Osvaldo Manuel 6

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08/10/2024

Bom dia mundo.

08/10/2024

Poesia.
Título: Estação esquecida.

O sol bate, a chuva forma se, e o vento sopra lentamente as folhas secas no chão velho.

Toca o sino, o silêncio br**ca sozinho sobre as barras de ferro assentadas no chão.

Céu triste, clima possuído, a cachoeira ao lado chora com o mesmo tom. casa velha com cheiro do tempo, a bicicleta quebrou -se e o pequeno bocado urso foi apoiado sobre o banco.

Trem mumificado, bancos isolados, o jornal informa a chegada da tempestade nas próximas 12 horas. O ano é 1948.

Relógio cansado, casaco esquecido sobre o banco de espera. A hora marca 14:12.

Vidros quebrados, sala de espera triste com vestígios de briga e derrame de sangue.

Sobre a janela, o sol esconde -se sobre as nuvens enquanto sopra mais forte.

O relâmpago inferniza o céu triste, o patinho ainda bóia a anos na piscina velha com a água inverdejada.

Aquele mundo é muito triste e solitário demais. Não há aves sobre as árvores, não há sapos sobre as águas verdes.

Ouço simplesmente o grito do grilho cansado a distância, e o céu começou a derramar as lágrimas da solidão.

O jornal a distância voa, as folhas secas afogam se nas lágrimas paradas.

Mundo castigado, clima solitário, sem piano, sem fogueira, sem café, e apenas uma natureza triste.

D/ Osvaldo Manuel 6

08/10/2024

Poesia:
Título: Lê petit Voyageur.

A noite chegou, a bebê foi dormir. A neta da minha mãe descansa.

O mundo é feito de palavras, algumas se cumpriram. Inocentes caminha cedo para o deserto.

O motivo, a causa, foi muito doloroso.Ele não é culpado, a idade não ajudou.

Adormeceu imaturamente a ausência foi culpada. Palavras seguraram a espada desde a formação.

Ramo quebrado, que a floresta, o deserto, as queimadas e as flores te segurem até eu chegar.

Meu pai cuidou bem de nós, ele cuida as crianças como se fosse mãe. A Tshimba já é moça, o vento me contou.

Os anjos deveriam esperar um bocado.
Minha Nenê será que chegou onde foi?

A quem devo adorar?

Ela não luta, ela não descote, a quem devo comprar lágrimas?
Eu ainda só uma criança filha.
As mamas ainda vertem leite.

Desculpa filha.

D/ Osvaldo Manuel 6

08/10/2024

Poesia:
Título: Lágrima da minha mãe.

A filha da minha avô escorre lágrimas no silêncio como a chuva das 4.

Ela lembra da alma que viveu 60 anos e cruzou um caminho jamais visto pelos que vivem.

Ela desfarsa o sorriso aos mais novos, mas o silêncio traiçoeiro, conta o segredo em cada olhar.

Ela sofre na alma, e chora como o peixe no rio.No escuro ela conversa com o ser que parece cego.

Ela filtra a dor do ocorrido por cima da cascata velha.
Observa as montanhas, os rios, e as flores com saudades da infância.

A lágrima escorre na alma velha como a lágrima de Deus, enquanto deita o corpo no colchão velho.

Transparente como o vento, a lágrima chora junto com ela. Sentada na Mulemba, ela apalpa o caminho que o amor cruzou quando partiu para o desconhecido.

Alma rasgada como o calção daquele que pede na rua, esperança esmarrotada.

Caminha acompanhada pelo silêncio no pensamento depressivo.

A lágrima cicatrizou-se como a tatuagem no coração de Deus.

Lágrima da minha mãe

D/ Osvaldo Manuel 6

08/10/2024

Poesia:
Título:Target hit.

Os que enxergam simplesmente observam, com os 5 no rosto, lembro do princípio doce como o pecado.

Ali estava o sonhador sobre a montanha negra, com o coração repleto de esperança, esperando pela sulana.

Mais uma vez o soldado foi atingido com balas de ilusão.
Quebrou se o ramo e o pássaro caiu junto.

No silêncio encontro você me traindo com sorrisos e abraços, no escuro os olhos acendem a fogueira da saudade.

Frio como o vento, no horizonte é levada a folha seca como a alma do meu pai.

Me afogo na luz lentamente e não consigo dormir, saudades da voz que se calou no silêncio por causa do orgulho.

Agente atingido na guerra fria do silêncio.

Jamais confiar em alguém que respira, o beija flor ama a flor 🌹, a chita ama a selva, eu amei uma pecadora como a minha avó amou o campo.

Você iludiu uma alma vulnerável com um coração frágil, você atingiu o alvo indefeso na inocência da razão.

D/ Osvaldo Manuel 6

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