COMPANHIA DE TEATRO SEVANA TU SEVANA

COMPANHIA DE TEATRO SEVANA TU SEVANA Organização cultural

24/06/2023
09/02/2022
27/01/2022

AULA Nº 09
TEMA: FORMANDO O HÁBITO DA LEITURA
Toda arte ou habilidade somente é adquirida pelas pessoas que formaram o hábito de realizar suas regras específ**as . É assim que o artista e o operário diferem daqueles que não possuem suas habilidades. Ora, não há outra maneira de formar um hábito senão realizando-o. É por isso que se diz que ninguém aprende senão fazendo . A diferença entre a mesma actividade realizada antes e depois de formado o hábito é a diferença na facilidade e prontidão . Depois de praticar, você conseguirá fazer a mesma coisa muito melhor do que antes. É por isso que se diz que a prática leva à perfeição.
Aquilo que você faz de maneira muito imperfeita no começo, gradualmente começará a fazer com um automatismo quase perfeito, por instinto. Você fará essa coisa como se tivesse nascido para ela, como se a actividade fosse tão natural quanto andar ou comer. É por isso que se diz, também, que o hábito é nossa segunda natureza. Conhecer as regras de uma arte não é o mesmo que possuir o hábito de praticá-las . Quando dizemos que uma pessoa está apta para desempenhar determinada tarefa, não signif**a que ela conheça as regras de execução dessa tarefa, mas que ela possui o hábito de executá-las.
MUITAS REGRAS EM UM HÁBITO
Ler é como conduzir bicicleta. Quando realizadas corretamente, quando praticadas por um especialista, tanto ler quanto conduzir bicicleta se tornam actividades elegantes, harmoniosas . Quando realizadas por um iniciante, ambas se tornam esquisitas, frustrantes e lentas.
Aprender a conduzir bicicleta é provavelmente uma das experiências mais humilhantes para um adulto (uma boa razão, aliás, para se começar quando jovem) . Afinal, o adulto sabe andar desde criança; ele sabe onde seus pés estão; ele sabe como posicionar um pé adiante do outro para chegar a algum lugar. Mas é só subir na bicicleta e ele retoma ao tempo em que aprendia a andar. Ele cai pateticamente, tem dificuldade para se levantar, bate na parede, aleija-se parece um criança.
Mesmo que o melhor instrutor esteja por perto, ele será de pouca ajuda nessa hora. A facilidade com que o instrutor executa as ações que diz serem simples, mas que o aluno secretamente sabe que são impossíveis, chega a ser insultante. Ora, como é possível lembrar-se de tudo que o instrutor diz que você tem de lembrar? Dobre os joelhos. Olhe em frente. Concentre o volante. Mantenha as costas rectas, mas não muito inclinadas para a frente. As advertências são inúmeras - como é possível pensar nelas e pedalar ao mesmo tempo?
você tem de aprender conduzir cada passo em separado a fim de executá-los todos, ou cada um, corretamente. Mas para esquecê-los como passos separados você deve primeiro aprendê-los como passos separados. Só então você será capaz de reuni-los e se tornar um bom condutor. A mesma coisa vale para a leitura. Provavelmente você já lê há muitos anos, e recomeçar a aprender a ler pode ser uma experiência humilhante. No entanto, assim como na bicicleta, você jamais conseguirá aglutinar os diversos passos necessários à leitura em uma atividade harmoniosa, única e complexa até que tenha se tornado especialista em cada um deles. Você não conseguirá condensar e entrelaçar as diversas partes da tarefa em um amálgama perfeito. Cada passo requer sua máxima atenção à medida que o executa. Após ter praticado cada passo, você não apenas será capaz de executá-los com mais facilidade e menos atenção, mas será capaz de paulatinamente agregá-los em um todo coerente e consistente.

Até aqui, o que dissemos vale para qualquer habilidade a ser aprendida.
Enfatizamos essa questão porque queremos que você entenda que aprender a ler é no mínimo tão complexo quanto aprender a conduzir bicicleta, digitar ou jogar tênis.
