05/10/2022
Só amamos e somos amados de verdade quando nos permitimos ser vulneráveis. Vulnerável no sentido de compartilhar os medos, as experiências, as inseguranças, aquilo que nos alegra, que nos entristece, de nos apresentar como realmente somos.
Ficar vulnerável é um risco que precisamos correr se quisermos experimentar uma verdadeira conexão. E os riscos são reais. Você pode se machucar. No entanto, não existe um caminho para a proximidade e a conexão que evite a vulnerabilidade. Ela é o ingrediente chave para relacionamentos fortes e seguros. É como decidir entregar um pedaço do seu coração a alguém em quem você confia, sem nenhuma garantia do que essa pessoa fará com isso. Mas quando a pessoa com quem você se abre recebe essa parte do seu coração e delicadamente a enfia no bolso do peito para guardá-la, você constrói um vínculo seguro com essa pessoa.
O medo de ser exposto, rejeitado e/ou machucado pode fazer com que a pessoa se esconda atrás de uma máscara. Com isso, o que se conquista são relacionamentos superficiais. Quando resistimos à vulnerabilidade impedimos que nos conheçam totalmente e, com isso, o que atraímos são “conexões” superficiais cuja base é o personagem que criamos. Só quem se permite ser visto atrai conexões reais. “Quando fechamos nossa vulnerabilidade, somos protegidos da dor, mas também somos protegidos do amor, da intimidade e da conexão. Eles vêm até nós pela mesma porta. Se você se machucar, o desejo de se fechar e de se esconder pode surgir, eu sei. Você pode decidir nunca mais ficar vulnerável. Mas quando nos fechamos para os riscos, também nos fechamos para as possibilidades de alegria, intimidade, proximidade, gratidão e conexão. Desta forma, por que não escolher ver o fato como ele realmente é?
Quero dizer, uma incompatibilidade de pessoas, um redirecionamento, um aprendizado, um acontecimento.
Embora seja mais fácil falar do que fazer, a profundidade da conexão com nosso(a) parceiro(a) depende do grau em que decidimos mostrar nossa vulnerabilidade.