Sarau do Quintal

Sarau do Quintal Associação Cultural e Educacional desenvolve projetos educacionais com livros (Gelotecas) nos pos

Mario Neves28 de novembro de 2017  · UMA CARAVANA DE ARTE À ASTORGAPor Pero Vaza CaminhoUma caravana artística organizad...
08/12/2024

Mario Neves
28 de novembro de 2017 ·
UMA CARAVANA DE ARTE À ASTORGA
Por Pero Vaza Caminho
Uma caravana artística organizada pela Casa Amarela–Espaço Cultural, não atravessou nenhum oceano, apenas cruzou um rio de grande porte chamado Paranapanema, que separa os estados de São Paulo e Paraná, E eu, estou aqui a contar e relatar um pouco dessa viagem cultural até a acolhedora cidade de Astorga, situada no centro norte do estado das araucárias.
A origem do nome dessa cidade alvo da nossa caravana tem duas versões, as quais é preciso pesquisar e ver qual a verdadeira: Primeira seria porque o agrimensor russo da Companhia Melhoramentos responsável pelos primeiros loteamentos do lugar, girando um globo terrestre e parar com o dedo indicador sobre Astorga um município espanhol escolheu o mesmo para dar nome à nova cidade; outra que seria uma homenagem feita a um inglês diretor da Cia de Terrras do Norte do Paraná, natural do Condado de Astorga na Inglaterra.
Foi combinado sair de São Paulo, às dez horas, mas isso só aconteceu quando passava do meio dia. Três carros com quatro pessoas em cada um deixaram o São Miguel para um abraço fraternal a Astorga, seu Primeiro Sarau, á família Peixoto, à música, à poesial e à arte em geral.
Pouco mais de meia hora de estrada surge a primeira dificuldade, um dos carros se desgarrou tomando outra direção. Depois de contatos telefônicos o grupo se reuniu novamente no quilometro 36 da Rodovia Castelo Branco. Retomamos a jornada e demos uma esticada razoável vencendo muitos quilômetros em direção ao nosso destino e fizemos uma parada para alimentação no “Bar do Alemão” no município de Pardinho, bar tido como o imitado, mas jamais superado. Sei não. O forte de alemão é cerveja, mas este bar anunciava uma cachaça artesanal - produto orgânico - que deixou a Akira com água na boca, mas como estava dirigindo infelizmente não pode provar. Por não poder tomar a “caninha” Akira pediu após o almoço um café, mas com a mente voltada para a outra bebida, distraído colocou sal no café. Provou e sentiu um gosto estranho e ofereceu o café ao Rafael Carnevalli que tomou com gosto um generoso gole e exclamou: - Este café está salgado! O que causou uma uníssona gargalhada dos doze que ali almoçavam, inclusive do proprio Akira, que se desculpou pelo seu engano, entre o sal e açúcar tão semelhantes no parecer e tão distintos no sabor.
Novamente na estrada o grupo retomava a jornada de malucos pela arte, como dizem muitos, que não entendem ser normal aceitar um convite para participar de um “Primeiro Sarau do Quintal” numa cidade distante a quase setecentos quilômetros de São Paulo. Malucos ou não estavam todos felizes e de peito aberto como dizia Akira Yamasaki!
Aqui relato fatos que fui testemunha ocular, aos quais me responsabilizo e também alguns que apenas ouvi alguém contar e como quem conta um conto aumenta um ponto e também num grupo de escritores de imaginação fértil tudo pode parecer verossímil, ou não.
Mario Neves um dos poucos do grupo que não bebe, talvez por isso, foi armada a sua cama junto à geladeira para vigiar a cerveja. Segundo me contaram, lá pelas tantas, Rafael Carnevalli veio na ponta dos pés visitar a geladeira e num vacilo deixou cair um engradado que felizmente não atingiu quem dormia à frente da geladeira, mais atingiu os óculos dele, deslocando uma de suas lentes, que foi recolocada posteriormente pelo exímio José Pessoa que a cada dia se revela mais. Aliás, os óculos do Mario deu o que falar. Ao tomar banho Neves esqueceu os óculos na pia do banheiro. Sabrina Lopes o encontrou. Sabedora que era do Mario a ele o devolveu e na outra área do quintal ela comentou o fato. Lembrando Drummond disse: - Havia um óculos na pia do banheiro, na pia do banheiro havia um óculos. Henrique Vitorino já afirmava que os óculos não estavam na pia e sim dentro do vaso sanitário. Rafael Carnevalli então disse que deram descarga e que tudo foi pelo ralo e que Henrique Vitorino dando uma de Usain Bolt saiu em disparada e a quatro quarteirões rua abaixo resgatou os óculos numa boca de lobo. Ufa!
Às duas horas de atraso no início da jornada fez muita falta no final, era pretensão chegar a Astorga dia claro e escureceu quando ainda estávamos rodando por Londrina. Íamos em comboio e durante o dia era fácil visualizar os carros. Akira liderava o pelotão e em alguns momentos na passagem pelos postos do pedágio João Caetano assumia a ponta. Numa destas alternâncias Akira pensou que fosse o último e que tinha Lis Rabelo a frente e João Caetano liderando, e vendo um carro semelhante ao de Lis pisou fundo, mas quanto mais pisava percebia que o carro perseguido se distanciava, foi quando percebeu que aquele carro não era e nem podia ser o de Lis, a menos que ela tivesse tido algumas aulas de pericia e velocidade com algum piloto de formula um. Lis Rabelo estava para trás e vinha se desdobrando e usando tudo que sabia de volante e acelerador para não perder Akira de vista. João Caetano do Nascimento fechava a fila à procura de visualizar a sua frente os volantes audazes.