Tente relembrar com que paciência teve de aprender outras habilidades e então provavelmente será mais tolerante com os instrutores que em breve lhe ensinarão uma série de regras para leitura.
A pessoa que já passou pela experiência de aprender uma habilidade complexa não se sentirá intimidada pela lista inicial de regras para aprender uma nova habilidade. Ela sabe que não precisa temer os vários passos nos quais terá de se especializar para executar a habilidade pretendida. A multiplicidade de regras indica a complexidade do hábito a ser formado, e não a pluralidade de hábitos distintos. As partes naturalmente se aglutinam e se condensam na medida em que atingem o estágio da execução automática. Quando todos os passos isolados começarem a ser executados de maneira mais ou menos automática, você terá formado o hábito de executá-los em conjunto. Você poderá passear, então, por aquela pista, ou ler aquele livro que nunca foi capaz de ler. No início, o aprendiz presta mais atenção em si mesmo e nos passos isoladamente. Quando os passos perderem sua característica isolada e começarem a ser vistos como um todo, o aprendiz conseguirá prestar atenção ao objectivo e menos às técnicas que adquiriu para alcançá-lo.
Esperamos tê-lo encorajado com estas palavras. É difícil aprender a ler com eficácia. Não apenas a leitura - especialmente a leitura analítica - é algo extremamente complexo - muito mais complexo do que conduzir bicicleta -, mas é também uma actividade muito mais mental. O condutor principiante tem de pensar nos passos físicos a serem dados para executar a tarefa como um todo de maneira automática. É relativamente mais fácil pensar em actos físicos e deles se conscientizar. É muito mais difícil pensar em actos mentais, exatamente o que o leitor
analítico principiante terá de fazer; de certa maneira, ele tem de pensar em seus próprios pensamentos . A maioria das pessoas não está acostumada a fazer isso.
Contudo, é algo que pode ser aprendido e executado com perfeição.

ENTÃO, ESSA FOI A NOSSA 9ª AULA, ESPERAMOS QUE TENHAM GOSTADO.
A BIBLIOGRAFIA DAS AULAS, ESTARÁ DISPONÍVEL NO FINAL DO CURSO
Professores:
Abraão Bule
Eduardo Caputo Edca
OBS: Todos estudantes que participam do curso deve comentar e participar activamente nas aulas, para termos noção dos que realmente estão a frequentar o curso.
EBFF- "Tudo pelo nosso bem académico"

26/01/2022

AULA Nº 08
TEMA: COMO TOMAR POSSE DE UM LIVRO
Se você tem o hábito de fazer perguntas ao livro durante a leitura, é um leitor melhor do que aqueles que não as fazem . Porém, conforme já mencionamos, fazer as perguntas não é o bastante. Você deve tentar respondê-las . Teoricamente, embora isso possa ser feito apenas na sua mente, é muito mais fácil fazê-lo com um lápis à mão. O lápis será o símbolo da vivacidade da sua leitura.
Um velho ditado diz que devemos "ler nas entrelinhas" para que possamos extrair o máximo possível de um livro. As regras de leitura são uma maneira formal de dizer isso. Mas nós queremos persuadi-lo a "escrever nas entrelinhas" também . Você não fará uma leitura eficiente se não agir assim.
Quando você compra um livro qualquer, estabelece uma relação de posse com ele. Isso vale para roupas ou móveis: você os compra pagando por eles. Mas o acto de comprar é, na realidade, apenas o prelúdio da posse total do livro. A propriedade completa sobre o livro só se estabelecerá quando ele passar a fazer parte de você, e a melhor maneira de você fazer parte do livro - o que dá no mesmo - é escrevendo nele.
Por que é indispensável anotar num livro? Em primeiro lugar, essa actividade o manterá desperto - não apenas consciente, mas verdadeiramente alerta. Em segundo lugar, ler é pensar, e o pensamento tende a se expressar em palavras - faladas ou escritas . A pessoa que diz que sabe o que pensa, mas não consegue expressar-se em palavras, na verdade, não sabe o que pensa. Em terceiro lugar, anotar suas reações ajuda-o a se lembrar das ideias e dos pensamentos do autor.
