24/05/2026
Um El Niño muito forte pode estar se formando no Pacífico. E dessa vez o alerta não vem de boato. 🌊
Segundo a NOAA, as condições no Pacífico equatorial ainda estavam neutras em maio de 2026, mas a chance de formação de El Niño nos próximos meses subiu bastante: 82% entre maio e julho, com alta probabilidade de continuar até o fim do ano.
Isso não significa que já exista oficialmente um “Super El Niño”.
Esse termo é usado de forma popular para eventos muito intensos, mas não é uma classificação operacional padronizada pela Organização Meteorológica Mundial. O que os modelos mostram, por enquanto, é um sinal forte de aquecimento no Pacífico, com possibilidade de um evento intenso, mas ainda com incerteza sobre o tamanho real que ele vai atingir.
A NOAA também aponta que há muito calor acumulado abaixo da superfície do Pacífico equatorial, especialmente nos primeiros 300 metros do oceano. Esse calor pode alimentar o desenvolvimento do El Niño se a atmosfera responder da forma esperada.
Um El Niño forte não acontece num planeta “normal”.
Ele se desenvolve em um mundo que já está mais quente por causa do aquecimento global. Isso aumenta o risco de impactos mais intensos, como ondas de calor, mudanças nos padrões de chuva, secas em algumas regiões, chuvas extremas em outras e efeitos sobre agricultura, recursos hídricos e incêndios.
Ainda não dá para afirmar que será o mais forte desde 1877. Também não dá para dizer que é 100% certo.
Mas os principais centros climáticos estão apontando para um cenário sério, um El Niño provável, possivelmente forte, surgindo em um planeta que já está perigosamente aquecido.
E se ele realmente ganhar força no fim de 2026, os efeitos globais podem ser ainda mais sentidos em 2027.
Fontes: NOAA, WMO, ECMWF/Copernicus, Carbon Brief