AteliÊ Inculca

AteliÊ Inculca Inculca é um ateliê no qual se reúnem artistas, fotógrafos e videomaker para realizar experiências Estúdio fotográfico, ateliê e galeria de arte

Conexões memoriais entre duas vitrines das artes*Antônio da CruzEste ano a Galeria de Arte J. Inácio completa 44 anos. N...
23/12/2025

Conexões memoriais entre duas vitrines das artes

*Antônio da Cruz

Este ano a Galeria de Arte J. Inácio completa 44 anos. No próximo, a GAAS, Galeria de Arte Álvaro Santos, faz 60 anos. São dois espaços culturais que se dispõem como vitrines estimuladoras dos nossos talentos, com as quais quase todos os artistas sergipanos de alguma forma se envolvem.
Para não haver confusão é importante lembrar que a GAAS f**a na praça da matriz, no centro de Aracaju e a Galeria de Arte J. Inácio f**a instalada no segundo andar da Biblioteca Pública Epiphânio Dória, Rua Vila Cristina, Bairro São José.
A minha memória me diz que conheci Álvaro Santo, quando eu ainda criança, o vi parado, pintando, apoiado em uma bicicleta de pneus tão finos que me impressionaram, nas imediações da Vila de Rita Peixe, na antiga e estreita Estrada do S**o, que interligava os bairros 18 do Forte e Santos Dumont. Isto, entre 1960 e 61, quando eu tinha aproximadamente 5 anos de idade. Hoje inexiste a vila, e a estrada se transformou na larga Avenida Visconde de Maracaju, onde f**a o terminal de integração do mesmo nome. Noutra oportunidade falarei mais sobre Álvaro Santos.
A foto em evidência, acima, pode ter sido feita em 2002, na GAAS, Galeria de Arte Álvaro Santos. Estou posando com o artista plástico mais popular de Sergipe que conheci: J. Inácio. Dele adquiri a tela da imagem. Sobre ele também fiz duas crônicas e lhe dediquei uma obra simbiótica, "A Garça", com o corpo definido apenas pela silhueta, enquanto as asas são formas representando folhas de bananeira, tema frequente das suas pinturas.
A Garça foi arrematada pelo Sr. Carlos Pina, em um leilão beneficente, conduzido por Marcelus Fonseca, na então Sociedade Semear, no ano de 2007, cuja renda foi destinada ao próprio J. Inácio. Vários artistas contribuíram para acontecer o leilão, organizado o por Cita Domingues. As pessoas que o conheciam tinham muito carinho por ele. No período em que estive na gestão da GAAS, 2001/2005, Inácio era recebido com muita atenção e respeito. Ele chegou a ter um cantinho para pintar, no terraço existente, a varanda do andar superior. Era uma deferência a um ícone da nossa cultura. Por vezes, a meu convite, íamos almoçar juntos nos restaurantes populares do centro.
Entre dois mil e um e dois mil e cinco foi também um período em que muitos jovens artistas puderam realizar sua primeira exposição individual. Passar pela GAAS equivale a se submeter voluntário e ansiosamente a um rito de passagem para ingressar na vida artística. Basta, para isso, compor o elenco de uma exposição coletiva. Ser selecionado e premiado no Salão dos Novos é sentir-se catapultado ao estrelato, enquanto fazer uma individual é o máximo de satisfação.
A presença de J. Inácio na GAAS era motivo de alegria e boa prosa. As histórias das suas aventuras e seus poemas eram sempre narrados por ele com muito bom humor. J. Inácio e Álvaro Santos são nomes que precisamos tê-los na memória; são valores importantes na história da Arte.

* - Artista visual, cenógrafo, integra o Fórum Permanente de Artes Visuais e é membro da Academia de Letras de Aracaju.
Foto: Adelci Freire Ver menos

Tenho uma série de obras constituídas por partes bidimensionais  e tridimensionais. É um desafio mantê-las juntas se que...
20/12/2025

Tenho uma série de obras constituídas por partes bidimensionais e tridimensionais. É um desafio mantê-las juntas se quem cuida delas não entrou em sintonia com a poética que sugere uma transmutação de um plano para outro, e, por assim ser, as partes devem estar sempre juntas para que se complete, por exemplo: uma alegoria. Nesta obra, a sugestão do artista para uma leitura simbólica é de que haja esforço da humanidade em proteger a flora.

Título: Resgate
Autoria: Cruz
Técnica: Modelagem no aço carbono e inoxidável
Dimensões: Variadas (+-3mx1,10x0,25m)
Ano: 2000
Acervo da Petrobrás/FAFEN

Esta obra homenageia os trabalhadores petroleiros. É referenciada na luta destes trabalhadores e no acidente da platafor...
19/11/2025

Esta obra homenageia os trabalhadores petroleiros. É referenciada na luta destes trabalhadores e no acidente da plataforma P36, que matou diversos membros da brigada de incêndio, inclusive 3 sergipanos. A plataforma afundou no dia 18 de março de 2001, a uma profundidade de 1200 metros e com estimadas 1500 toneladas de óleo ainda a bordo.
Título: "Contra todas as forças que nos oprimem". Autor: Cruz. Técnica: modelagem em aço. Dimensões: 5,00mx2,00mx1,50m

16/11/2025

A querida .arte em ação, anunciando a Expoarte, no Inculca. Visitação das 10 às 18 horas, de segunda a sábado, até o dia 25 de novembro. Rua Dr. Áureo Dias Galvão, 137, Inácio Barbosa, Aracaju -SE.

