Įnspira Poesia

Įnspira Poesia Arte refelexional

30/06/2025

Pobreza Invisível
por Anacleto Francisco

Nas ruas da cidade, vidas que lutam,
em invisibilidade que machuca,
pobreza que não é só falta de tudo,
mas ausência de sonhos e escudo.

Olhares que passam, rostos que somem,
histórias que nunca chegam a ser contadas,
corações que no silêncio consomem,
a dor de jornadas cansadas.

Mas a pobreza é chama que resiste,
é vida que não se rende, insiste,
que busca na luta a força que existe,
para construir um mundo mais triste.

Que o olhar mude, que o mundo veja,
que a pobreza é luta que pede alforria,
e que cada gesto, cada peleja,
seja semente de nova harmonia.

29/06/2025

Fome Silenciosa
por Anacleto Francisco

A fome não grita, é silêncio na noite,
um vazio que não se vê, mas corrói,
é a ausência que rouba o açoite,
que cala a criança que chora, dói.

No ventre vazio nasce o desespero,
na boca seca, o sonho se esvai,
é luta diária, sofrimento inteiro,
uma batalha que o mundo não traz.

Mas há mãos que se estendem em compaixão,
que dividem o pouco com gratidão,
e fazem nascer a esperança no coração,
de um amanhã sem mais privação.

28/06/2025

Refugiados – Passos Desconfiados
por Anacleto Francisco

Passos desconfiados em terras estranhas,
olhares atentos, corações aflitos,
carregam sonhos, bagagens estranhas,
na busca de abrigo, paz e ritos.

Fugindo da dor, da guerra e do medo,
deixam para trás tudo o que foi,
levando no peito o último segredo,
a esperança que insiste e não destrói.

Mas no olhar do estranho há humanidade,
uma história que merece escutar,
e no acolher com verdadeira bondade,
podemos juntos a dor aliviar.

Que não sejam invisíveis nas cidades,
que tenham voz, respeito e lugar,
pois em cada refugiado há verdades,
que o mundo precisa amar.

28/06/2025

A Solidão do Mundo
por Anacleto Francisco

No meio da multidão, a solidão se esconde,
como sombra fria, que ninguém vê,
um vazio profundo que a alma responde,
um grito mudo que insiste em crescer.

Olhos que não encontram outros olhos,
mãos que não tocam, corações distantes,
o mundo gira, e nos seus conselhos,
deixa a solidão em seus instantes.

Mas há no silêncio um convite à conexão,
a busca sincera pelo outro ser,
um abraço, um olhar, uma mão,
que possa ensinar a renascer.

Que a solidão se quebre em encontros,
que floresça a amizade e o amor,
pois só no calor de tantos pontos,
se acende a luz do calor.

27/06/2025

Pobreza e Resistência
por Anacleto Francisco

Nos becos escuros, a vida resiste,
entre paredes frias e chão de chão,
a pobreza é luta que insiste,
mas não apaga a chama do coração.

Mãos calejadas, olhos cansados,
sorrisos que brilham na dificuldade,
histórias vivas, sonhos sonhados,
pessoas que buscam sua verdade.

Não é só falta de bens ou comida,
mas ausência de voz e de respeito,
é o grito mudo de uma vida,
que merece um mundo mais perfeito.

Que a justiça seja mais que palavra,
que a igualdade seja feita ação,
para que a pobreza, essa grave trava,
se transforme em nova direção.

26/06/2025

Sombra da Fome
por Anacleto Francisco

Na mesa vazia, o silêncio pesa,
o estômago vazio grita em vão,
o rosto marcado, a pele acesa,
pela sombra cruel da desolação.

O pão que falta, a esperança escassa,
a fome é luta que não se vê,
mas corrói a vida, a força passa,
é luta invisível para sobreviver.

Enquanto há fartura em outras mesas,
há quem chore por um simples pão,
e o mundo fecha suas certezas,
ignorando a fome do irmão.

Que a compaixão não seja só palavra,
mas ato, gesto e solidariedade,
para que a fome, essa sombra brava,
se torne só uma triste realidade.

25/06/2025

Ecos da Guerra
por Anacleto Francisco

No estrondo das armas, silencia a vida,
o céu chora fogo, o chão se desfaz,
o grito das vozes, a dor sofrida,
nos corações partidos, o medo jaz.

Crianças sem rosto, sonhos roubados,
famílias dispersas, lágrimas em vão,
vidas marcadas, destinos quebrados,
nas cinzas frias de uma guerra em vão.

Mas mesmo no caos, há um sussurro,
de esperança que insiste em renascer,
é a força da paz, o amor maduro,
que um dia o mundo há de merecer.

Que cessem as armas, calem os canhões,
que floresça a vida onde houve destruição,
e que nunca mais, em nossas mãos,
carreguemos a dor da divisão.

24/06/2025

O Tempo do Recomeço
por Anacleto Francisco

Quando tudo parece desmoronar,
e o chão some sob os nossos pés,
há um tempo que insiste em brotar,
o tempo do recomeço, talvez.

É hora de olhar para dentro,
de encontrar forças adormecidas,
de limpar o que foi sofrimento,
e abrir portas desconhecidas.

O recomeço é chama que não se apaga,
fogo que aquece e ilumina a escuridão,
é coragem que surge e nunca se traga,
é a vida pulsando no coração.

Por isso, mesmo na noite mais fria,
confie no tempo que vem para curar,
pois em cada nova manhã, há alegria,
e motivos para enfim respirar.

20/06/2025

O Farol Interior
por Anacleto Francisco

Em meio à tempestade e à escuridão,
há um farol que nunca deixa de brilhar,
uma chama viva na imensidão,
que nos guia, que nos faz caminhar.

É a luz interna, o fogo sagrado,
que mesmo ferido não se apaga jamais,
é o coração forte, o sonho guardado,
que atravessa noites, tempestades e ais.

Quando o mundo parece desabar,
e o medo quer nos dominar,
olhe para dentro, vá escutar,
o farol que sempre vai iluminar.

É a força que nasce da esperança,
a certeza que tudo pode mudar,
e mesmo em meio à grande mudança,
é nele que escolhemos nos apoiar.

19/06/2025

Cada estação dança seu próprio passo,
tecendo no tempo seu ritmo e cor,
primavera que desperta o abraço,
verão ardente, de fogo e calor.

Outono cai com folhas douradas,
levanta ventos, sussurra adeus,
e inverno chega com noites geladas,
mas traz o silêncio e sonhos seus.

Na dança das estações, a vida se faz,
entre ciclos que vêm e que vão,
ensinando-nos que o que hoje se desfaz,
renasce sempre no coração.

Assim seguimos, entre luz e sombra,
na eterna dança do ser e do estar,
sabendo que a vida sempre assombra,
mas também ensina a amar.

18/06/2025

Coração Errante
por Anacleto Francisco

Coração errante, sempre a buscar,
por entre caminhos, mares e céus,
uma razão, um sonho a conquistar,
um lugar seguro nos seus véus.

Percorre terras de dor e alegria,
vive amores, perdas, ilusões,
aprende na sombra e na luz do dia,
a escrever suas próprias canções.

Errante, mas nunca sem rumo certo,
cada batida é uma nova esperança,
é o pulso forte do peito aberto,
que enfrenta a vida, a dor e a dança.

Coração que nunca para de pulsar,
que busca no infinito seu lugar,
é alma livre, pronta a voar,
no eterno desejo de amar.

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Luanda

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