22/02/2022
As direções das escolas do ensino secundário, talvez o MEd, precisam tomar CORAGEM, talvez elegância, de admitir, talvez assumir, que o corte do cabelo, talvez o penteado, não tem relação nenhuma com inteligência, nem com carácter.
O escovinho ou as tranças, o cabelo aparado ou crescido, em nada, absolutamente nada, contribui ou interfere nas sinapses.
E se forem alegar estética, disciplina, ordens ou regulamento, a discussão não pode ter PREFERÊNCIAS PESSOAIS como linha orientadora.
Entenda-se preferências pessoais como manias, tendências, atrasos, insuficiências, intolerâncias e outros substantivos que encontram sinônimos na palavra vergonha.
Só mesmo um último remate:
Senhores gestores escolares, a delinquência não se mede nos centímetros do cabelo, nem o carácter se mede com pente.
Há muitos delinquentes que se vestem melhor que vocês, acreditem.
Ah, esses não estão na escola, de certeza. Estão em alguns lugares que se vocês estivessem, desejariam a maior distância possível com os pacatos gabinetes escolares.
Os marimbondos e suas marimbondas, no quesito vestuário e apresentação, coçam. Não somos nós que ainda estamos atrapalhados com cortes e penteados dos miúdos.
Li recentemente um comentário aqui que chamou-me particular atenção e passo a citar: “para os meus alunos sempre digo que o cabelo só precisa estar limpo e arrumado. Quanto à cor é ao tamanho não importam”.
De acordo!
E;
Isso não é liberalismo nem tendências libertinas. É liberdade de cada um cuidar de si, nem que tal “si” signifique cabelo.
E se isso não bastar, eu trago o desenho completo da discussão sobre o cabelo. A propósito, discuti com o pessoal da identificação até “permitir” que tratasse o meu B.I com óculos e com o penteado que EU escolhesse, sem o tal DOCUMENTO DA CULTURA (que não tenho).
Quero mesmo discutir! 🌚✍🏾