A leitura do livro tem de ser uma conversa entre você e o autor. Presume-se que ele sabe mais do que você sobre o assunto em questão; se não fosse assim, provavelmente não estariam conversando. Mas o entendimento é uma operação de mão dupla; o aprendiz deve perguntar a si próprio e a seu mestre. Ele pode até discutir com o mestre, mas desde que tenha entendido o que o mestre lhe disse.
As anotações são, literalmente, a expressão das concordâncias e discordâncias que o leitor teve com o autor. É a melhor mostra de respeito do leitor para com o autor.
Há uma série de técnicas de anotação inteligentes e proveitosas. Eis algumas que lhe poderão ser úteis:
I . SUBLINHAR OS TRECHOS PRINCIPAIS: sejam os mais importantes, sejam os mais contundentes.
2 . TRAÇAR LINHAS VERTICAIS NAS MARGENS . A ideia é enfatizar trechos já sublinhados ou destacar passagens longas demais para serem sublinhadas.
3 . FAZER ASTERISCOS OU OUTRAS MARCAS NAS MARGENS: 0 intuito é fazer uso esporádico deles a fim de enfatizar os dez ou doze trechos ou parágrafos mais importantes do livro. Talvez você queira fazer uma pequena orelha no canto das páginas onde constam tais marcas, ou ainda inserir um pedaço de papel junto a elas . De qualquer maneira, o objetivo é que você
seja capaz de tirar o livro da estante e localizar rapidamente os trechos mais importantes e necessários.
4. INSERIR NÚMEROS NAS MARGENS: Eles são Úteis para indicar os passos de um raciocínio ou argumento.
5. INSERIR NÚMEROS DE OUTRAS PÁGINAS NAS MARGENS: O objectivo é apontar para outros trechos do livro que contenham os mesmos raciocínios ou argumentos contidos na página que recebe a anotação, ou mesmo contrapontos e contradições . Além disso, a prática ajuda na "amarração" do livro, no sentido de que páginas muito distantes entre si podem ser facilmente correlacionadas.
6. CIRCULAR PALAVRAS-CHAVE OU FRASES: O intuito é o mesmo de sublinhar.
7. ESCREVER NAS MARGENS DA PÁGINA: O objectivo é registrar perguntas (e, se possível, respostas) que porventura sejam despertadas pelo trecho em questão reduzir uma questão complicada a uma frasei registrar a sequência de pontos centrais . As páginas finais podem ser usadas para a composição de um índice pessoal o qual contenha os argumentos principais
do autor por ordem de apresentação.
Os anotadores profissionais de livros gostam especialmente das páginas iniciais. As páginas iniciais são mais bem aproveitadas com o registro do seu próprio raciocínio. Ao término da leitura do livro e após a composição do índice pessoal nas páginas.
Att: Falaremos profundamente sobre tipos de anotação na aula de amanhã.
ENTÃO, ESSA FOI A NOSSA 8ª AULA, ESPERAMOS QUE TENHAM GOSTADO.
A BIBLIOGRAFIA DAS AULAS, ESTARÁ DISPONÍVEL NO FINAL DO CURSO
Professores:
Abraão Bule
Eduardo Caputo Edca
OBS: Todos estudantes que participam do curso deve comentar e participar activamente nas aulas, para termos noção dos que realmente estão a frequentar o curso.
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25/01/2022

AULA Nº 07
TEMA: A ARTE DA LEITURA EXIGENTE
Se deseja ler com o intuito de dormir, as regras são muito mais fáceis de seguir do que aquelas destinadas a manter-se desperto durante a leitura. Deite-se em posição confortável, certifique-se de que a luz ambiente é fraca o bastante para causar vista cansada, escolha um livro terrivelmente difícil ou chato – qualquer livro que você não faça questão de ler - e, em poucos minutos, estará dormindo. Esses especialistas em leitura relaxante não precisam nem esperar o anoitecer. Basta uma cadeira confortável na biblioteca e pronto.
