23/04/2022
A tradição islâmica atribui sua fundação aos descendentes de Ismael. No século VII, o profeta islâmico Maomé proclamou o Islã na cidade que era, então, um importante centro comercial. Após 966, Meca passou a ser governada por xarifes locais. Com o fim da autoridade do Império Otomano sobre a região, em 1916, os governantes locais fundaram o Reino Hachemita do Hejaz.[2] O reino, inclusive Meca, foi absorvido pela dinastia saudita em 1925. Durante o período moderno, a cidade vivenciou uma expansão colossal, tanto em termos de tamanho quanto de infraestrutura.
Situada na histórica região do Hejaz, tem uma população de 1,7 milhões de habitantes (2008), e localiza-se a 73 quilômetros da cidade litorânea de Jidá, num vale estreito a 277 metros acima do nível do mar.
Meca é considerada a cidade mais sagrada para a religião islâmica,[3] e seus adeptos costumam orar voltados para ela. Anualmente mais de 13 milhões de muçulmanos a visitam, incluindo os milhões que realizam a peregrinação conhecida como Haje.[4] Como decorrência disto, Meca se tornou uma das cidades mais cosmopolitas e diversificadas do mundo islâmico.[5] A entrada na cidade, no entanto, é proibida a pessoas que não sejam muçulmanas.[6]
Nome
História
História antiga
Meca vista do Jabal al-Nour
Arte turca de 1787 na Grande Mesquita
Meca pode ter sido a "Macoraba" mencionada por Ptolomeu, embora esta identificação seja controversa.[14] A arqueologia não descobriu qualquer inscrição ou menção à cidade anterior ao período deste autor, embora outras cidades e reinos localizados naquela região tenham sido bem-documentados nos registros históricos.
Por volta do século V a Caaba era um local de culto para as diversas divindades da tribos pagãs árabes. A divindade pagã mais importante de Meca era Hubal, cujo culto havia sido instalado ali pela tribo dominante da área, os coraixitas,[15][16] e que ali permaneceu até o século VII.
No século V, os coraixitas tomaram controle de Meca.