Título: O voo de Ícaro; Autoria: Cruz; Tecnica: Foto digital com incidência de luz de LED sobre "holoesgrafito"; Dimensõ...
25/10/2025

Título: O voo de Ícaro; Autoria: Cruz; Tecnica: Foto digital com incidência de luz de LED sobre "holoesgrafito"; Dimensões: 30cmX40cm; Ano 2005.

Nota 1- Holoesgrafito é o termo usado para designar as minhas gravuras em metal, que possuem efeito visual próximo ao da holografia, e o desenho é feito com esgrafito, (retira a camada de pátina e aparece a cor do metal), cuja técnica é a "Gravação em RPM". Isto porque, eu uso ferramentas rotativas para fazer os desenhos nas matrizes.

Nota 2- Com a incidência da Luz sobre a matriz obtenho imagens como essas. Quando impressas em "fine art", eu tenho o equivalente às gravuras tradicionais, só que, como não são fieis às matrizes, por conta das cores-luzes, eu as denomino de "Derivadas"

Em síntese, pode-se dizer que é uma pintura com luz e não com pigmento.

Preservando a história.No dia primeiro de agosto o Museu Histórico de Sergipe - MHS - reabriu suas portas após a longa e...
02/08/2025

Preservando a história.

No dia primeiro de agosto o Museu Histórico de Sergipe - MHS - reabriu suas portas após a longa e estruturante reforma de três anos, incluindo a restauração do acervo. Além dos discursos das autoridades houve apresentação musical e exposições de arte, como “Afinidades Gravadas”, uma coleção de gravuras da Professora do Curso de Artes Visuais da UFS, Márjorie Garrido, sob curadoria da própria, em cujo conceito são estabelecidas as afinidades entre o trabalho de nomes como o de J. Borges e Cildo Meireles e o dos jovens talentosos como Sabrina Silva e Wendell Campos, revelações entre tantos bons gravadores sergipanos.

A exposição “Originários”, de Dom Pepe, residente em São Cristóvão, se insere nas muitas agradáveis surpresas deste artista, com obras produzidas a partir de objetos prontos descartados, assim como as peças metálicas, mas que encontram nobreza em suas mãos, na medida em que ele os converte em objetos artísticos inusitados. Neste trabalho do Dom Pepe existe um apelo ecológico, onde se aplicam perfeitamente os conceitos de reaproveitamento e reciclagem. Ao tripé da sustentabilidade que visa o equilíbrio entre as dimensões social, ambiental e econômica, a arte de Dom Pepe adiciona uma quarta dimensão: a cultural.

Para quem viveu a efervescência das Artes visuais entre o final do século XX e o início deste, foi ótimo rever obras de Marly, uma artista sergipana que produziu bastante nesta passagem de séculos e se revelou um talento impressionante com obras ousadas e instigantes. Na exposição que recebeu expografia exclusiva, estão obras da série "Os fantasmas de Marly" e a dos Guarda-chuvas, objetos usados como ícones exponenciais, bem representativos do seu trabalho. Ela xilografou - imprimiu imagens na técnica xilogravura - nos guarda-chuvas e com eles montou instalações. Marly foi alguém que deixou saudades e obras de arte como fatos históricos para o bem da nossa memória artística.

As exposições de artes visuais permanentes do museu estão bem didáticas e fazem um panorama da arte moderna e contemporânea. Tem nomes como Caribé, Álvaro e Florival Santos, Jenner Augusto e Zé de Dome, entre outros. Artistas cujas biografias são impactantes e portfólios vastos. As exposições ocupam salas exclusivas e, desta forma, os temas e a natureza dos objetos f**am explicitamente distinguidos por coleções como a numismáticas; históricas, como os bustos de personalidades como o de Tobias Barreto, Horácio Hora e José Augusto Garcez.

A informação oficial da Funcap diz que “As obras de restauração do Museu Histórico de Sergipe (MHS) foram realizadas com a colaboração da equipe técnica da Cehop - Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas - e profissionais do INPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Por ser um prédio tombado, o rigor na execução dos serviços de revitalização foi extremamente técnico e preciso”.

O museu, cuja arquitetura tem características colonial e barroca, integra o conjunto arquitetônico da Praça São Francisco, elevada a Patrimônio Mundial da Unesco, em 2010. Ficará aberto para visitação da terça-feira a domingo das10 à 16 horas.

Foto: Cruz - Museu Histórico de Sergipe, São Cristóvão.

07/07/2025

Você que gosta de gravura, quer conhecer uma técnica diferente e seus resultados visuais e estéticos, está convidado.

Endereço

Rua Áureo Dias Galvão, 137, Parque Dos Coqueiros Bairro Inácio Barbosa, CEP 49 040/790
Aracaju, SE
49040790

Horário de Funcionamento

Terça-feira 10:00 - 17:00
Quarta-feira 10:00 - 17:00
Quinta-feira 10:00 - 17:00
Sexta-feira 10:00 - 17:00
Sábado 10:00 - 17:00

Telefone

+5579998405856

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