De dia tudo é mais fácil, mas na escuridão da noite, todos os gatos são pardos e o que se via a frente eram apenas luzinhas vermelhas que não identificavam ninguém. O carro de João Caetano seguia o de Akira e não o GPS e num trecho escuro com muitos caminhões na pista e numa via não dupla, no breu da noite João Caetano, Sacha Arcanjo, Zulu de Arrebata e Mario Neves perderam o contato com o comboio, também não perceberam a entrada para Maringá que os levaria a Astorga e foram a cento e vinte por hora em direção a Curitiba, rodando em rota errada.
Quando toca o telefone: Rosinha Morais chamando - Onde vocês estão? – Num viaduto reponde Sacha. Nós num posto Ipiranga retruca Rosinha. Nisso surge um posto Ipiranga à frente, que infelizmente não era o mesmo posto deles, onde o frentista informou que a entrada para Astorga havia ficado uns vinte quilômetros atrás. Deu as coordenadas de como chegar ao ponto, que foram bem captadas pelo piloto João Caetano do Nascimento, que retornando os vinte quilômetros extras embicou no sentido a Maringá, encontrando os outros dois carros no Posto Costelão em Rolândia já próximo ao destino final.
Logo estaríamos na terra natal de Milton Luna e da fantástica família Peixoto que tanto nos encantou. Ao entrar na cidade nosso anfitrião diante de um carro preto acenava os braços dando as boas vindas e a seguir escoltou os visitantes até o local onde aconteceria a grande festa.
Darc Maia e Maria Elielza foram espertos, vieram antes no conforto e no charme de um ônibus de dois andares estilo londrino e de camarote aguardavam a chegada da comitiva de São Paulo.
Os dias aqui passados foram de personalidades, entrevistas nas emissoras de rádio de manhã e a tarde. Henrique Vitorino foi uma grande atração cantando de sua autoria “O Gaguinho Apaixonado”, já Sacha Arcanjo, Darc Maia, Zulu de Arrebata dispensam comentários, sucesso total, todos sempre bem apresentados pelas palavras elegantes e sem limites de Milton Luna. Sabrina Lopes que fazia aniversário teve o natalício comemorado tantas vezes quanto aos seus anos de vida. Parabéns mais uma vez Sabrina.
O sarau começou como sempre acontece, com um ligeiro atraso e com um grupo de rock da cidade e a seguir vieram outras atrações, mas veio também a chuva. Astorga que tem um dos céus mais lindos do planeta, tanto que foi muito fotografado por Lis Rabelo que se encantou com ele. Mostrou-se que na vida o belo também chora e o céu de Astorga chorava mansinho abençoando a festa. Depois de momentos de estio, a chuva voltava e o fez por três vezes, cumprindo uma advertência feita pelo João Caetano do Nascimento ao Milton Luna dizendo que São Pedro não era confiável e que costumava negar três vezes.
No início o tempo estava firme, apenas uma nuvem escura no céu e segundo as más línguas a culpa da chuva foi da Rosinha Morais, que ao homenagear um poeta da terra, declamou numa bela e representativa performance um poema desse autor que falava da água. Por falar em água Rosinha precisava de um copo de água para sua apresentação e levou um copo do precioso liquido ao palco. Milton Luna o mestre de cerimônia com a garganta seca pensou que era pra ele e bebeu a água. Foi preciso que Sandra Peixoto providenciasse outro copo com água para a Rosinha e ela só soube que a mesma estava estupidamente gelada, quando a derramou sobre a sua cabeça num dos momentos mais significativos de sua apresentação. Foi tão sublime esta oração poética à água da Rosinha que a chuva não resistiu e caiu de leve para depois se encorpar.
Após um intervalo devido à chuva o sarau recomeçou apesar da intempérie ora branda, ora forte e foi até as onze horas da noite.
Henrique Vitorino foi muito requisitado, cantou várias músicas no palco e fora dele, se ele não cantou aquele samba que tem um refrão que diz: “Bendito seja! Bendito seja, o alemão que inventou a cerveja”, mas ele tomou todas e foi notada a sua ausência na parte final do evento. Soube-se depois que ele dormia se curando da ressaca, enquanto lá fora o sarau corria solto.
Anoiteceu e amanheceu e o Sacha Arcanjo logo cedo acordava o pessoal. Café da manhã. bate papo final, e despedida de uma família magnífica. Por volta das nove horas da manhã iniciamos o regresso.
Se fosse relatar aqui tudo, os risos soltos, a cumplicidade, a amizade a arte de cada um a confraternização de visitados e de visitantes, por certo faltaria espaço e para não me alongar mais do que já me alonguei fico por aqui dizendo que deixamos a nossa gratidão e os nossos passos gravados nesse sagrado quintal de Astorga e levamos o carinho e a lembrança imorredoura da família Peixoto que tão bem nos recebeu.
Viva a arte! Viva a música! Viva a poesia! Viva a família Peixoto! Viva nós!
São Paulo -Astorga - 24/ 25/ 26/ de Novembro de 2017.
Escrivão da caravana: Pero Vaza Caminho

