16/04/2024
Camionistas angolanos continuam a pagar 4.000 USD para entrar na RDC, enquanto os congoleses pagam 50 dólares para entrar em Angola
Governo ainda não cumpriu promessa de reciprocidade
Os camionistas angolanos que operam na rota Luanda/RDC-Cabinda, e que em Fevereiro último receberam do Governo garantias de reciprocidade no que respeita ao valor da taxa aduaneira nas fronteiras dos dois países, sentem-se frustrados por continuarem a pagar os 4.000 dólares de cada vez que entram na República Democrática do Congo, ao passo que os camionistas congoleses continuam a pagar os 50 dólares para circularem em território angolano. Os angolanos queixam-se ainda de maus-tratos na RDC.
A Associação dos Transportadores Rodoviários de Mercadorias de Angola (ATROMA) continua à espera de uma posição do Governo sobre a prometida reciprocidade nas taxas aduaneiras nas fronteiras entre os dois países.
O Executivo prometeu no passado mês de Fevereiro, durante uma reunião com a ATROMA, quando os transportadores de mercadorias entre Luanda e Kinshasa fizeram greve por tempo indeterminado, para protestar contra as constantes alterações das taxas aduaneiras pelas autoridades congolesas, que no prazo de uma semana iria fazer sair um decreto que determinava a reciprocidade nas taxas aduaneiras nas fronteiras entre os dois países, o que até agora não veio acontecer.
O presidente da ATROMA, António Gavião Neto, assegurou que finalmente o Executivo ouviu e atendeu o clamar dos transportadores que semanalmente atravessam a RDC para levar mercadorias para a província angolana de Cabinda.
Passados quase dois meses, nada mudou nos postos fronteiriços entre os dois países e os transportadores angolanos continuam a pagar os 4.000 dólares às autoridades aduaneiras da RDC, por cada entrada naquele território, ao passo que os congoleses continuam a pagar os 50 dólares...