15/11/2025
Hoje retorno como poeta.
Faz tempo que eu não soltava meus versos, mas a poesia nunca deixou de viver em mim. Às vezes é preciso silêncio para amadurecer - e foi exatamente isso que aconteceu.
Mesmo estando no Brasil neste momento, a minha escrita continua com os pés e o coração em Angola. Meu maior público está aí, e é para vocês que eu continuo escrevendo. Hoje declarei novos temas, mergulhei na colonialidade, na identidade e na memória, porque essas discussões fazem parte de nós, onde quer que eu esteja.
Escrever para mim é voltar para casa, mesmo estando longe.
E agora retorno mais consciente, mais firme, mais vivo - poeta outra vez, levando Angola comigo em cada verso.