinho, o tom do seus suspiro e o seu olhar que um dia já me olhou com tanto brilho. tudo aquilo que não era palpável, mas era impossível de apagar.
era tanta falta que eu só queria saber: quanto tempo dura um coração partido?

eu achei que não ia chorar. achei que com as doses homeopáticas, a dor não seria tão latente. mas ela veio avassaladora,...
23/07/2025

eu achei que não ia chorar. achei que com as doses homeopáticas, a dor não seria tão latente. mas ela veio avassaladora, avalanche derrubando tudo.
entender as coisas não faz com que elas fiquem mais fáceis de absorver.
quem diria que esse seria o único momento que a gente não tivesse nada mais a dizer, logo a gente que sempre disse tanto, que sempre teve ânsia de compartilhar a vida um com o outro. no fim, só restou silêncio.

eu sou um amontoado de tanto que jamais poderia ser tão pouco. sou desencontro, ausência, história passageira, abandono,...
25/06/2025

eu sou um amontoado de tanto que jamais poderia ser tão pouco.
sou desencontro, ausência, história passageira, abandono, surto coletivo. também sou abrigo, quarto quente em dias frios, afeto, acolhimento, escolha.
sou a ambivalência de ser, vivendo na dualidade de ver e ser visto, a bifurcação na perspectiva.
eu sou aquilo que vivo. em todas as nuances, em todas as histórias. nas vírgulas e nos pontos finais, eu existo.
e tudo que sou, me faz. aquilo que dói, fere e arde, e aquilo que acalenta, acolhe e cura.
todo esse caminho me trouxe até aqui. só sou tanto por cada pouco que cruzei.

eu quis ser poesia. escrever como quem tira do peito, lava a alma. expressa bonito, sente bonito, sonha bonito.eu quis s...
29/05/2025

eu quis ser poesia. escrever como quem tira do peito, lava a alma. expressa bonito, sente bonito, sonha bonito.
eu quis ser poesia. pra ver se assim alguém não me esquecia. tocar o peito com a delicadeza de quem morde pra marcar, não pra machucar.
seria eu poesia? uma dessas de amor, intensidade vazando pelos poros. transformando cotidiano em arte. suave, mas certeira; sútil, mas sagaz.
no fim, eu sou apenas uma poesia. amo como necessidade básica, escrevo como respiro.

eu ensaiei tanto essa conversa na minha cabeça. passei e repassei cada um dos pontos. eu tinha muito a dizer.será que va...
25/03/2025

eu ensaiei tanto essa conversa na minha cabeça. passei e repassei cada um dos pontos. eu tinha muito a dizer.
será que vale tanta palavra? a ausência delas já me é tão esclarecedora. aos poucos o silêncio virava evidência. o seu não dizer começou a gritar aos meus ouvidos. o que eu tanto ansiei ouvir para aclarar, hoje fazia até eco.
enquanto os meus olhos passavam a enxergar, o entorno reforçava. as palavras não ditas por você proferidas na visão de uma amiga, um texto de um autor que nunca tinha ouvido falar, ou a letra de uma canção de uma das suas cantoras favoritas.
eu ensaiei tanto essa conversa, me agarrando a desfechos onde você dizia o que eu queria ouvir. o máximo, sem mais do mínimo. explicações, compromisso, espaço.
eu ensaiei tanto essa conversa, por dias e horas, eu tinha muito a dizer, mas perdi a voz.

eu vi o anoitecer chegar. sem pressa, sentado na areia, maresia no ar, o som do mar preenchendo o vazio. tudo era calmar...
05/02/2025

eu vi o anoitecer chegar. sem pressa, sentado na areia, maresia no ar, o som do mar preenchendo o vazio. tudo era calmaria e solidão.
sozinho nesse recorte de tempo. respirando fundo, lento, o peito em compasso com a natureza.
me larguei na calma, alimentando a alma, o céu colorindo para descolorir, e começar a brilhar. aguardei o último raio de sol desaparecer no horizonte e a primeira estrela aparecer.
sem pressa de ver a vida passar.

não tem para onde correr, a saudade bate forte. tentei fugir e ela me encontrou. parece que colocou um gps no meu peito ...
29/01/2025

não tem para onde correr, a saudade bate forte. tentei fugir e ela me encontrou. parece que colocou um gps no meu peito e me segue pra onde eu for.
o exterior não facilita, parece que tudo que me cerca tem um pouco de você para lembrar.
é bom saber que te quero tanto que os milésimos de segundos já me fazem ansiar te reencontrar. o difícil é lidar com a ausência que me bate sem saber a hora que isso iria cessar.

cantei baixinho, com cuidado para ninguém escutar. não queria que os versos pudessem alcançar o espaço que te deixei. um...
27/01/2025

cantei baixinho, com cuidado para ninguém escutar. não queria que os versos pudessem alcançar o espaço que te deixei.
um dia foi sala arejada, janela aberta, o ar circulando e espelhando você pelos quatro cantos. hoje é solitária, espaço apertado, escondido, para que nem eu mesmo possa acessar.
o pandeiro remexia, sacudia. terminou onde começou, sambando. não existia percussão que pudesse fazer-nos persistir.
cantei baixinho o nosso samba favorito. um dueto cantado, hoje, por um: só.

eu não quero ser apenas o seu co***lo de domingo, quando a carência aperta o peito e você vem me procurar. não sou a sob...
22/09/2024

eu não quero ser apenas o seu co***lo de domingo, quando a carência aperta o peito e você vem me procurar.
não sou a sobra, aquele que ganha espaço apenas quando não se tem algo mais interessante para ocupar.
migalhas não saciam fome, apenas nos lembram que ela está ali e que não se satisfará.
eu mereço alguém que realmente queira estar.
nas quartas, quando a semana é maluca, mas nosso encontro é repouso.
nos dias de verão, com a cidade em festa, e a gente festejando por aí.
nas tardes de carinho, que transborda e mesmo satisfeitos anseiam-se mais.
eu anseio que a vida seja banquete.

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