20/06/2021
O grito da Alforria..!
Há um povo
Que chora no silêncio
Porque vive
No mundo da melancolia!
Há um povo
Que não sabe dançar
O rítmo da vida
Porque foi tirada
A sua melodia.
Há um povo
Que não conhece
A esperança ném a Avé-Maria
Porque foi lhe tirada o altruísmo!
Este povo vive numa selva
Onde leões e panteras
Juntam garras
Para derrotar
Manadas de Ovelhas e Cabritos!
Onde os porcos
Nunca se encontraram limpos
Porque é a natureza dos gajos!
Onde as cobras
Cuidam dos seus próprios ovos!
Cágado percorrendo kilómetros
Não chega para alcançar
O cronómetro;
Onde os gritos
Das ovelhas e cabritos
É chamada
De poluição sonora!
Onde as Vacas
Não dam leite
Mais sim sangue derramado!
Os Coelhos foram
Afugentados da sua própria toca.
Os pássaro são proíbidos
De pousar na sua própria terra.
Nenhum dos patinhos
Sabem bem nadar,
As palancas de tanto
Serem negras
Querem se pacular!
Socorrei-nos, senhor..!
Nós somos as ovelhas
Que procuramos um mundo novo,
Ao contrário do melancólico!
Somos os Cabritos famintos
Procuramos comungar
Um capim
Ao contrário do jóio;
Faz muito tempo
Que os dias de hoje
Tornaram-se noites!
Hoje só come
Quem é considerado forte!
Panelas sem tampas
Fervendo esperanças
Prato branco
Comida é nada!
A tristeza
Passa o número da independência!
A delínquência
É uma associação criminal
Que foi criada
Pela organização
Mundial da corrupção!
Elis pensam:
Que estamos no acampamento
Nos partem as casas
E nos dam tendas!
Enquanto isso,
Ratos, tomam conta
Das centralidades e grandes vivendas!
Enquanto isso:
Táxistas e zungueiras
Correm..!
Pra não deixarem
Cair o pão
Na mão do ladrão!
Bairros iluminados
Com a escuridão
As lutas de rua
Substituiu a nossa televisão.
Os jovens tornaram-se comércio,
São corrompidos
Com Camiões de cuca e tigra,
Pra dar garras
Numa nova calúnia.
Índice de cidadãos
Fora do sistema de ensino
Incluí os mesmo
Num mundo prostituto!
Numa sociedade
Onde é difícil
Distinguir criânça
Porque todos
Brincam de ser adultos!
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