09/07/2022
CRÍTICA
THOR: AMOR E TROVÃO
Desde que foi anunciado, Thor: Amor e Trovão gerou muitas expectativas, especialmente por adaptar não uma, mas duas histórias de quadrinhos de Jason Aaron. De um lado, trazer a história da Poderosa Thor e de outro lado, um vilão que os fãs-náticos de Thor esperavam ver a correr de tanga e com as suas grandes orelhas, um fa-thor para preparar-se para uma tragicomédia.
Iniciando com uma cena que lembra a HQ Thor: Deus do Trovão (2013), esta aventura clássica de Thor avança apressadamente para os dois principais arcos históricos e abandona personagens que poderiam ter sido melhor desenvolvidas e não subutilizadas naquele que poderia ser o filme em que exibiria a seriedade que Odinson demonstrou em Wakanda.
Quatro editores podando quatro horas audiovisuais em cento e dezanove minutos resultou em algo que Chris Hemsworth disse antes de chegar ao domínio de outro Chris, ficar na m**da, algo que o público sem dúvida sente, durante a primeira hora desta longa encurtada metragem.
A inconsistência fataliza a trama e a mesma é salva, entre vírgulas altas, por momentos escassos como a água no deserto até chegar ao final, um oásis para a visualização do rolar dos créditos.
Destacando personagens, a não ser por Hemsworth, Nathalie Portman, as cabras e Christian Charles Philip Bale, o resto do elenco deixa muito a desejar, o que se referencia pela fórmula Disney, que para muitos romantizou o filme e piorou até, superando o humor de Thor: Ragnarok. Outros destaques vão também para Russell Crowe, o Gladiador dá vida à divindade oposta ao grande Júpiter e mostra-se uma grande ajuda para o superherói.
Em termos de efeitos especiais, coreografia e referência, é um dez, uma nota oposta ao argumento.
Em suma, o segundo filme de Taika Waititi no MCU é um amor ao humor e um trovão à decepção.
(ABDDJ)