11/11/2025
*Independência de Angola – Um Marco da História Africana*
Em 11 de novembro de 1975, Angola proclamou a sua independência, encerrando quase cinco séculos de domínio colonial português. O processo, porém, foi muito mais que uma simples mudança de calendário; representou a culminação de décadas de luta armada, de mobilização política e de sacrifícios humanos que marcaram profundamente a identidade nacional.
A resistência angolana começou a organizar‑se nos anos 1950, quando intelectuais e líderes comunitários fundaram movimentos como o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), a FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola) e a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola). Cada um desses grupos tinha visões diferentes sobre o futuro do país, mas todos compartilhavam o objetivo comum de pôr fim ao jugo colonial. Em 1961, a luta armada foi oficialmente iniciada com o ataque ao quartel de São Paulo, em Luanda, que desencadeou uma guerra de libertação que se estendeu por mais de uma década.
Assim, no dia 11 de novembro de 1975, enquanto o sol se punha sobre a baía de Luanda, Agostinho Neto, líder do MPLA, proclamou a República Popular de Angola. Simultaneamente, a UNITA e a FNLA declararam a criação de um governo rival em Huambo, iniciando uma guerra civil que duraria quase três décadas. A independência, portanto, não significou o fim das hostilidades, mas sim a abertura de um novo capítulo marcado por confrontos internos e intervenções externas.
Durante o processo de colonização assistiu-se uma destruição massiva de todo património cultural angolano, onde os angolanos para serem considerados civilizados tinham de adotar os mesmos estilo de vida dos colonizadores e desprezar ou desligar-se da sua própria cultural, foi ensinado ao angolano a odiar seu património cultural, sua etnia e deu povo, essa colonização mental foi a mais dura e até nos dias de hoje vemos consideravelmente os seus reflexos.
Passado os 50 anos após o processo de colonização, a nossa Angola enfrenta ainda vários desafios, tanto no campo político, económico, social e cultural. Também reconhecemos que muita coisa foi feita. A questão da fome e pobreza, da distribuição desmedida do bem comum, de adoção de políticas mais inclusivas, da atenção especial aos veteranos da pátria e do resgate da identidade cultural são alguns pontos que muito importantes e que devem ser trabalhados e melhorados para que todos angolanos sintam-se felizes e realizados dentro da sua própria pátria.
A descolonização mental tem sido uma das bandeiras que nós enquanto organização temos levado acabo, reconstruir o valor, importância e lugar do negro dentro das Nações. Valorizando a Negritude e todas suas formas de expressão cultural, algo que dele depende muito o crescimento e desenvolvimento de todas Nações Africanas e não só.
Portanto, vamos celebrar os nossos 50 anos de independência com hoje assinala-se, mas fazendo também uma introspecção profunda de tudo que fizemos ao longo dos 50 anos para que não possamos voltar a repetir os mesmos erros. Que cada angolano seja um agente de mudança de hoje e para todo sempre.
A transformação cultural constitui o ponto de partida para qualquer renovação, crescimento e desenvolvimento de uma Nação.
Mais Cultura, Mais Vida.