Infelizmente, as regras para manter-se desperto durante a leitura não são apenas o contrário das regras para dormir. É perfeitamente possível manter-se desperto enquanto se lê numa cadeira confortável ou mesmo na cama, e há muita gente que consegue se forçar a ler mesmo de madrugada, à meia-luz. Como as pessoas que liam à luz de velas conseguiam f**ar acordadas? A resposta gira em torno de um factor essencial : elas realmente liam os livros que se propunham a ler. Ficar acordado depende diretamente do objectivo da leitura. Se o seu objectivo é aproveitar o livro - crescer em mente ou espírito -, você terá de f**ar acordado. Isso signif**a ler tão activamente quanto possível. Isso signif**a esforçar- se - um esforço do qual pretende ser recompensado.
Bons livros - de ficção ou não ficção - merecem esse esforço. Fazer do livro um sedativo é um tremendo desperdício. Adormecer ou, o que dá na mesma, distrair-se mentalmente durante as horas programadas para a leitura activa - isto é, a leitura para entendimento - é obviamente uma perda de tempo. Mas o triste é ver gente que sabe distinguir entre proveito e prazer – entre entendimento, por um lado, e entretenimento ou vã curiosidade, por outro -, mas não sabe como elaborar um plano de leitura. Eles falham mesmo que saibam qual livro serve para entendimento e qual serve para entretenimento. Isso porque não sabem como ser leitores exigentes, como manter a mente focada e activa naquilo que é necessário para que extraiam algum lucro.
A ESSÊNCIA DA LEITURA ACTIVA: AS QUATRO
PERGUNTAS BÁSICAS
Já comentamos bastante a leitura activa nas aulas anteriores. Dissemos que essa é a melhor leitura e observamos que a leitura inspecionai é sempre activa. É uma tarefa que exige esforço. Mas ainda não mencionamos a prescrição principal da leitura activa: Faça perguntas enquanto lê - perguntas às quais você mesmo deve tentar responder ao longo da leitura. Quaisquer perguntas? Não. A arte de ler em qualquer nível acima do elementar consiste no hábito de fazer as perguntas certas na ordem certa. Há quatro perguntas centrais que você deve fazer a respeito de qualquer livro.
1. O LIVRO FALA SOBRE O QUÊ?
Você deve tentar descobrir o tema central do livro, bem como a maneira pela qual o autor desenvolve esse tema, por meio da organização e da subdivisão dos temas e tópicos essenciais.
2. 0 QUE EXATAMENTE ESTÁ SENDO DITO, E COMO?
Você deve tentar descobrir as ideias, afirmações e argumentos principais que constituem a mensagem particular do autor.
3 . 0 LIVRO É VERDADEIRO, EM TODO OU EM PARTE?
Você SÓ conseguirá responder a essa pergunta se já tiver respondido às duas anteriores . Você
precisa saber o que está sendo dito antes de decidir se é verdadeiro ou falso. Quando você entende um livro, f**a obrigado, caso esteja lendo com seriedade, a formar um juízo sobre ele. Conhecer a mente do autor não é o suficiente.
4. E DAÍ?
Se o livro lhe forneceu informações novas, você deve pesar a importâncias delas . Por que o autor acha que sua própria mensagem é importante? Ela é importante para você? No entanto, se o livro não apenas lhe forneceu informações, mas o esclareceu em determinados quesitos, então é necessário investigar e buscar mais, isto é, buscar quais implicações forçosamente se seguem.
Ler um livro em um nível superior ao elementar é, em essência, um esforço de sua parte em fazer perguntas ao livro (e respondê-Ias da melhor maneira possível). Jamais se esqueça disso.
É por isso que há um abismo entre o leitor exigente e o não exigente. Este não faz perguntas - e, portanto, não obtém respostas . As quatro perguntas aqui enunciadas resumem a obrigação básica do leiror. Elas se aplicam a tudo o que vale a pena ser lido - desde um livro ou artigo até informes publicitários.

ENTÃO, ESSA FOI A NOSSA 7ª AULA, ESPERAMOS QUE TENHAM GOSTADO.