25/11/2024

Hoje nosso Sarau do Quintal comemora sete anos de caminhada....
Salve a Cultura!!!

Send a message to learn more

"AVE MARIA POÉTICA" (Milton Luna)Participação: Sandra Nobre Peixoto de Luna Peres, Nubia Cabau, Sônia Mendes Ferreira, C...
03/10/2024

"AVE MARIA POÉTICA"
(Milton Luna)
Participação: Sandra Nobre Peixoto de Luna Peres, Nubia Cabau, Sônia Mendes Ferreira, Claudemir Billy Dada, Luciano Huzek, Mario Nobre Peixoto Luna, Frei Sidney Drozino.
Local: Santuário Nossa Senhora Aparecida Astorga - Paraná
Realização: Governo Federal - Ministério da Cultura - Lei Paulo Gustavo
Astorga/PR, 29 de setembro de 2024

Ave Maria Poética ( Milton Luna)Participação: Milton Luna - Sandra Nobre Peixoto de Luna Peres - Sônia Mendes Ferreira - Nubia Carla Ferreira Cabau - Claudem...

ZEZA AMARAL, meu velho e querido amigo. o "Lampião do Céu" continuará iluminando o nosso Sarau do Quintal.Descansa em pa...
03/10/2024

ZEZA AMARAL,
meu velho e querido amigo.
o "Lampião do Céu" continuará iluminando o nosso Sarau do Quintal.
Descansa em paz, companheiro!

06/07/2023
28/11/2021

VOLTAMOS COM NOSSO SARAU DO QUINTAL...
DIA 04 DE DEZEMBRO DE 2021
A PARTIR DAS 16 HORAS...

ELEIÇÕES 2020 - ASTORGA / PR
12/11/2020

ELEIÇÕES 2020 - ASTORGA / PR

ELEIÇÕES 2020 EM ASTORGA / PR
06/11/2020

ELEIÇÕES 2020 EM ASTORGA / PR

ELEIÇÕES 2020 EM ASTORGA
03/11/2020

ELEIÇÕES 2020 EM ASTORGA

ELEIÇÕES 2020 - ASTORGA PR
30/10/2020

ELEIÇÕES 2020 - ASTORGA PR

Endereço

Rua Espírito Santo/30/Vila Olívia
Astorga, PR
86730-000

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Sarau do Quintal posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar