22/05/2026
Essa coleção nasce da ideia de que tudo na vida pode ser reconstruído.
As costuras presentes nas peças simbolizam marcas, caminhos, remendos e recomeços.
Mas essa inspiração também vem de uma memória afetiva muito profunda: cresci vendo minha mãe fazer crochê. Os fios, os pontos, o gesto paciente das mãos criando e reconstruindo formas fizeram parte da minha infância e, de alguma maneira, acabaram aflorando no meu fazer cerâmico.
Hoje esses fios aparecem na argila como símbolo daquilo que nos atravessa ao longo da vida.
Aquilo que quebra, fere ou desgasta não precisa ser descartado. Pode ser cuidado, transformado e ressignificado.
A coleção fala sobre resiliência, autoconhecimento e coragem.
Sobre olhar para si mesmo inclusive para as próprias imperfeições e entender que as marcas também fazem parte da nossa história.
As costuras não escondem as cicatrizes.
Elas revelam que é possível continuar, reconstruir e encontrar beleza mesmo depois das rupturas.
Porque sempre existe algo a refazer.
Algo a restaurar.
E sempre existe a possibilidade de recomeçar.