A BIBLIOGRAFIA DAS AULAS, DAREMOS NO FINAL DO CURSO
Professores:
Abraão Bule
Eduardo Caputo Edca
OBS: Todos estudantes que participam do curso deve comentar e participar activamente nas aulas, para termos noção dos que realmente estão a frequentar o curso.
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24/01/2022

AULA Nº 06
TEMA: OS NÍVEIS DE LEITURA
Há quatro níveis de leitura nomeadamente: elementar, inspecional, analítica e sintópica.
LEITURA ELEMENTAR
Ela também poderia ser chamada de leitura básica ou leitura inicial: o que importa aqui é o facto de que esse nível sugere que a pessoa deixou o analfabetismo e tornou-se alfabetizada. Quando a pessoa aprende os rudimentos da arte de ler e recebe o treinamento básico na leitura, dizemos que ela domina o nível da Leitura Elementar. Este termo - Leitura Elementar - é apropriado porque esse nível de leitura normalmente é aprendido no período da educação infantil. A criança toma contacto com a leitura nesse nível. Seu desafio (e o nosso, quando começamos a ler) é decodif**ar as palavras impressas no papel. A criança depara com um amontoado de símbolos pretos sobre fundo branco (ou símbolos brancos sobre fundo preto, se estiver lendo num quadro-negro) . Os símbolos dizem: "O gato sentou no chapéu" . A criança ainda não está preocupada em saber se gatos sentam, se gostam de chapéus etc. Ela está concentrada na linguagem empregada pelo autor. Nesse nível de leitura, a pergunta que o leitor faz é: "O que diz a frase? ". A pergunta até poderia ser difícil, mas o sentido que buscamos aqui é o mais simplório possível.
LEITURA INSPECIONAL
Sua característica principal é o factor tempo. A leitura desse nível pressupõe certo período no qual temos de ler determinados trechos - que pode ser de quinze minutos, por exemplo, ou até menos . Assim, podemos dizer que o objectivo da Leitura Inspecionai é extrair o máximo possível de um livro num determinado período - em geral, um tempo relativamente curto. Normalmente, por definição, esse período curto é insuficiente para que extraiamos do livro todo o seu potencial. Esse nível também poderia ser chamado de pré-leitura. Porém, não se trata de folhear o livro aleatoriamente. A leitura inspecionai é a arte de folhear o livro sistematicamente. O objectivo da leitura desse nível é examinar a superfície do livro, aprender tudo o que a superfície pode nos ensinar - e quase sempre essa é uma actividade lucrativa.
Enquanto a pergunta do nível elementar é "O que diz a frase? ", a pergunta do nível inspecionai é "O livro é sobre o quê ? " . Há outras perguntas similares, como "Qual a estrutura do livro? " ou "Em quais partes o livro é dividido ? ". Ao completar a leitura inspecionai - a despeito do tempo disponível para tal -, o leitor deve ser capaz de responder à pergunta "Que tipo de livro é este - romance, história ou ciência? ". Muitas pessoas - até mesmo leitores experientes - em geral desprezam o valor da leitura inspecionai. Elas começam a leitura na primeira página e avançam diligentemente até a última, sem ao menos ler o sumário. Assim, elas se defrontam com o desafio de extrair um conhecimento superficial do livro ao mesmo tempo que tentam entendê-lo. É uma dificuldade e tanto.
LEITURA ANALÍTICA
É uma actividade mais complexa e sistemática do que os dois níveis anteriores . Dependendo da dificuldade do texto a ser lido, a leitura analítica pode exigir muito ou pouco do leitor.
A leitura analítica é a leitura propriamente dita, isto é, a leitura completa, plena - a melhor leitura possível. Se a leitura inspecionai pode ser considerada a melhor e mais completa leitura possível em um período limitado de tempo, a leitura analítica é a melhor e mais completa leitura possível em um período ilimitado de tempo. A leitura analítica formula, de modo organizado, muitas perguntas, de acordo com o livro que está sendo lido. É digno de nota que a leitura analítica é sempre intensamente activa. Nesse nível, o leitor adquire o livro - a metáfora é bem apropriada - e imiscui-se nele até que o livro efetivamente lhe pertença.
