15/02/2026
Hospital Azancot de Menezes reconhece erro e pede desculpas
Hospital Materno-Infantil do Camama repudia acto de maus-tratos a bebé e instaura comissão de inquérito
A Direcção do Hospital Materno-Infantil do Camama Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes informa à opinião pública que *tomou conhecimento, através das redes sociais, de imagens que evidenciam um acto profundamente lamentável envolvendo uma bebé internada nesta unidade hospitalar*.
Segundo esclareceu a Directora Clínica, Dra. Elsa Frederico, em representação da Directora-Geral , a criança encontra-se clinicamente estável, sem qualquer comprometimento do seu estado geral de saúde. A bebé é portadora de uma síndrome de origem genética, condição que provoca episódios frequentes de choro, como ocorre com qualquer criança. No entanto, de forma totalmente inadequada e injustificável, profissionais de saúde terão colocado fita adesiva na região da boca da criança, alegadamente para fixar a chupeta, procedimento que não é aceitável nem reconhecido como prática clínica segura.
A Direcção do Hospital considera o acto repugnante, condenável e contrário a todos os princípios éticos e humanitários que norteiam o exercício da profissão de saúde. Imediatamente após a tomada de conhecimento, foi realizada uma reunião de emergência com a *Direcção Hospitalar, os profissionais presumivelmente envolvidos foram preventivamente suspensos e foi criada uma Comissão de Inquérito, que já iniciou os trabalhos de investigação*. Está igualmente em curso a análise das imagens do circuito interno de vigilância, sendo que o último registo identificado remonta ao domingo anterior à divulgação pública. A Comissão irá apurar responsabilidades directas e indirectas, incluindo eventuais situações de cumplicidade por omissão, pois qualquer profissional que presencie um acto desta natureza e não o denuncie incorre igualmente em responsabilidade disciplinar.
Reforça-se que existem protocolos clínicos adequados para lidar com situações de desconforto ou choro persistente em crianças, não havendo qualquer justificação técnica ou ética para o procedimento adoptado.
O lema do Hospital, “*A saúde da mulher e da criança é prioridade máxima*”, mantém-se inalterado. Esta instituição, aberta há quase quatro anos, tem pautado a sua actuação pela prestação de serviços humanizados, éticos e de qualidade à população.
A Direcção pede desculpas públicas à sociedade por este acto bárbaro e garante que nenhuma conduta desta natureza ficará impune. As medidas disciplinares e legais cabíveis serão aplicadas com rigor.
À população, a Dra. Elsa Frederico, enquanto Directora Interina da unidade, deixou uma mensagem de serenidade e confiança, sublinhando que este episódio, embora grave, não reflecte o compromisso e a dedicação da maioria esmagadora dos profissionais desta unidade.
O Hospital reafirma a sua missão de proteger a vida, promover a dignidade humana e garantir cuidados de saúde seguros e humanizados para todas as crianças e mulheres.
“Tolerância zero a práticas que atentem contra a dignidade e a vida.”
O encontro foi testemunhado pelo Director Nacional dos Hospitais, Dr. Benedito Quinta, pela Directora Nacional de Ética e Humanização, Dra. Djamila Príncipe, pelo Director Dr. José Solino Joel Inspetor-Geral da Saúde, bem como pela Dra. Engrácia Mozinho, Chefe de Departamento para a Área Hospitalar, entre outros técnicos do Ministério da Saúde.
Assessoria de Comunicação Institucional�Hospital Materno-Infantil do Camama Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes�
Luanda, 13 de Fevereiro de 2026