14/02/2015
Billy Blaze - Três pr'às Quatro
Girou no relógio o ponteiro, são 3 pràs 4 agora
Ainda há luzes na rua acesas, não sei o que se passa lá fora
Algures não muito longe, algo acontece à essa hora
Há alguém que dorme no frio… São três pr'às quatro agora!
—————
Mergulho o meu quarto na escuridão, afogando a luz que o ilumina
No vazio perco o chão, e caio na monotonia
(em sincronia)Sombras dançam na minha janela, balançam-se em harmonia
Não vêm com outra intenção, senão de me fazer companhia
—————
Não tenho nenhuma intenção, de contar segundo à segundo
Mas sinto a aproximação da insônia à cada segundo
Meu corpo recusa o seu cansaço, abraço a dor mas no fundo
Quero saltar no abismo dos sonhos e cair num sono profundo
—————
Nas palavras do cientista, Albert Einstein de certa forma dizia
É quanto mais retrocede o intelecto e o modo de vida, que avança a tecnologia
A mulher da meteorologia, previne o futuro como uma profecia
Com eficácia, analisa os detalhes e avisa, vai fazer frio de noite e de dia
—————
Os cinco graus que foram previstos, parecem ser cinco À MENOS
Quase não encontro os sentidos, eu sinto frio ATÉ NOS ossos
Os vultos tinham-me dito, para me manter sereno… porque
Os dias mais agressivos … Não tendem ser mais Amenos (não o tendem ser, mas há menos)
—————
Constelações alinham-se, planetas se organizam, e reações fisio-místicas criam-se
Transformando meros homens, na fusca imagem nítida, de todos os seus deuses que queriam ser
Mas desviam-se, das transformações que ocorrem em esconderijos da galáxia onde se cria o ser
Iludem-se, com conhecimento de símbolos que ocultam a verdade que limita o ser… Ludibriam-se!