Francis Bacon dizia que "alguns livros devem ser degustados, outros devem ser engolidos, enquanto alguns poucos devem ser mastigados e digeridos" . Ler um livro analiticamente signif**a mastigá-lo e digeri-lo. Vale lembrar que a leitura analítica não é necessária caso seu objectivo seja apenas informar-se ou divertir-se. A leitura analítica é destinada exclusivamente a entender o livro. Em outras palavras, elevar sua mente de um estado de entendimento inferior a um estado de entendimento superior é praticamente impossível sem um mínimo de domínio das técnicas da leitura analítica.
LEITURA SINTÓPICA
Trata-se do tipo mais complexo e sistemático de leitura - é o nível mais exigente, mesmo que os livros sejam em si fáceis e rudimentares. Esse nível também poderia ser chamado de leitura comparativa. A leitura sintópica implica a leitura de muitos livros, ordenando-os mutuamente em relação a um assunto sobre o qual todos versem. Mas comparar não é o bastante.
A leitura sintópica é mais sofisticada do que a mera comparação. Com os livros em mãos, o leitor sintópico estará apto a desenvolver uma análise que talvez não esteja em nenhum dos livros. Está claro, portanto, que a leitura sintópica é a mais activa e trabalhosa de todas .
A leitura sintópica não é uma arte fácil - suas regras são quase desconhecidas . Apesar disso, ela é, provavelmente, o nível de leitura mais compensador que existe.
ENTÃO, ESSA FOI A NOSSA 6ª AULA, ESPERAMOS QUE TENHAM GOSTADO.
A BIBLIOGRAFIA DAS AULAS, ESTARÁ DISPONÍVEL NO FINAL DO CURSO.
Professores:
Abraão Bule
Eduardo Caputo Edca
OBS: Todos estudantes que participam do curso deve comentar e participar activamente nas aulas, para termos noção dos que realmente estão a frequentar o curso.
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22/01/2022

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21/01/2022

AULA Nº 05
TEMA: A DIFERENÇA ENTRE ENSINO E DESCOBERTA
Na história da educação, encontramos frequentemente a distinção entre ensinar e descobrir. O ensino ocorre quando uma pessoa instrui outra oralmente ou por escrito. Então, é possível adquirirmos conhecimento sem sermos ensinados. Se não fosse assim - se todo professor tivesse de ser previamente ensinado em tudo o que posteriormente ensina - não haveria aquisição de conhecimento.
Por conseguinte, tem de haver a descoberta, ou seja, tem de haver um processo no qual se aprenda por pesquisas, investigações, reflexões – sem ajuda de ninguém. A descoberta está para o ensino assim como o aprendizado sem professor está para o aprendizado com professor. Nos dois casos, há aprendizado. Seria um erro crasso supor que a descoberta é aprendizado activo e o ensino é aprendizado passivo. Não existe aprendizado inativo, assim como não há leitura inativa.
Uma maneira melhor de tornar essa distinção mais clara é chamar o ensino de "descoberta com auxílio". Sem entrar em detalhes teóricos de psicologia, parece-nos óbvio que ensinar é uma arte tão especial que - ao lado da agricultura e da medicina - guarda uma característica excepcionalmente importante. O médico consegue fazer muita coisa pelo seu paciente, mas, no final das contas, é o próprio paciente quem tem de melhorar - é ele quem tem de crescer em saúde . O fazendeiro consegue fazer muita coisa por suas plantas e animais, mas, no final das contas, são eles que têm de crescer em tamanho e excelência. De maneira similar, o professor consegue fazer muita coisa por seus alunos, mas quem tem de aprender são eles. O conhecimento só frutif**a na mente deles caso o aprendizado ocorra.
