29/03/2026
Hoje eu olho para as minhas marcas
e não vejo apenas pele marcada eu vejo capítulos.
Cada marca aqui tem voz.
Algumas nasceram de escolhas impulsivas,
outras de caminhos que eu insisti mesmo sabendo que não eram os melhores.
Teve dor, teve queda, teve silêncio…
e teve momentos em que eu mesmo me perdi de mim.
Mas o que antes eu chamava de erro,
hoje eu reconheço como processo.
Porque a verdade é dura, mas liberta:
eu precisei passar por tudo isso para quebrar versões minhas que não cabiam mais no homem que estou me tornando.
Essas marcas são testemunhas de um tempo em que eu ainda não entendia o peso das minhas decisões.
De um tempo em que eu confundia liberdade com ausência de direção.
De um tempo em que eu buscava fora aquilo que só poderia ser construído dentro.
E mesmo assim… eu continuei.
Continuei mesmo quando não tinha clareza,
continuei mesmo carregando consequências,
continuei mesmo tendo que encarar no espelho alguém que precisava mudar.
E foi aí que tudo começou a se transformar.
Hoje eu não romantizo o erro,
mas também não nego o que ele me ensinou.
Porque foi na dor que eu aprendi responsabilidade.
Foi nas perdas que eu entendi valor.
Foi nos excessos que eu descobri limites.
E foi no fundo que eu encontrei a necessidade real de subir.
Essas marcas não são só cicatrizes…
são lembretes vivos de que eu não sou mais o mesmo.
No meu aniversário, eu não celebro apenas mais um ano de vida.
Eu celebro a consciência que chegou.
Celebro a coragem de assumir minhas falhas sem fugir delas.
Celebro o amadurecimento que não veio fácil, mas veio verdadeiro.
Porque crescer dói…
mas permanecer o mesmo custa a alma.
Hoje eu escolho diferente.
Penso diferente.
Caminho com mais propósito.
E se ainda existem marcas,
é porque existiu luta.
E se existiu luta…
é porque existe força.
Feliz novo ciclo pra mim.
Mais consciente, mais firme, mais inteiro.
Eu não apago o passado… eu evoluo a partir dele. #35