16/04/2026
BOLSONARISMO INFILTRADO NO MASTER
O Ministério Público identificou indícios de que o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, teve papel central na viabilização da aquisição de carteiras consideradas fraudulentas pela investigação no caso do Banco Master. Segundo a apuração, ele teria atuado diretamente para permitir a operação. Em contrapartida, de acordo com o órgão, Costa teria recebido vantagem indevida por meio da transferência de seis imóveis de alto padrão localizados em SP e no DF. Os bens são avaliados em R$ 146,5 milhões, dos quais cerca de R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos, conforme os elementos reunidos até o momento.
Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa foi nomeado presidente do Banco de Brasília (BRB) no início de 2019, indicado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), no início de seu primeiro mandato. A indicação foi consolidada para a gestão de 2019-2022. Antes de assumir o BRB, foi vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital da Caixa Econômica Federal.
Ibaneis Rocha, por sua vez, bolsonarista de carteirinha, com fortes indícios de coparticipação aos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro, foi convocado pela terceira vez a depor na CPI do Crime Organizado, juntamente com Cláudio de Castro (PL-RJ), pois não compareceram às reuniões anteriores, mas foi desobrigado a depor na CPI pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal atendendo ao pedido dos advogados de Ibaneis. De acordo com o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a convocação de Ibaneis Rocha era necessária para prestar esclarecimentos sobre as negociações do Banco Regional de Brasília para a compra do Banco Master. O negócio foi impedido pelo Banco Central, que liquidou o Master em 2025 por fraudes financeiras e enviou as suspeitas à PF e ao Ministério Público Federal.
Fontes: FSP e Carta Capital