A diferença entre ensino e descoberta - ou entre descoberta com auxílio e descoberta sem auxílio - reside sobretudo na diferença entre os materiais sobre os quais o aprendiz opera. Quando está sendo ensinado, ou seja, quando está aprendendo com o auxílio de um professor, o aprendiz opera sobre aquilo que lhe é comunicado. Ele desempenha operações sobre o discurso, seja escrito, seja oral . Ele aprende lendo ou ouvindo. Note a estreita relação entre ler e ouvir. Se ignorássemos as diferenças entre essas duas formas de comunicação receptiva, diríamos que ler e ouvir são a mesma arte - a arte de ser ensinado. Porém, quando o aprendiz procede sem a ajuda de professores, as operações de aprendizado ocorrem sobre a natureza ou o mundo - e não sobre o discurso. As regras desse tipo de aprendizado constituem a arte da descoberta sem auxílio. Se empregássemos a palavra "leitura" de maneira descuidada, diríamos que a descoberta estritamente falando, a descoberta sem auxílio - é a arte de ler a natureza ou o mundo, enquanto o ensino - ser ensinado, isto é, a descoberta com auxílio - é a arte de ler livros ou, se quiséssemos abranger a audição, é a arte de aprender a partir de discursos.
Mas e o pensamento? Se "pensamento" quer dizer "usar a mente para adquirir conhecimento ou entendimento", e se ensino e descoberta são as únicas maneiras de adquirir conhecimento, então pensar é algo que sempre acontece durante essas duas atividades . Temos de pensar enquanto lemos e ouvimos, assim como temos de pensar enquanto investigamos. Naturalmente, os tipos de pensamento são diferentes - assim como são diferentes os dois
tipos de aprendizado. A razão pela qual a maioria das pessoas considera o pensamento como algo mais estreitamente relacionado à pesquisa do que ao ensino é que se supõe erroneamente que leitura e audição sejam actividades fáceis. É provavelmente verdade que pensamos menos quando lemos para nos informar ou para nos divertir do que quando nos esforçamos para descobrir algo. São os tipos de leituras menos activas que existem . Porém, isso não é verdade no que se refere à leitura activa - ao esforço para entender. Ninguém que tenha empreendido esse tipo de leitura diria que se trata de uma actividade fácil.
Pensar é apenas parte integrante d a leitura. É neces sário que os s entidos e a imaginação entrem em cena - é necessário observar e lembrar e, se algo não puder ser observado ou lembrado, deve ser construído imaginativamente. Porém, há uma tendência a superestimar o papel dessas actividades em detrimento do aprendizado pela leitura ou audição. Por exemplo, muitas pessoas acham que, embora o poeta tenha de usar a imaginação para escrever um poema, elas mesmas não precisam usá-la para lê-lo. Em suma, a arte de ler engloba todas as habilidades que são utilizadas na descoberta sem auxílio: observação apurada, memória rápida, imaginação fértil e, é claro, intelecto devidamente treinado para análises e reflexões. Afinal, ler também é descobrir - com ajuda, é verdade.
ENTÃO, ESSA FOI A NOSSA 5ª AULA, ESPERAMOS QUE TENHAM GOSTADO.
A BIBLIOGRAFIA DAS AULAS, ESTARÁ DISPONÍVEL NO FINAL DO CURSO.
Professores:
Abraão Bule
Eduardo Caputo Edca
OBS: Todos estudantes que participam do curso deve comentar e participar activamente nas aulas, para termos noção dos que realmente estão a frequentar o curso.
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É minha vida.
18/01/2022

É minha vida.

AULA Nº 02
TEMA: A ARTE E A ACTIVIDADE DE LER
Conforme dissemos no início, vamos nos concentrar sobretudo no desenvolvimento da habilidade de ler livros; mas as regras que iremos abordar, se cumpridas, também podem ser aplicadas a qualquer mídia impressa, jornais, revistas, panfletos, artigos, ensaios e até mesmo informes publicitários.
Dado que toda leitura consiste em uma atividade, então toda leitura tem de ser activa. A leitura totalmente passiva é algo impossível - afinal, não conseguimos ler com os olhos paralisados e com a mente adormecida. Então, ao compararmos a leitura activa com a leitura passiva, nosso objectivo será mostrar que a leitura pode ser mais ou menos activa e, por outra, que quanto mais ativa, tanto melhor. Quanto maior a extensão e o esforço na leitura, tanto melhor será o leitor. Quanto mais o leitor exigir de si próprio e do texto que estiver lendo, tanto melhor ele será.
