28/04/2026
Há já algum tempo que não escrevemos, e hoje quero falar sobre a renúncia.
Sabes, não é normal que numa família inteira ninguém alcance o sucesso. Todos vêm do nada — tios, sobrinhos, filhos e pais — e, ainda assim, ninguém cresce, ninguém constrói, ninguém evolui. Ninguém é licenciado, ninguém casa, ninguém tem um bom emprego ninguém se torna grande, ninguém consegue conquistar bens como um carro, uma casa, ou simplesmente alcançar uma vida digna — não digo uma vida abastada, mas uma vida que permita também ajudar os outros.
E, muitas vezes, olha-se para isso e diz-se: “é destino”.
Mas não. O sucesso não é obra do acaso, nem resultado do destino. O sucesso é fruto de escolhas diárias.
E é aqui que entra o ponto principal: a renúncia.
Há momentos na vida em que precisamos renunciar. Renunciar aos fracassos dos nossos antepassados. Renunciar aos padrões de vida que vimos em amigos, primos ou até irmãos. Porque, muitas vezes, o nosso progresso — o nosso verdadeiro sucesso — começa com uma decisão de ruptura.
É preciso renunciar.
É fundamental que alguém na família decida quebrar o ciclo.
Que seja o primeiro a casar com responsabilidade, o primeiro a formar-se, o primeiro a conquistar um bom emprego, o primeiro a elevar o nível — não por vaidade, mas para abrir caminho e puxar os outros para cima.
Porque alguém tem de começar.
E, muitas vezes, tudo começa com uma renúncia.
Não podemos normalizar o pouco. Não devemos acomodar-nos à escassez. Devemos aprender a valorizar o suficiente, sim — mas nunca desistir de crescer.
Renunciar a maus hábitos, a mentalidades limitantes, a padrões negativos… pode ser exatamente o caminho para uma vida melhor.
b: wiston Ciro