Falando em sentido estrito, embora não exista leitura absolutamente passiva, muitas pessoas pensam que a leitura e a audição são totalmente passivas quando comparadas com actividades obviamente activas, como a escrita e a fala. O escritor e o falante têm de se esforçar em suas actividades, ao passo que esforço semelhante não é requerido pelo ouvinte ou pelo leitor. Leitura e audição são consideradas comunicações receptoras, ao passo que escrita e fala são consideradas comunicações transmissoras. O erro está em supor que uma comunicação receptora é como receber um chapada no rosto, um legado, um julgamento no tribunal. É justamente o contrário: o leitor ou ouvinte são como o “apanhador” num jogo de beisebol.
Apanhar a bola, assim como arremessá-la ou rebatê-la, também é uma actividade.
O “arremessador” e o “rebatedor” são aqueles que transmitem, no sentido de que sua actividade dá início ao movimento da bola. O “apanhador” e o “jogador que intercepta a bola” são os receptores, no sentido de que sua actividade dá fim ao movimento da bola. Ambos são activos, embora as actividades sejam diferentes. A única coisa passiva no jogo é a bola. Enquanto o elemento em causa é movimentado (ou parado) , os jogadores são os elementos ativos que lhe imprimem movimento, seja arremessando, seja rebatendo ou apanhando. A analogia com a escrita e a leitura é quase perfeita. Aquilo que é escrito e lido, a exemplo da bola, é o objecto passivo comum às duas actividades, já que são elas que iniciam e terminam o processo.
Levemos adiante essa analogia. A arte de apanhar é a técnica de apanhar qualquer tipo de arremesso - bolas rápidas, bolas em curva, bolas lentas, bolas com efeito etc. Similarmente, a arte de ler é a técnica de apanhar qualquer tipo de comunicação.
É importante notar que o “arremessador” e o “apanhador” só serão bem-sucedidos caso cooperem entre si. A relação entre escritor e leitor
é parecida. O objectivo do escritor é ser apanhado, embora às vezes pareça ser exactamente isso o que ele não quer. A comunicação ef**az ocorre quando aquilo que o escritor quer que seja recebido de facto o seja pelo leitor. A técnica do escritor e a técnica do leitor convergem para um objectivo comum.
Contudo, temos de reconhecer que há vários tipos de escritores, assim
como há vários tipos de arremessadores. Alguns escritores têm excelente "domínio" sobre o que fazem; eles sabem exactamente o que querem transmitir - e o fazem com grande precisão. Eles são mais fáceis de "apanhar" do que um escritor "selvagem", isto é, um escritor sem "domínio" de bola.
Há um aspecto em que a analogia falha. A bola é uma unidade simples . Ou ela é completamente apanhada, ou não é. Um texto, porém, é um objecto complexo; ele pode ser apanhado mais ou menos completamente - desde uma pequena parte até a totalidade daquilo que o escritor tencionava transmitir. A quantidade que o leitor conseguir "apanhar" dependerá directamente de sua dedicação à leitura técnica que aplicar nos diversos actos mentais envolvidos.
O que é a leitura activa? Tocaremos neste assunto na próxima aula e ao longo do curso. Por enquanto, basta dizer que, a partir de um mesmo texto, cada pessoa lerá melhor ou pior que a outra. Isso ocorre em função do grau de actividade que cada um aplicar à leitura e, por outra, ao desempenho particular em cada acto envolvido nessa leitura. As duas coisas estão relacionadas . A leitura é uma actividade complexa, assim como a escrita, e consiste em vários actos individuais . Por sua vez, todos esses actos devem ser diligentemente desempenhados a fim de ocorrer uma boa leitura. Quanto melhor uma pessoa conseguir
desempenhá-los, tanto mais estará habilitada a ler.
ENTÃO, ESSA FOI A NOSSA SEGUNDA AULA, ESPERAMOS QUE TENHAM GOSTADO.
Professores:
Abraão Bule
Eduardo Caputo Edca
OBS: Todos estudantes que participam do curso deve comentar e participar activamente nas aulas, para termos noção dos que realmente estão a frequentar o curso.
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